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Oh Land
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07/05/2009Música
O que mais posso falar sobre experimentalismo quando o assunto é música? O que mais posso falar quando mulheres tão belas com vozes tão delicadas seguem por esse caminho? Pois as européias ficam entre as primeiras se tivesse que fazer uma lista de cantoras cujo potencial musical é grande – porém não têm a devida atenção do lado de cá.
Oh Land é o nome que esconde o talento da dinarmaquesa Nanna Øland Fabricius, cujos passos de bailarina tiveram de ser desviados por causa de um problema nas costas. Com seus joviais 23 anos – já comentei, mas falo novamente: a safra de artistas está cada vez mais precoce (mas não que isso seja um mau sinal, é porque estou me sentindo velho mesmo) -, seu primeiro trabalho de estúdio, “Fauna”, revelou dons até então desconhecidos: rodeado pela mãe cantora de ópera e o pai organista, era de se esperar que Nanna, sozinha, preparasse os próprios arranjos, programasse as batidas eletrônicas e tocasse piano, violão e violino, além, claro, dos afinadíssimos vocais.
A criatividade também acometeu o figurino durante a produção do disco, resultando em fantasias de coruja e coreografias com guarda-chuvas (sem referências à Rihanna, por favor, que por sinal não merece link), sem contar a estranhíssima capa com o homem-peixe. E mais uma vez se prova a eficácia da divulgação independente: ela começou postando os primeiros demos no MySpace, lá por 2004. Um produtor/DJ olhou, ouviu e gostou. Grandes gravadoras, abram seus olhos.
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Tags: dinamarca, experimental, nanna oland fabricius, oh land

































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