Zé Offline

Música. Cinema. Livros. Whatever.
  • scissors
    01/09/2010Música

    Massive Attack

    Notícia nem tão fresquinha assim, mas fiquei sabendo só agora pelo @DiaboLoiro (outro fã declarado de trip-hop): Massive Attack se apresentará no Brasil (São Paulo e Belo Horizonte confirmadas, por enquanto) em novembro para divulgar o novo trabalho “Heligoland”, cujo EP de remixes foi comentado brevemente por aqui.

    A expectativa agora é saber quem será a cantora que vai interpretar no palco as convidadas oficiais dos discos, como por exemplo Hope Sandoval e Tracey Thorn -- será que Martina Topley-Bird foi a escolhida? Fica aí um dos vídeos mais famosos da dupla, Protection, dirigido por Michel Gondry e com Thorn nos vocais:

    Tags: , , , , , , ,
  • scissors
    30/08/2010Música

    Best Coast

    Para quem adora o verão (apesar de eu não gostar nem um pouco) vai se identificar totalmente com Best Coast, banda liderada por Bethany. Direto da Califórnia, a loirinha pensa, se inspira, compõe e canta sempre com o sol estampado no céu -- pelo menos é assim que ela se vê satisfeita com sua vida e com o mundo.

    O nome da banda era para ter sido Sun Dried, mas isso só a fazia lembrar de senhoras mal bronzeadas. Best Coast, além de fazer referência à “melhor costa” dos Estados Unidos (palavras dela, que fique bem claro), são as iniciais de seu nome, Bethany Cosentino. O multi-instrumentalista Bobb Bruno e o baterista Ali Koehler (ex-Vivian Girls) completam o trio baseado em Los Angeles, cujo som é dotado de guitarras acentuadas e barulhentas, misturando um pouco de tudo: garage, indie e surf music.

    O primeiro álbum “Crazy For You”, lançado agora em julho, nada mais é do que uma continuação dos inúmeros singles e EPs que a banda divulgou durante o ano passado. As faixas são curtíssimas (só a última consegue chegar aos quatro minutos), porém a única intenção é ouvir suas músicas enquanto se curte o verão ensolarado como se não houvesse mais sol. Confira a seguir o vídeo do single When I’m With You:

    Tags: , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    28/08/2010Música

    The Swell Season

    Ontem The Swell Season, liderada pela dupla Glen Hansard e Marketa Irglova, se apresentaram pela primeira vez em São Paulo. Mais conhecidos pela música Falling Slowly, que ganhou o Oscar de 2008, além, claro, das outras que integraram o filme “Apenas Uma Vez”, o casal provou todo seu talento ao vivo.

    Marketa estava um pouco mais tímida, mas Glen Hansard foi quem se mostrou o mais carismático: conversou, brincou com o público e até improvisou uma música acerca dos motoqueiros (se resumia apenas a uma palavra: Honda) antes de cantar Back Broke, por ter ficado impressionado com o trânsito caótico de São Paulo -- além disso, comentou que somos insanos por conseguirmos dirigir nessa situação. Ainda no clima de brincadeira, Glen pediu para que o público o acompanhasse na versão heavy metal de uma música a qual o guitarrista cantava antigamente; incrível perceber como Hansard tem o dom de fazer milagres sonoros com seu violão (não é à toa que entre uma música e outra alguém da produção fazia a troca do instrumento). O êxtase obviamente culminou com os hits da dupla, como Low Rising, When Your Mind’s Made Up e The Hill -- minha preferida, cantada somente por Marketa no piano, mesmo tendo gostado muito de sua performance em If You Want Me.

    Confesso ter ido ao show sem muitas expectativas, logo não me esforcei muito em memorizar o repertório do último disco “Strict Joy”. Conheço Glen Hansard com sua banda The Frames, mas sequer lembro de um single; os fãs de verdade, em contrapartida,  estavam pedindo aos gritos Fitzcarraldo, atendido como música de encerramento. O show, entretanto, não se restringiu apenas às composições do Swell Season: Marketa concedeu um momento especial para o violonista Colm Mac, cuja escolha foi uma canção tradicional irlandesa; a plateia se apoderou de um silêncio hipnotizante diante da beleza instrumental. Marketa cantou Cucurrucucú Paloma, trilha sonora de Caetano Veloso para o filme do Almodovar “Fale Com Ela”, já que ela queria fazer algum tipo de homenagem por gostar tanto do Brasil.

    Saldo de duas horas de show, entre idas e vindas ao palco, sempre criando mais empolgação nas pessoas -- e indecisão para quem não sabia se ia embora ou não.  Apesar de não serem conhecidos (fato que felizmente se provou o contrário com a casa lotada), e eu não ter dado a devida atenção, sinto que não me arrependi de ter presenciado essa dupla tão irreverente. Confira a seguir o vídeo de Low Rising:

    Tags: , , , , , , , , , ,
  • scissors
    27/08/2010Música

    Azure Ray

    Simplesmente não dá para acreditar. Depois de cada uma delas seguir seu próprio caminho, Maria Taylor e Orenda Fink surpreendem todos seus fãs anunciando não somente o retorno de Azure Ray, como o lançamento do quarto disco “Drawing Down The Moon”, a ser lançado em setembro desse ano (que, até lá, com certeza já vai ter vazado na rede). O hiato de seis anos definitivamente não afetou em nada a amizade da dupla californiana, tanto que já tem o primeiro single para degustação, Don’t Leave My Mind. Confira a seguir o vídeo com uma prévia das faixas do novo álbum:

    Tags: , , , ,
  • scissors
    26/08/2010Música

    Márcio Bulk

    Nota do editor: Texto escrito por Márcio Bulk, amigo, companheiro e marido do Paulo Tristão. Juntos, eles formam um dos casais mais lindos que proliferam seu amor recíproco nos murais do Facebook.

    Sempre tive implicância com a cena musical paulistana. Mesmo incontestavelmente criativa e sofisticada, pouquíssimos artistas despertaram o meu interesse e, principalmente, aquela vontade de ouvir&ouvir&ouvir as suas canções até furar o LP/CD/HD. Nada a ver com questões muito racionais, apenas uma percepção pra lá de distorcida de um carioca criado entre a bossa, o samba e o rock de bermudas #80s feelings.

    Bem, mas para toda a regra há uma exceção… Já faz uns bons três meses… Passeando pelo Youtube em busca da melhor cantora brasileira dos últimos dias, me deparei com um nome insólito: Tulipa Ruiz. Confesso que nos primeiros segundos imaginei que fosse alguma cantora “alternativa” mexicana ou chilena (o que me despertou mais ainda a curiosidade!). Cliquei no play e eis que surgiu a moça: gordinha, com um ar despojado e com voz delicada. Sua imagem, somada a uma letra bacana e autoral, me fez sentir como se fosse o seu BFF. Imediatamente busquei algum santo blog que me permitisse baixar o CD da menina e ouvir o restante de seu trabalho.

    O som inegavelmente era pop, mas um pop de fina linhagem, que remetia à Celly Campello (rockzinhos fofos e retrôs), Gal Costa (uma voz impecável), Rita Lee (leve e confessional), Ná Ozzetti (sofisticação e experimentalismo na dose certa), Paula Toller (new wave dançante e despretenciosa) e Fernada Takai (alternativa mas ainda, assim, pop). Foi paixão à primeira audição, quase um pedido de noivado com casamento já planejado e fervorosamente aguardado. A moça me pegou de jeito e, faça chuva, faça sol, todo dia, invariavelmente, eu a ouço&ouço&ouço. Decididamente, nunca a Augusta e seus barzinhos me pareceram tão próximos à Lapa e seus botecos…

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    25/08/2010Música

    Sally Seltmann

    Lá em novembro do ano passado comentei sobre o novo disco de Sally Seltmann (agora não mais disfarçada de New Buffalo), “Heart That’s Pounding”. Mesmo depois de ouvir inúmeras vezes desde o seu lançamento (em abril, para se ter uma ideia), ainda sinto uma certa hesitação em escrever uma merecida resenha -- mas eu escrevo mesmo assim, por menos merecida que pareça.

    Sally não se despreendeu dos vocais líricos presentes nos dois trabalhos anteriores, sem contar a fixação pela repetição dos refrões (reforço, porém, que isso não conta como desvantagem). O que difere, na verdade, é a variedade de instrumentos (o piano não é mais o protagonista), os quais dão muito mais força às múltiplas vozes embutidas em segundo plano. Contudo, é possível notar uma certa herança enraizada nesse último álbum, como por exemplo a simplicidade do teclado em I Tossed A Coin e a singularidade constante nas notas de Happy.

    As batidas introdutórias do primeiro single Harmony To My Heartbeat acompanham palminhas e versos cujas letras prolongam o fôlego de Sally -- muito mais do que as simples composições de antes. O piano gentilmente concede o tom dócil de Set Me Free, dando um salto motivador em On The Borderline (música perfeita para quem precisa de uma forcinha no dia-a-dia para se animar). Violinos aterrizam delicadamente em Book Song, mas as palmas retomam espaço e poder no segundo single Dream About Changing. A faixa-título marca o ápice da felicidade: Sally quer ouvir corações batendo a todo vapor e declara amor para quem quiser amar sem medo (ao som de muitos sinos ecoando pelo fundo).

    O passo lento de The Truth ressoa como um alerta vermelho para quem não quer pisar o pé no chão da realidade, mas esse momento severo logo se dissipa com a encantadora Sentimental Seeker. 5 Stars volta a lembrar as influências do New Buffalo e Dark Blue Angel, no melhor estilo folk, termina o repertório espantando toda e qualquer vibração negativa. Não é à toa que eu me sinta tão bem -- e tão animado -- cada vez que escuto a voz afinadíssima e carinhosa de Sally. Assista a seguir o vídeo oficial de Harmony To My Heartbeat:

    Tags: , , , ,
  • scissors
    24/08/2010Música

    Land Of Talk

    Nem parece que há mais de um ano falei sobre minha fascinação por Land Of Talk -- até hoje Some Are Lakes embala minhas playlists -, e agora Izzie volta a ser assunto por aqui. O terceiro disco da banda-de-uma-pessoa-só (mas nós sabemos que ela não está sozinha, visto que há participações especiais de integrantes do Arcade Fire e do Stars) vem com o mesmo indie carregado de rock, além da sua voz inconfundível -- que, para mim, já virou marca registrada.

    “Cloak And Cipher” parece ter mais emoção nas melodias, principalmente no primeiro single Swift Coin, não propriamente nos vocais mas na intensidade como as guitarras são executadas. Uns podem até achar o barulho excessivo, mas talvez seja a única música que expresse tanta agitação sonora. A faixa de abertura, que leva o título do disco, começa com uma Elizabeth Powell mais reservada, a voz um pouco abafada, um violão bem tímido de fundo e batidas imitando marchinhas quando algumas notas de piano entram em cena (piano esse que, nos últimos segundos, parece ser destruído).

    Goaltime Exposure aumenta a velocidade aos poucos, trazendo uma sequência melódica regular e sem grande surpresas. Um pouco de melancolia ainda assombra as letras de Quarry Hymns, ainda mais quando passamos pelo drama vivido em Color Me Badd (curiosamente o nome de um grupo de hip hop da década de 90). O descompasso das guitarras e a voz desgarrada em The Hate I Won’t Commit desequilibra um pouco o clima do álbum, porém o ritmo é corrigido com Hamburg, Noon. Liz arrasta as letras um tanto imcompreensíveis em Blangee Blee e desacelera com alguns solos de guitarra (o que mais poderia ser, não é?) em Playita. Better And Closer rasteja lentamente a bateria, fazendo com que a voz de Izzie se torne sofrida a cada verso cantado -- uma ironia se pensar o quão feliz ela está em ficar o mais perto possível de quem ela gosta.

    Confira a seguir versão de Quarry Hymns gravada especialmente para o La Blogoteque:

    Bônus: ao final desse vídeo, Izzie quase se emociona ao contar sobre Some Are Lakes, lagos que na verdade homenageiam o amor absoluto e recíproco de seus pais. Eu também quase chorei.

    Tags: , , , , , , , , ,
  • scissors
    18/08/2010Música

    Clare Bowditch

    Não poderia estar mais feliz: Clare Bowditch volta com um álbum completamente diferente de todos os outros -- até o Feeding Set foi substituído por The New Slang. Talvez seja essa a principal mudança em “Modern Day Addiction”, uma nova sonoridade, comtemplando outros arranjos e uma variedade maior de instrumentos.

    A voz continua com a mesma potência, se fazendo firme em todas as doze novas faixas. O primeiro single The Start Of War indica um certo tom político em suas letras, mas o que ela quer mesmo transmitir é a esperança de todos viverem melhor e mais humanizados em um mundo sufocado por futilidades tecnológicas.

    Essas frivolidades adoradas pelo homem são comentadas na canção que leva o título do disco. Running até parece cansar pela insistência de Clare em declarar as voltas incessantes que nunca levam a nenhum lugar. A Lucky Life é apenas um convite para uma vida que não se limite ao materialismo. Your Own Kind Of Girl incentiva a criar a própria personalidade sem se influenciar por estereótipos. Em The Most Beautiful Lies, Clare não se importa de ser enganada. A Little History (Homage To My Dad Two) aponta as qualidades que qualquer um pode ter mesmo tendo suas limitações e defeitos. Assista a seguir o vídeo do segundo single Bigger Than The Money:

    Tags: , , , , , ,
  • scissors
    10/08/2010Música

    Photographs, beautiful photographs
    Can’t go back, can’t take it back
    Photographs, beautiful photographs
    Can’t go back, can’t take it back.

    Tags: , ,
  • scissors
    09/08/2010Música

    A dupla Goldfrapp participou do iTunes Festival 2010, que aconteceu agora no final de julho, em Londres. O setlist parece ter sido carinhosamente pensado nos fãs que os acompanham desde o começo.

    Utopia, mesmo com o ritmo lento e hipnótico do primeiro álbum “Felt Mountain”, ficou perfeita. Crystalline Green, Train, Black Cherry e a animada Strict Machine relembraram o segundo disco “Black Cherry”. U Never Know, Number 1, Ride A White Horse e, claro, Ooh La La, todas de “Supernature”, animaram mais ainda as pessoas. Pulando para o último trabalho “Head First”, Alison e Gregory escolheram Shiny And Warm, I Wanna Life, Dreaming e os singles já conhecidos Believer, Alive e Rocket.

    Uma pena Happiness, de “Seventh Tree”, ter ficado de fora (na minha opinião, seria a única música que se encaixaria perfeitamente na harmonia agitada do repertório), porém temos todos de concordar que o show foi perfeito do começo ao fim. O palco simples e colorido, o jogo de luzes para cada tipo de música, o figurino extravagante dos integrantes da banda e, principalmente, os vários acessórios que Alison aproveitou para dar o brilho certo ao seu visual glam tornaram o evento memorável.

    Confira a seguir o vídeo de Ooh La La -- uma das performances que eu mais curti -, mas você pode assistir a todos os outros vídeos no perfil do The Giant Sheep.

     

    Tags: , , , , , , , ,
  • « Posts mais velhinhos

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline