Goldfrapp e Interpol em São Paulo
Final de semana arrematador para quem sentiu falta de bons shows durante o ano – dá para contar nos dedos os que eu fui até agora. Minhas esperanças de ir ao Planeta Terra desse ano foram alcançadas e tive a oportunidade de rever Interpol (a primeira vez foi no começo do ano) e, principalmente, assistir à primeira apresentação do Goldfrapp no Brasil. Não vou me ater ao festival com todas as suas atrações, mesmo porque não vi metade delas (leia aqui exatamente o que achei do evento), então vou me limitar a eles dois, a começar pelo dueto inglês.
O setlist foi o mesmo do ano passado, contudo poderíamos ser presentados com pelo menos duas músicas do primeiro disco “Felt Mountain” – todos seriam muito bem prestigiados com Lovely Head ou Human. Por outro lado, o repertório, com mais singles de “Supernature” e “Head First”, combinou com a animação de Alison no palco e entrou em perfeita sintonia com seu público seleto, para não dizer pequeno. O figurino preto de tiras brilhantes esvoaçavam junto aos seus cachos loiros, graças ao ventilador instalado na frente da cantora. Os rumores de playback percorreram após a performance e, mesmo sendo fã, temos de concordar que em certas ocasiões era perceptível (mais nítido ainda para quem ficou encostado na grade). Só posso afirmar o seguinte: cantei, dancei e pulei muito. Para mim foi o melhor show da noite.
Foto: Jhon Paz/Terra
Festivais são legais porque reúnem várias bandas de uma só vez. Festivais não são legais porque nem sempre os horários ajudam na sua escolha. Foi o que aconteceu com o Interpol. Com um atraso de dez minutos, fez com que eu perdesse as últimas quatro músicas, já que não queria perder Goldfrapp do outro lado do parque. Outro fator também pouco democrático: pessoas que não curtem a banda, mas fazem questão de se embrenhar perto do palco só para antecipar um bom lugar para a sua banda favorita (nesse caso, os chatos do The Strokes). O setlist foi bem escolhido, dentro da duração permitida, e a performance não deixou a desejar. Entretanto, como era de se esperar, a energia se dissipou na imensidão do palco e entre os que sequer sabiam quem era Interpol. Foi no show de ontem, só deles, que a banda se mostrou mais interativa, dando a chance agora de prolongar o repertório com um merecido bis para seu verdadeiro público. Esse post conta melhor como foi o show extra.
Confira a seguir Crystalline Green, música de abertura do Goldfrapp, e Evil, do Interpol, no show de domingo.

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Pois é. Da grade deu pra ver tudo. rs
Ainda mais na expectativa que Lidi e eu estávamos de assistir Goldfrapp depois do cancelamento de Peter Bjorn & John.
Quem sabe numa próxima…vida?
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