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  • Tudo Pode Dar Certo

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    scissors
    13/05/2010Cinema e TV

    Tudo pode dar certo

    Gosto do Woody Allen, apesar de não ter assistido a todos seus filmes – sabemos que a coleção é extensa. Depois do auge alcançado com “Match Point” e, logo depois, pelo nem tão legal “Scoop” e o sensual “Vicky Cristina Barcelona” (cujos atores devem ter sido escolhidos por sua notoriedade hollywoodiana), Woody retorna à sua cidade natal de Nova York para filmar “Tudo Pode Dar Certo” (“Whatever Works“). Os personagens, todos encenados por atores quase desconhecidos, e os diálogos extensos e paranoicos – sempre vindos do protagonista – despontam como as antigas e tão tradicionais características que Woody se utilizou por anos ao longo de sua carreira.

    Escrito e dirigido por ele, Allen também consegue reaver sua leve comédia testemunhada em, por exemplo, “Trapaceiros” (“Small Time Crooks“) e “Melinda & Melinda”. Entretanto, mais uma vez, ele não participa do filme, cedendo a Larry David o papel de um velho rabugento, Boris, que não consegue ter uma visão positiva de absolutamente nada. Sua relação repentina com Melodie, jovem tapada que fugiu de sua casa em Mississipi, traz consequencias bem divertidas, além da aparição de alguns de seus familiares para deixar a história ainda mais engraçada.

    Não há ninguém que não tenha se identificado, mesmo que quase nada, com o pessimismo de Boris. Suas observações às vezes fazem sentido e nos arrancam boas risadas. O rumo de cada personagem e a maneira como eles lidam com os próprios conflitos não atrapalham o andamento da história. Tudo parece um absurdo (principalmente o figurino), mas é desse absurdo todo que mostra a comédia que tanto senti falta nos últimos trabalhos de Woody Allen.

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  • [...] ele estava, pois tínhamos marcado na rua depois de um filme que assisti. Isso me lembra que ainda não fui ao cinema com o Zé. E desse dia em diante tive certeza que eu e o Zé nos divertiríamos muito. O Zé é meu [...]

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