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Phoebe Killdeer
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18/01/2009Música
Há cantoras que se destacam pela carreira que teve em conjunto do que em solo. É o caso de Phoebe Killdeer, uma das vocalistas do Nouvelle Vague, banda liderada pelo francês Marc Collin que toca sucessos dos anos 80 em ritmo de bossa nova.
Para quem ouve o primeiro trabalho de Phoebe, “Weather’s Coming”, se surpreende pela criatividade de suas composições – tanto nas melodias como nas letras – e a diferença em relação ao Nouvelle Vague: nada que lembre new age e muito menos vocais finos e delicados. Agora Killdeer está totalmente voltada para o rock, o blues e o soul, isso graças ao auxílio de seus short straws Cedric Le Roux (guitarra), Alex King (baixo) e Raphaël Seguinier (bateria). As doze faixas se tornam uma viagem rápida e imperceptível por cada um desses estilos, às vezes se misturando harmoniosamente, sendo que o clima improvisado do jazz se sobressai timidamente.
Sou suspeito para falar que eu prefiro uma canção a outra (o disco inteiro não comete nenhum deslize na produção), mas tenho de ressaltar pelo menos aquelas que justificam muito bem a mistura de gêneros musicais. Let Me é a faixa mais lenta do álbum, cuja letra é um convite sutilmente ousado de Phoebe para seu pretendente inseguro e amedrontado; Big Fight segue a linha contrária, brincando com as rimas de versos curtos e mostrando lentamente uma aposta arriscada para a grande luta; Jack se rende às guitarras do rock ao fazer uma declaração intensa de amor (“I like you very much” é o ápice da emoção na voz de Phoebe).
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