“Para quem não sabe, comfort food é a comida que dá alento, aquela que traz lembranças boas da infância – o bolinho de chuva da sua avó, a panqueca da mãe, a carne assada do pai, ou aquela comidinha que você comia durante as férias na fazenda, ou na praia… “
… e comida de mãe, não tem igual. Daí eu invadir o blog do Zé Offline falando de duas coisas que parecem fora do universo dele – comida e família – mas que no fundo são parte indelével deste amigo que conheci nos blogs em 2008.
Zé, um dos amigos mais online e atualizado que tenho, e que tem um apelido mais anacrônico (offline), me convidou há alguns dias para surpreendê-lo no blog. Queria ter a surpresa de descobrir, no seu leitor de rss feed (aquele que ele usa como rede social e o liga a tantos novos amigos), uma invasão no seu espaço. Só hoje tive tempo de pensar no que escrever aqui e lembrei desta pesquisa sobre “comfort food” porque os encontros com o Zé sempre têm um quê de gastronomia – e sim, ele é “magro de ruim”!
Procurando fotos dos nossos encontros, Zé, só tem a gente em boteco ou restaurante…
olha esta foto com @djmisscloud @srtabia e @deniserangel no Mercadão
Segundo li, um estudo publicado na Psychological Science, estas comidinhas que não são as favoritas dos médicos mas são as nossas queridas, fazem bem ao coração e às emoções. O estudo de Shira Gabriel partiu da ideia de que alguns “substitutos” sociais (coisas que fazem as pessoas se sentirem bem durante um longo tempo) podiam ser um bom jeito de acalmar o coração. E será que esta sensação e todos os hormônios bons que liberamos por conta dela não valem tanto quanto exercícios e a dieta saudável da moda?
Creio que sim. Para mim, por exemplo, poucas coisas valem mais do que a boloterapia: fazer um bolo, sentir o cheirinho levemente doce pela casa, ouvir os sons da satisfação da família chegando e saboreando… tudo isso junto me dá a sensação de que a vida vale a pena. E quando um querido está adoentado e a gente pode oferecer uma canjinha? O outro se sente amado, acarinhado, protegido e a gente se sente mais “empoderado”, mais capaz de ajudar, de curar, de nutrir.
Coincidentemente outro dos experimentos da “comfort food” tinha a ver com a a canja de galinha. Aquelas que consideravam essa sopa uma “comfort food” revelaram que pensaram sobre sua vida pessoal, sobre seus relacionamentos em escritos que foram feitos a pedido dos pesquisadores. Faça um exercício mental: que tipo de comida faz você sentir que faz parte de algo positivo? Os acepipes do boteco com os colegas da faculdade, o churrasco com a família no domingo, a galinhada da tia no sítio, aquele café que você tomou numa rua de Paris na lua de mel… são muitos símbolos afetivos que nos acompanham e é uma maravilha poder tê-los à mão quando a saudade e solidão batem, não é mesmo?
E, apesar dos flavonóides do chocolate e do vinho e da energia e ânimo que o açúcar nos dão, aposto que suas principais confort foods nem são tão ruins para saúde assim…
Zé e eu no meu aniversário de 2009.
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2 Comments
Pingback: Qual é a sua Confort Food? | @avidaquer | A Vida Como A Vida Quer by @samegui
Confort Food pra mim é a comida das minhas duas avós. O cheiro do feijão e o frango de domingo da Vó Nina, e os bolinhos da Vó Suzana são cheiros e sabores completamente cheios de sensações e emoções. =)
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