
Já não estava muito animado para ver “Coco Antes de Chanel”, película biográfica da estilista francesa Gabrielle Chanel, mais conhecida por Coco Chanel. Não conheço nada da vida dela – só agora associei o corte de cabelo à pessoa, acreditem -, agora que assisti ao filme, então, fiquei com menos vontade ainda. O filme, aliás, não ajuda em nada a retratar a trajetória de sucesso de “Cocoricó”.
O roteiro deslancha na superficialidade, sendo que cada fase dela é contada da pior e mais pobre maneira possível. Sua infância é mostrada em três cenas e, como num passe de mágica, a então designer de chapéus termina sendo aplaudida com o desfile de sua coleção de roupas nos últimos minutos do filme. Detalhes mais polêmicos, como sua colaboração com o nazismo, foram descaradamente esquecidos na trama. O fato de ter revolucionado a moda feminina no começo do século XX também passou despercebido, dando a impressão de que Chanel não tinha uma visão a frente de seu tempo e sim uma vantagem bonificada acidentalmente pelo destino. Os diálogos tentam salvar com algumas doses de acidez e a atuação de Audrey Tatou até que convence pela competência, porém mesmo assim não deixa de ser um filme chato e descartável.
Curiosidade a parte, o pôster do filme teve uma singela alteração: trocaram o cigarro de Coco por uma caneta-tinteiro. Que eu saiba, Coco só lia livros, não os escrevia.
Saiba um pouco mais sobre a vida de Coco nessa matéria da Bravo! Online.
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