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Rapidinha da semana: Múm
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29/06/2009Música
A banda islandesa Múm (pronuncia-se “miooyyuujm”, se é que ajuda em alguma coisa) está de volta com seu quinto álbum, “Sing Along The Songs You Don’t Know”, a ser lançado entre agosto e setembro desse ano. Os conterrâneos da Björk fazem um som… diferente? Nem eu sei explicar como é o som deles, assim como eu também não saberia explicar o tipo de música que os meninos do Sigur Rós tocam. Muitos integrantes -- como vocês podem ver na foto acima, todos com nomes impronunciáveis -- e muitos instrumentos, desde os mais analógicos até os mais digitais.
Eles fazem parte da safra de artistas alternativos do começo dos anos 2000 dos quais admiro. Os dois primeiros discos são praticamente instrumentais, sendo que o segundo há músicas cantadas na língua deles. O primeiro álbum que ouvi foi “Finally We Are No One” (2002), cujo single Green Grass of Tunnel não saía do repeat (confira o vídeo abaixo). Esse disco, por sinal, pelo que estava lendo no Discogs, demorou nada mais nada menos do que dois anos para ser finalizado (contou com a ajuda do mesmo produtor do maravilhoso “Vespertine” da Björk); eles viajaram para um lugar onde sequer tinha telefone, tanto que para comprar qualquer coisa era necessário ir até outra cidade de barco.
Li uma entrevista que o Múm deu para o Iceland Export Music falando sobre esse último trabalho. Os problemas políticos da Islândia serviram de inspiração para compor as letras do novo repertório -- eles até participaram de protestos em público -, além de terem gravado em alguns lugares diferentes, como Estônia e Finlândia (lugares exóticos, não?). A entrevista aborda a mesma impressão que tive, se comparado com os discos anteriores: eles colocaram algumas pitadas acústicas e folk agora, porém nada foi planejado. Nem eles esperavam o que podia sair como resultado; não é à toa que o maior desafio do grupo foi decidir quando terminariam a gravação.
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