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  • Angela McCluskey: novo álbum

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    scissors
    26/01/2010Música

    Angela McCluskey

    Assim que soube do segundo disco de minha querida Angela McCluskey, “You Could Start A Fight In An Empty House”, fiquei estarrecido e desesperado atrás dele. Sabia que não teriam muitas novidades musicais, visto que há muito tempo ela disponibilizava versões demos (inclusive algumas que não foram lançadas até hoje) em seu MySpace.

    Esse trabalho de Angela na verdade é uma coletânea de canções as quais ela sempre quis compor e produzir com seus amigos e músicos favoritos. Ela também não se dá muito o trabalho de explicar o título do álbum:

    l decided I wanted to capture a moment in time with some of my favorite musicians that would encapsulate the feeling of being at a show from beginning to end. I also fancied starting a fight in an empty house. So, I did.

    De todas as treze músicas, somente duas eu não conhecia (provavelmente a única que ela não deixou online). A fusão de alguns estilos eletrônicos se deve exclusivamente aos pares que Angela fez para algumas faixas, como por exemplo Message e Westside Waltz, ambas produzidas por Duke B. Handle With Grace, desde a primeira vez que ouvi, sabia que tinha dedo de um dos membros do Télépopmusik (quem assinou essa colaboração foi Stephan Haeri), pois a melodia e os arranjos parecem de um dos discos do trio francês. End Of My Rope, quem diria, teve a participação de Bardi Johannsson (Bang Gang e Lady & Bird); Angela simplesmente resolveu pegar um vôo para a Islândia e se encontrar com ele. A faixa que talvez tenha mais notoriedade seja When I Was Running Out Of Time, cujo amigo da vez (e da voz também) é Joseph Arthur. O que dizer então de Truth Is – uma das mais belas do repertório -, música escrita às três da manhã, fruto de uma noite sem sono ao lado de Scott McCloud.

    Outras, no entanto, não são inéditas, como é o caso de Day Ditty, escrita por Craig Wedren do Shudder To Think para a trilha sonora de um filme. Friend também deve ter entrado como homenagem, pois é de quando Angela fazia parte do Wild Colonials, sua primeira banda na década de 80.

    Cada faixa traz a identidade dos amigos de Angela  e o clima com que elas foram pensadas, escritas e produzidas. Foram momentos diferentes, ocasiões que ofereceram a oportunidade de se encontrarem e, por acaso, encerrarem esse encontro com notas rabiscadas em um papel. Pode ter demorado um bocado para ela lançar algo novo, mas valeu a pena esperar cinco anos. ;)

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