Day One

Day One

Não gosto de hip-hop ou qualquer outro gênero que tenha a menor semelhança, porém tenho de tirar o chapéu para o Day One. Phelym Byrne e Donni Hardwidge tocam músicas que misturam um hip-hop amigável (leia-se: dá para entender o que eles cantam, pois não usam gírias de guetos e afins) com música eletrônica, rock e um pouco de folk. O resultado é o álbum “Probably Art”, lançado em 2007.

Diria que é uma reinvenção da música eletrônica, o que é muito difícil de se encontrar por aí. Criatividade não falta para eles dois: mesclam vários instrumentos – além do violão e da guitarra, eles arriscam na flauta, na gaita e no saxofone -, com efeitos sonoros bizarros (macacos gritando e cavalos relinchando, por exemplo) e, claro, as batidas de breakbeat que originaram o movimento rap nos anos 80. Esses e outros elementos se harmonizam de uma maneira muito divertida, tornando o álbum legal de se ouvir até o final.

É até difícil de imaginar alguém cantando rap e tocando violão. Simplesmente não combina, mas quando você ouve a dupla britânica em ação, você acaba mudando de idéia. Entretanto, para que sua opinião realmente seja a mesma que a minha (de que é uma boa sugestão musical), remova de sua mente qualquer artista de black music do cenário atual (50 Cent, Snoopy Dog, P. Diddy e outros os quais me recuso a lembrar o nome). A partir daí você estará plenamente apto a escutar o som inovador do Day One.

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