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O clichê da música eletrônica
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17/02/2009Música
Flickr de Dan McPharlin: MiniaturesTenho a leve impressão de que os recentes artistas da música eletrônica – quando digo recente, quero dizer de 2000 até hoje – estão transformando seus trabalhos em verdadeiros e pobres clichês. Não sei bem por onde começar, quem sabe pelo electro. Lembro perfeitamente bem de como adorava – ainda gosto, aliás – escutar os primeiros álbuns ecléticos do Chicks On Speed ou do Ladytron e curtir o clima retrô do Felix Da Housecat. Alguém me indica uma boa banda de electro sem ser ou que tenha qualquer semelhança com o Hot Chip? (eles são deploráveis)
De uns anos para cá, tenho seguido artistas que conseguem criar sem esforços a própria identidade musical, tais como Air, Bent, Télépopmusik, Röyksopp, Bonobo e até Matthew Herbert (esse último puxa mais para o jazz, mas entra na roda). Outros mais descolados da cena alternativa, como The Avalanches, DJ Shadow e Wax Tailor, também conseguiram erguer seu mérito com a brincadeira incansável de construir músicas à base de samples de filmes. Produtores cuja discografia não sigo com tanta fidelidade, como Nightmares On Wax, Soulwax e The Herbaliser, se destacam pelas suas ótimas influências do funk e do soul – apesar de curtirem bastante um hip-hop.
Artistas mais antigos e mais conhecidos, como The Chemical Brothers, Basement Jaxx, Groove Armada, Fatboy Slim e Daft Punk, a cada ano escorregam feio na falta de criatividade. Alguns tentam causar polêmica com videoclipes que só servem para deixar a música em segundo plano (já que ela sozinha não faz a menor diferença). Adivinha de quem estou falando? Do Justice, claro.
Posso estar muito exigente – será que a idade faz isso conosco, nos deixando mais rabugentos e menos abertos a novidades? -, posso não querer dar oportunidade para bandas relativamente novas como Cut Copy, Empire Of The Sun (que capa é essa, minha gente?), Simian Mobile Disco, MSTRKRFT (Masterkraft, para quem como eu não decifrou as siglas), Miami Horror (a inspiração setentista me assustou um pouco), Hercules And Love Affair (é com o Antony, por acaso?), e tantas outras que aparecem do nada… mas sempre que penso na possibilidade de experimentar um novo som, esbarro naquele obstáculo lá do começo: verdadeiros e pobres clichês. Acho que eles estão precisando ter umas boas aulas com os vovôs do Kraftwerk. Isso sim é música eletrônica autêntica.
E esse tal de MGMT? O que eles tocam de bom, hein? (brincadeirinha, é só para irritar os fãs… rs!)
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1 comentário(s) para “O clichê da música eletrônica” 
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Não é só a música eletrônica que vive entulhada de clichês. No rock tem vááários exemplos (Lenny Kravitz, Wolfmother).
Mas o bom é que o universo musical é isto, um universo, e portanto é VASTO. Enquanto de um lado tem muita gente caindo no repeteco de clichês, de outro ainda é possível achar gente forçando as barreiras do convencional, inventando sons, inventando formas.
E a idade ajuda mesmo, a gente teve muito mais contato com muito mais “conteúdo” em termos de música eletrônica, então o que a molecada acha inovação, pra nós é repeteco de coisas de 30 anos atrás
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The Crystal Method: Divided By Night | Zé Offline: Parodiando o mundo online maio 20th, 2009 em 08:02
[...] Já comentei o que penso da música eletrônica atual, então pulo essa parte. Vamos ao que interessa: “Divided By Night”, quarto disco de estúdio do The Crystal Method, traz à tona o melhor da música eletrônica daquela época (os anos 90 já estão beirando “vinte anos atrás”, mas eu não quero pensar nisso agora…rs!), música essa que não existe mais nos anos 2000. O trabalho de construir uma melodia coerente, com introdução de loops frequentes, beats e batidas pulsantes crescentes, sintetizadores ganhando força no fundo para dar estourar os tímpanos no ápice do refrão, scratches que dão a súbita pausa para acalmar os nervos parecem uma receita de bolo ultrapassada e sem sabor. Só que Ken e Scott guardaram a receita a sete chaves e ressucitaram em todo o repertório do novo trabalho. [...]
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[...] chamem de antiquado, de oldskool, que eu tô ficando velho e rabugento, faço voto à antiga e boa música eletrônica. Prefiro as colagens musicais, fico nostálgico com a dance music dos anos 90, mato saudades da [...]





































O Primo 17/02/2009 em 10:12