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Música. Cinema. Livros. Whatever.-
08/02/2010Cinema e TVO título é exagerado e quando vi o trailer, então, logo pensei que fosse imitação de “O Troco”. Quase. “Fim da Escuridão” (“Edge Of Darkness“) mostra um Mel Gibson menos aventureiro, porém sem perder a identidade de policial justiceiro e durão retratado em tantos de seus filmes, assim como na safra de maior sucesso “Máquina Mortífera”.
Óbvio que, mesmo perto dos seus sessenta anos, Mel Gibson quer deixar à mostra toda sua força e agilidade nas telas. – ninguém quer acreditar na possibilidade de ter um dublê. Seu jeito curto e grosso de falar com as pessoas, as aparições repentinas na casa dos outros (“como você entrou aqui?”) e as piadinhas seguidas de socos e pontapés são iguais as dos anos 90. Roteiro para um filme de ação não precisa ser criativo, basta uma dose de perseguição de carros, algumas cenas de susto (quando, por exemplo, matam a filha dele à queima-roupa), amigos traidores e, para não fugir à regra, um personagem misterioso o qual você nunca sabe de qual lado está.
A história, aliás, tem um quê de conspiração – calma, não é “Teoria da Conspiração”. Após a morte de sua filha, detetive começa a investigar por conta própria o motivo desse assassinato tão cruel (pausa para o drama). Aos poucos, enquanto vai atrás dos contatos que ela tinha na agenda do celular, o detetive descobre que a empresa de segurança onde sua filha trabalhava esconde algo muito terrível (pausa mais longa para o drama). Precisa dizer mais? É pura diversão para quem nãosabe o que fazer no final de semana.
Tags: edge of darkness, fim da escuridão, máquina mortífera, mel gibson, o troco, teoria da conspiração -
05/02/2010Livro
Na ânsia de comprar todos os livros do Chuck Palahniuk, o vendedor me sugeriu Kurt Vonnegut, cuja forma de escrever serviu de influência para Chuck (fato que concordo com o funcionário da loja em certos aspectos). É um famoso autor norte-americano e de ascedência germânica que, até sua morte em 2007, escreveu vários títulos, todos cercados de muito humor negro e ficção científica. Esse em questão, Slaughterhouse-Five (foi traduzido igual para português: Matadouro 5), é praticamente uma autobiografia do que Kurt vivenciou quando soldado e prisioneiro na Segunda Guerra Mundial.No primeiro capítulo, Kurt explica como pensou e decidiu em escrever essa história com um cunho totalmente antiguerra. Nada de vangloriar os vitoriosos – se é que existe algum quando o saldo é contabilizado por baixas -, apenas fatos nus e crus do cenário durante e pós-guerra. E é exatamente dessa maneira como Vonnegut descreve o que testemunhou na cidade bombardeada de Dresden, Alemanha: situação precária dos soldados (inclua fome, sede e sujeira), cenas apocalípticas depois do bombardeio, tiroteios e execuções para todos os lados. O nome da obra, aliás, é justamente o lugar onde Kurt ficou abrigado na época, dias antes da cidade ter sido totalmente devastada.
Kurt não tem uma sequência temporal dos acontecimentos. Ele justifica essa característica ao criar um personagem cujo tempo não existe para ele: Billy Pilgrim é transportado em vários momentos de sua vida, desde a infância até a véspera de sua morte. Através dessas passagens, em que a explicação se complementa com o sequestro dele por extraterrestres (Tralfamadorianos – de onde ele tirou esse nome?), seres super desenvolvidos em relação aos humanos – esse cliché nunca será desfeito – que não entendem nossa concepção de tempo, já que eles têm o poder de passear por ele em quatro dimensões. É outra forma de Vonnegut dizer que nós deveríamos guardar somente as boas lembranças, deixando para trás os maus momentos e, assim, enterrando nosso ódio e sede de vingança – muitas vezes a causa de tantas guerras.
Não classificaria o livro como ficção-científica só por conter alienígenas na história. Para mim, o autor deixou bem claro ao final do livro o motivo pelo qual Billy insiste tanto em ter sido abduzido e, principalmente, suas andanças pelo tempo. O humor ácido que tantos falam ser uma característica presente em suas obras passou despercebido por mim. Fora um ou outro trecho cômico – o que não considero humor negro -, o autor consegue ser levemente engraçado. Por ser um livro que retrata a guerra, não consegui encontrar o sarcasmo afiado que também tanto li por aí. Aliás, tive até dó de Billy: um personagem catatônico que é humilhado sem se dar conta de que está fazendo papel de palhaço, sendo que seus amigos não têm a devida paciência ou, pior, simplesmente não suportam vê-lo na frente. Será que Kurt se sentiu assim quando esteve na guerra? Talvez tenha sido uma dura realidade disfarçada em ficção.
Tags: alemanha, alienígenas, dresden, extraterrestres, ficção científica, guerra, humor negro, kurt vonnegut, matadouro 5, segunda guerra mundial, slaughterhouse five, tralfamadorianos -
04/02/2010Música
Esse é para quem gosta de um indie rock mais tranquilo, quase com o pezinho lá no folk. Tom McRae não chama atenção só por causa da cor de seus olhos -- para falar a verdade, foi o que me fez escolher essa foto. Em dez anos de carreira, com seis álbuns no portifólio (o último, “The Alphabet Of Hurricanes”, a ser lançado no final de fevereiro), o compositor britânico cativou muito os norte-americanos:
“Just Like Blood”, his second album was released to wide acclaim, especially in America, where every track was licensed for tv and film use, his style of music fitting perfectly the more darker output of LA’s film studios.
Não acompanho a trajetória de Tom por não conhecer muito seu trabalho -- sem menosprezar suas músicas, pois sei que elas são produzidas com maestria para quem tem os ouvidos certos e distintos para aprecia-las -, porém, como disse no começo, é uma dica valiosa entre os cantores que, senão raríssimas, algumas vezes aparecem de sopetão aqui no blog.
Confira a seguir uma versão ao vivo de Mermaid Blues, faixa de seu segundo disco:
Tags: folk, indie rock, just like blood, the alphabet of hurricanes, tom mcrae
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03/02/2010Música
Ah se todas as cantoras pop fossem capazes de cantar músicas tão delicadas e ao mesmo tempo tão envolventes como Corinne Bailey Rae. É só entrar no perfil dessa inglesa no MySpace para conferir suas ótimas influências: Björk, Veruca Salt e Massive Attack. Do trip-hop ao rock feminino dos anos 90 em curtos passos.
Com tanta mistura musical, já esperava que seu segundo álbum “The Sea”, lançado essa semana, tivesse um pouco de cada gênero, sem perder, claro, sua principal característica: soul e R&B encorpados fortemente de cabo a rabo. Esqueça o hit que estampou trilha sonora de novela brasileira e grudou no playlist de todas as rádios, pois talvez você não encontre nada parecido. Confira a baladinha gostosa da garota no primeiro single I’d Do It All Again:
Tags: corinne bailey rae, i'd do it all again, R&B, soul, the sea
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02/02/2010Cinema e TV
Entre tantas indicações ao Globo de Ouro – seis ao todo – e ganhador de uma delas com melhor roteiro, “Amor Sem Escalas” (“Up In The Sky“), do mesmo diretor de “Juno” Jason Reitman, era uma das minhas esperanças de ser um filme que valeria a pena ter ido ao cinema assistir. Não vou dizer que não valeu a pena, mas não sei por que fizeram tanto hype em torno dele.
A história, baseada no livro de mesmo título, mostra bem a realidade dos estadunidenses na forte crise econômica que se alastrou pelo planeta em 2009: redução de custos e, consequentemente, desemprego desenfreado. O trabalho de Ryan, personagem de George Clooney, é demitir as pessoas. Segundo ele mesmo, os diretores bundões o contratam justamente para não terem que enfrentar a indignação e, na maioria das vezes, a raiva dos que estão para serem demitidos. Já há vários anos no mesmo cargo, viaja quase todos os dias do ano, tornando-o praticamente um cliente VIP da American Airlines. Seu objetivo, aliás, é atingir a marca de dez milhões de milhas.
O filme retrata bem a divergência de gerações e as mudanças críticas que devem ser feitas devido à crise: para conter as despesas de viagem, a empresa onde trabalha contratou um novo serviço de videoconferência para demitir as pessoas. Como parte do treinamento desse sistema, Natalie, recém graduada e também jovem (não que eu seja tão mais velho do que ela no filme… rs!), entra em cena. Os diálogos e as situações entre a dupla são divertidas e, algumas vezes, bem afiadas. Pontos interessantes que a história aborda muito bem: experiência conta mais quando um terceiro interfere sem ter conhecimento do processo; as relações humanas nem sempre podem ser substituídas pela máquina – mesmo que a distância seja crucial para a resolução do problema.
O lado mais emocional do filme também consegue se sair bem, mostrando os dois extremos: Ryan não sente a necessidade de se envolver com ninguém, sempre usando seu trabalho como justificativa (não tem como não lembrar da aeromoça em “O Terminal”, cuja função é a mesma, exceto pelo fato de ela ter um amante); como prova disso, entra em ação Alex, cuja profissão é exatamente a mesma de Ryan e possui a mesma visão do companheiro de cama. Natalie não se conforma com esse tipo de idealismo, visto que ela está em um relacionamento há algum tempo e, além disso, preza pela companhia de pessoas amadas. Creio que há pessoas que se encaixam perfeitamente em cada tipo de perfil – posso dizer que já passei pelo primeiro e estacionei no segundo -, porém o roteiro segue um caminho e faz questão de apagar o outro do mapa. Dá a impressão de que o outro serve apenas de atalho, o que não resolve a vida sentimental de ninguém por muito tempo.
É aí que mora o cliché, seguido de uma lição de moral que se mostra sutil no final do filme. Sutil porque o objetivo maior dessa mesma lição é: mesmo em tempos de crise (não só a econômica, importante frisar), o apoio que você tem de familiares e amigos é vital.
Tags: alex, amor sem escalas, george clooney, globo de ouro, golden globe, jason reitman, juno, melhor roteiro, natalie, ryan, up in the sky -
01/02/2010MúsicaFã que é fã gosta de tudo e nunca coloca defeito em nada. Não sou desses fanáticos – pelo menos com essa banda -, então fiquei com um gostinho de “quero mais” pelas músicas que poderiam ter sido incluídas no setlist. The Cranberries tocaram um bom repertório, apesar de Dolores ter escolhido alguns singles de seus dois discos solo (o que, admito, não gostei nem um pouco). Mesmo assim, a energia carismática dela conquistou até os desavisados – provavelmente as pessoas pensaram que era alguma música do próprio grupo.
O show foi feito especialmente para quem curtia a banda na década de 90: nenhuma música do último disco, lançado em 2000, foi tocado (não é o meu favorito, mas bem que podiam ter considerado Analyse). A música de abertura foi How, mas eu comecei a me empolgar só com a próxima, Animal Instinct. Linger, um dos grandes sucessos, me pareceu não ter animado tanto assim o público. Músicas que eu sequer imaginei que pudessem ser tocadas, como You And Me (do quarto álbum), Dreaming My Dreams, Empty e Daffodil Lament (do segundo) me surpreenderam por completo.
O ápice para todos foi Zombie, claro, sendo que Ode To My Family já tinha levantado coro de todos; Dreams, que ficou para encerrar o show, também satisfez a alegria de quem queria ouvir as mais antigas. Como tinha certeza que a banda não descartaria esses hits, deixei para me emocionar com as que tanto queria escutar: Free To Decide e, principalmente, When You’re Gone (ambas do terceiro trabalho). Hollywood infelizmente ficou de fora, mas Empty, a primeira a ser tocada logo após a volta da banda ao palco, preencheu perfeitamente a lacuna. Nem preciso comentar que eu pulava descontroladamente ao som de Salvation.
Dolores frequentemente agradecia seus fãs (algumas vezes em português, por que não?) e, mesmo longe dos palcos e da banda por longos sete anos, sua performance contagiante não denotou nenhuma indisposição, inclusive na afinação de sua voz. Isso também vale para os outros integrantes da banda que, mesmo ofuscados um pouco pela vocalista, foram peças importantes para o bom desempenho de todas as músicas. O’Riordan falou bastante, sempre datando as músicas e, de vez em quando, explicando o que a levou a compor aquela letra. Também ficou feliz com os presentes que recebeu dos brasileiros (o ursinho em cima da bateria provavelmente era um deles).
Veja abaixo o setlist do show e clique no link para assistir os videoclipes (alguns são ao vivo):
01. How
02. Animal Instinct
03. Linger
04. Ordinary Day
05. Wanted
06. You And Me
07. Dreaming My Dreams
08. When You’re Gone
09. Daffodil Lament
10. I Can’t Be With You
11. Ode To My Family
12. Free To Decide
13. Waltzing Back
14. Switch Off The Moment
15. Salvation
16. Ridiculous Thoughts
17. Zombie18. Empty
19. Promisses
20. The Journey
21. Dreams
Tags: concerto, credicard hall, dolores oriordan, são paulo, show, the cranberries -
29/01/2010Música
Em poucas horas estarei a caminho do longíquo Credicard Hall para o show dos Cranberries. Hoje, no twitter, já fiz um warm up com as músicas que mais gosto da banda.
Espero que tenha sido impressão minha, mas uma das bandas que tanto fez sucesso nos anos 90 se deu como esquecida pela imprensa -- e pelas próprias pessoas. Procurei por notícias e encontrei pouquíssimas dignas de uma entrevista. Será que o hiato da vocalista Dolores -- nem vou comentar o trabalho solo desastroso dela durante essa pausa - com a banda causou uma repentina amnésia em todo mundo?
Claro que não. Prova disso são os ingressos que se esgotaram em poucos dias; eu fui duas semanas após a o início da venda e só consegui pista porque já não tinha mais camarote, além de ter comprado inteira porque a cota de meia-entrada também tinha acabado. (podem me chamar de velho, mas não tenho mais idade para pista)
Sei que os dois primeiros discos dos irlandeses foram vitais para colocar o grupo no apogeu musical, contudo torço para que eles cantem os hits dos álbuns seguintes, principalmente de “To The Faithful Departed” (1996); é o mais triste de todos, apesar de achar que nenhum ultrapassa a depressão melódica em “No Need To Argue” (1994). Mesmo nos dois últimos, “Bury The Hatchet” (1999) e “Wake Up And Smell The Coffee” (2001), cujas músicas são mais alegres, o sofrimento dramático da banda ainda perdura nas letras.
Fica aí uma das minhas músicas prediletas, Salvation, como homenagem para o show de hoje à noite:
Tags: bury the hatchet, dolores, irlanda, irlandeses, no need to argue, salvation, the cranberries, to the faithful departed, wake up and smell the coffee
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Heaven
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29/01/2010MúsicaHeaven’s here for you and me
Tags: end titles stories for a film, fully flared, heaven, spike jonze, ty evans, unkle
With every falling curl
Heaven’s here for you and me
We gained ourselves the world -
28/01/2010Livro
Unfinished business. Não tem expressão melhor para definir o que senti quando terminei de ler “Julie, Naked”, último livro escrito por Nick Hornby.A história me convenceu de que seria um bom enredo pop, ainda mais quando se trata de um autor tão contemporâneo como Nick. Annie e Duncan são um casal que, juntos há quinze anos, caçam qualquer tipo de informação, boato ou rumor que leve à Tucker Crowe, cantor e compositor famoso da década de 80 (também é um personagem, não confundam com a realidade) que, depois de lançar seu álbum “Juliet”, simplesmente desapareceu do mapa. A história, por sinal, começa com Annie tirando uma foto de Duncan dentro do banheiro onde supostamente Tucker foi visto pela última vez.
Esse fanatismo, porém, só é mais exaltado por Duncan, sentimento o qual sua companheira (eles em nenhum momento são definidos como casados oficialmente) não compartilha inteiramente. É o ponto de partida para as reflexões de Annie: será que seu relacionamento de quinze anos foi uma perda de tempo? Estar ao lado de um cara que vive em função de um cantor e não dela? Ela também teve sua parcela de culpa, ao meu ver, pois Annie passivamente aceitou a ideia e de certa forma se acomodou tanto com o parceiro como com o trabalho que tem – inclusive na cidade onde moram, Gooleness, um marasmo só.
O próprio Tucker aparece na história, deixando de ser uma lenda da música e, aos poucos, se tornando parte da realidade e da vida de Annie. Aqui dou minhas palmas de elogio para Hornby: ele se deu o trabalho de criar uma página na Wikipedia para o cantor, além de descrever as músicas dos discos e os artistas com quem ele pode ser comparado. O título da obra, aliás, é o título que leva o trabalho ainda não lançado de Tucker, uma versão acústica de “Julie” enviada por correio por um crítico de revista para Duncan.
Esse é o momento de transição do livro em que eu tinha esperança de que a história terminasse de alguma forma plausível. Os personagens se distanciam, cada um tomando capítulos separados. As reflexões de Annie se tornam cada vez mais inseguras e confusas, chegando ao ponto de serem irritantes. Como pode uma mulher desperdiçar tanto tempo de sua vida com um homem que nunca se importou com ela e, ainda assim, não ter certeza de nada ou do que fazer daqui para a frente? Essa é a triste imagem que tenho dela. É a mesma sensação que tenho em relação a Duncan, um cara frustrado por ter se enganado com a mulher com quem viveu durante tanto tempo: no fundo ela não era fanático como ele; será que ele encontraria outra companheira que pudesse compartilhar da mesma paixão?
No meio de tanta insegurança e imaturidade, parece que são pessoas no auge dos seus vinte anos. Ledo engano: eles já estão quase nos seus quarenta. A vida pelo visto não ofereceu nada de importante para eles, apenas frustrações e fracassos. O que dizer então de Tucker Crowe, cujo passado foi marcado por mulheres grávidas e abandonadas, filhos que ainda não conhecem o pai (outros já tiveram a chance, mesmo assim não fizeram questão de perpetuar a relação), uma carreira artística afundada pelo ócio – além de problemas com álcool, claro – e completa falta de perspectiva quanto ao seu futuro e do único filho presente em sua vida: Jackson, de apenas sete anos.
Os personagens, até então longe um do outro em momentos paralelos, reatam suas histórias em encontros um tanto inusitados e, como sempre, embaraçosos. Como disse no início, o desfecho não foi claro, ficou a cargo do leitor e sua imaginação para contar o final de cada um. Não sei o que Nick Hornby quis mostrar com esses exemplos de losers (outra palavra que infelizmente não tem o mesmo efeito quando traduzida), cujas experiências não acrescentam em nada na vida dos outros.
Tags: annie, duncan, jackson, julie naked, juliet, nick hornby, tucker crowe -
Atoi
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27/01/2010Música
Não me canso de falar: sempre é bom encontrar bandas boas, principalmente europeias (sem menosprezar as que estão desse lado do oceano Atlântico). Atoi é o nome desse quarteto de Copenhagem, muito bem vestido na foto acima por sinal. O tipo de som não é algo surpreendente, tanto que algumas músicas de seu álbum debut “Youth Novel” têm algumas influências remanescentes de Björk.
E por falar na islandesa, foi dela que Atoi primeiro emergiu do anonimato quando remixaram Army Of Me e, ainda, fizeram um cover desse mesmo single – se bobear, eu já até ouvi essa versão, já que havia uma época em que caçava remixes de tudo e de todos. Veja a descrição que Björk dá em seu site para os dinamarqueses:
The Danish electronica-collective is working with minimalistic electronic soundscapes; a mixture of electronic beats of digital and acoustic noise and sound from real classical acoustic instruments.
É só observar as fotos que estão pelo MySpace: eles realmente tocam de tudo, de guitarra a saxofone. Além da música, o que eu também curti muito foi a arte do álbum, cujo artista responsável é Mathias Malling Mortensen. Eles aproveitaram para fazer camisetas e vendê-las… deu uma vontade comprar! Assista a seguir o vídeo animado muito bem dirigido do novo single Julio Jackson.
Tags: atoi, björk, copenhagem, dinamarca












![The Cranberries - Bury the Hatchet [The Complete Sessions]](http://zeoffline.com/wp-content/plugins/ilastfm/nocover.jpg)

























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