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Saldo da Bienal do Livro
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18/08/2008LivroDomingo foi dia de passear na Bienal.
Como fui de metrô, ponto positivo para a organização de transporte gratuito. Mesmo com a fila grande (tanto na ida como na volta), os traslados partiam e chegavam um atrás do outro. Ponto negativo para a sinalização na estação do metrô: se não fossem os seguranças, todos ficariam como baratas tontas – e não adianta seguir o povo porque Tietê também é sinônimo de maior terminal da América Latina.
Gostei do aproveitamento do Anhembi para o evento. Toda a área foi ocupada, sendo que a praça de alimentação foi inteligentemente posicionada no fim dos corredores. Apesar de não ter lugares para descanso, ninguém se importava – assim como eu – em sentar no chão, mesmo que fosse na beiradinha dos stands. Para se ter uma idéia do tamanho da Bienal, gastei duas horas para percorrer toda as ruas – claro, com alguns intervalos atrás de livros nos stands.
Sobre os livros: tem de tudo, desde livros didáticos até literatura dos mais variados temas. Aliás, eu queria voltar aos meus dez anos e vislumbrar a diversidade de stands voltados para as crianças. Acho que quando crescemos, perdemos esse encanto. Porém, para quem queria livros importados, é melhor não ir. Apenas dois stands estavam vendendo pocket books: SBS Livraria Internacional e Disal, que tinha uma prateleira pobre da Penguin Books (minha editora preferida desse modelo portátil). Por outro lado, para quem gosta de ler clássicos em inglês, tinha de baciada – mas não tinha variedade de títulos.
Para quem foi só para pegar autógrafo de Ziraldo e do Maurício de Sousa, teve de tomar chá de cadeira. No stand da Panini, a sala envidraçada (provavelmente para os autógrafos) estava tampada por um emaranhado de pessoas. Nem levantando a pontinha do pé era possível ver alguém (ou alguma coisa) lá dentro. E a pergunta pairou no ar: será que Maurício estava lá mesmo? Além do pai da Mônica, o que mais chamou a atenção foi o boneco nem-tão-gigante-assim do Hulk e um poster enorme do mangá da Turma da Mônica Jovem. A fila do caixa, por sinal, estava insuportável só de olhar. Sugiro comprar na banca mesmo (a não ser que esteja mais barato no stand).
Os preços não são vantajosos na Bienal. Para falar a verdade, é a mesma coisa se você fosse direto à livraria. Pouquíssimas editoras estavam dando desconto em seus títulos (no máximo 30%; um ou outro chegavam nos 50%). Presenciei absurdos ao constatar que tal livro estava mais barato no stand da Saraiva (estranhamente a única presente no evento) do que na própria editora. Dica: leia atentamente no jornal informativo que entregam na entrada (está no rodapé de alguma página) quais são os stands que aceitam os cupons de R$ 1,00 do seu ingresso – são poucos, se comparado com o tamanho do evento.
Minhas sugestões (leve em consideração meu gosto chato e retristo para a literatura; logo, não faça seu roteiro baseado nelas):
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Rocco: praticamente todos os títulos de Noah Gordon e de Nick Hornby, entretanto o preço frustra qualquer sonho de colecionador de obras literárias.
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LP&M Pocket: deu vontade de levar todos os livrinhos do Garfield e do Dilbert, mas o preço não ajudou (entre R$ 11,00 e R$ 14,00, ou seja, vá na banca da esquina que é mais perto da sua casa).
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Disal [já linkado]: dicionários tradicionais, tais como Merrian-Webster e Señas, e livros de gramática.
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Jorge Zahar: a série de títulos “Líquido” (Amor, Medo, Modernidade, Tempos, Vida) de Zygmunt Bauman estava em destaque nas prateleiras, mas foi “A Insustentável Leveza do Ser” que eu namorei bastante - não foi dessa vez que eu levei.
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Panini [já linkado] e Daemon: devem ser bons pontos de encontro – e de referência - para quem é vidrado em HQs e RPG. Não sou expert no assunto, então páro por aqui.
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Saraiva Megastore: “quem procura acha”. Esse é o lema para quem quer enfrentar a aglomeração constante no stand. Há livros nacionais, estrangeiros (traduzidos para nossa língua, claro) e importados, porém esses últimos são mais difíceis de encontrar. Levei “The Devil Wears Prada” por R$ 18,50 (não que esteja barato, pois é a faixa de preço), jogado por acaso em cima dos nacionais mais vendidos.
Quem quiser aproveitar, ainda dá tempo: a Bienal vai até domingo, 24 de agosto. Dica para quem vai de carro: há estacionamentos com preços camaradas nos arredores do metrô. Deixe seu carro por lá e pegue o traslado, é confortável e tem até ar condicionado (atenção no ônibus: para quem vai, o último sai às 21h30; para quem volta, o último é às 22h30).
Leia também:
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1 comentário(s) para “Saldo da Bienal do Livro” 
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Nossa, acho que já faz anos que não leio um livro… nem pro vestibular eu li. Mas em compensação revista e internet é direto.
[Reply]


































OiYes 04/09/2008 em 22:52