
Podem falar o que quiserem, eu sei que é puro drama, mas o drama é justificado – é pessoal. Não é o fim do mundo, mas é o fim do Google Reader. Agregar feeds não era novidade – já existia FriendFeed, que ainda sobrevive esquecido -, mas só o Reader nos cativou. O Google, por sua vez, tentou empurrar o Wave, se deu mal, muito mal. O Google tentou empurrar o Buzz, só nos irritou (esse sim mereceu acabar). O Google está tentando nos empurrar o G+, mas já nos acostumamos com o Facebook.
Parece assunto de nerd – no fundo, até é -, mas fiz amigos no Reader. Eu fiz posts para cada um deles (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui). Nós marcamos encontros de Google Reader aqui em São Paulo (e fiz questão de marcar encontro também com os amigos lá do Rio de Janeiro). Compartilhamos, comentamos e demos muitas risadas com uma enchente de publicações (a menina montada no cavalo de balanço nunca será esquecida).
Parece tudo muito exagero, porém quando registramos um canal tão importante onde laços de amizade foram criados – e eu duvido que isso seja possível daqui para a frente no G+ -, nada é visto como algo tão simples assim. Sabemos muito bem, entretanto, que o Reader não é fonte apenas de compartilhamento de informações e sim de troca de ideias e pensamentos, crucial até para países com severas restrições de acesso.
Bom, não adianta mais chorar o leite coalhado. Google tem outras ambições e certamente não se preocupa muito com uma pequena parcela de seus usuários preocupada em manter um serviço que foi além da utilidade pública. A ousadia de centralizar tudo em uma única ferramenta pode não dar certo – e eu não torço para que tenha sucesso, já que para mim não tem utilidade alguma.
Infelizmente não poderei mais compartilhar esse post como sempre fazia até ontem.
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