Zé Offline
Música. Cinema. Livros. Whatever.-
09/03/2010WhateverSó que dessa vez não é de domínio, nem de servidor, nem de rede. É pessoal mesmo. Quando eu me restabelecer, volto com as novidades musicais de sempre. Agradeço imensamente a compreensão.
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23/12/2009WhateverJá está tarde para comprar presentes de natal, a não ser que você ainda tenha ânimo e boa vontade para enfrentar o trânsito de carros, a falta de vagas em estacionamentos e o tráfego intenso de pessoas nos shoppings e ruas de comércio. Se você não tem paciência para nada disso, fica a minha dica:
Não sou fã de camisetas estampadas, mas não resisti a esse site. Não tem frases em português (admito que acho mais interessantes as em inglês, principalmente por causa dos trocadilhos), contudo as estampas compensam pela simplicidade de alguns desenhos e a criatividade em outros. O preço, apesar de ser em outra moeda, não é alto: entre dezoito e trinta dólares (as com capuz são mais caras). Se levar em conta que uma camiseta daqui custa em torno de quarenta reais, vale a pena trocar de nacionalidade de vez em quando.
Abaixo estão algumas que encomendei essa semana. Você pode pedir para entregar em até duas semanas, porém o valor do frente sobe para vinte e cinco doletas. Dependendo da quantidade que você colocar no carrinho, compensa chegar mais rápido.
Essas já estão em casa:
Além disso, você pode enviar uma foto sua vestindo sua camiseta preferida para a galeria do site. Algumas estampas já saíram de circulação (compramos “I made you a camera-phone”, cujo desenho é uma câmera e um celular grudados com fita adesiva), mas eles sempre repõem com novidades.
Tags: camisetas, camisetas estampadas, estampas, snorg tees -
10/12/2009WhateverAh… Miami! Cidade do Dexter, do David Caruso e sempre lembrada por Will Smith. Miami está para os mexicanos assim como o Paraguai está para os brasileiros. A língua oficial não é inglês, não se engane. Todos os residentes ilegais farão o máximo para tentar entender seu inglês macarrônico, mas abrirão um sorriso largo e amarelo quando ouvirem seu portunhol. Se for um vendedor brasileiro então, a satisfação e o alívio de coincidirem com a mesma cultura será imensa.
Antes de tudo, gostaria de fazer um esclarecimento. O fato de estar em Tampa, apenas a uma hora de carro de Orlando, não foi motivo para me levar à Disney ou ao Universal Studios. De Tampa para Miami, com American Airlines e sem barrinha de cereal, também dá uma hora de viagem. E foi lá que eu planejei ficar meus três curtos dias de lazer.
Primeira impressão: o calor é tão insuportável quanto o de Salvador (não cheguei a ir mais longe para saber se há regiões do nordeste mais quentes). Agora os americanos estão entrando no inverno, mas nada interfere na temperatura acima de 80ºF, tanto que me recomendaram não ir no verão. Lá também é uma cidade motorizada, mas ainda assim o transporte público não deixa a desejar, apesar de ter intervalos consideravelmente demorados – não vem um atrás do outro, você senta, espera, abre o livro, lê até a metade e só depois você avista o ônibus. Há uma integração de ônibus, trem e o metromover, uma espécie de mini-vagão que circula nas imediações do centro. Olhando o mapa assusta um pouco, porém quem tem boca e fala espanhol, não se perde. Por ser recheada de veículos, o trânsito até que não é tão caótico quanto o de São Paulo, entretanto é a cidade com o seguro mais caro do estado da Flórida. O táxi tem praticamente a mesma tarifa cobrada pelos paulistanos (entre US$ 2 e US$ 2,50, dependendo da zona onde você quer chegar), então fica caro caso você não se aventure com os coletivos.
Miami não é uma cidade turística. Você vai encontrar museus, claro, mas a principal atração da cidade são os shoppings. São enormes, mas não são maiores que os próprios estacionamentos. Os poucos que visitei foram o Dadeland Mall, onde iniciei o estrago no meu cartão de crédito comprando body lotions da Bath & Body Works (tá na hora de vir para o Brasil, por favor) com promoções tentadoras dn estilo buy 3 get 2 free. Perto dali, a poucas milhas de distância, você dá de cara com a Target e a Bath Bad & Beyond, porém saí correndo enlouquecidamente quando me deparei com a Best Buy. Lá eu ultrapassei o limite da razão e do meu cartão com encomendinhas para os amigos, tais como netbook, HD externo, joguinhos de PSP, Playstation 3, Wii, pen drives e DVD duplo da Madonna.
O outro shopping, Village of Merrick Park, deve ter servido como imitação inspiração para o Cidade Jardim aqui de São Paulo. Passeando pelo shopping a céu aberto, é um desgosto constante ter de lembrar que não se vive em Miami ao ar livre. Todas as vitrines possuem um efeito especial muito interessante: parecem vidros embaçados de carro, sem contar o choque térmico que se leva ao sair do ar condicionado tão frio e confortável e enfrentar o bafo quente que brotava do chão feito forno a lenha.

E quanto à South Beach, a morada dos ricos e famosos? Fui para a Ocean Drive conhecer Miami Beach, mas a praia me decepcionou profundamente. Sim, estava nublado e tinha acabado de chover, mas isso não justificou a falta de glamour (veja foto acima; o mato não é Photoshop). Só encontrei glitter de verdade nas lojas de grife da Collins Av. e da Lincoln Road – uma pena já ter estourado meu cartão. Já adianto que não encontrei a loja do Miami Ink, mesmo tendo caminhado a Washington Av. inteirinha – tatuagens simplesmente não me apetecem. Contudo, encontrei uma loja fenomenal de CDs e LPs: Uncle Sam’s Music. Escondida, porém com o som alto e sem pudor para quem estivesse do outro lado da calçada; justo quando eu passava, acredite se quiser, estava tocando The Asteroids Galaxy Tour! Simplesmente delirei.
Miami me impressionou pelos arranha-ceus. Um maior que o outro e, quando você acha que já viu um prédio grande o suficiente, tem outro logo atrás. O centro financeiro, localizado na Brickell Av. (primeira foto desse post caliente), possuem os mais bonitos na minha opinião. No meio de tanto cimento, pude apreciar um arroz-com-feijão-e-frango disfarçado de comida mexicana no Baja Fresh, que fica na Brickell Village, um conjunto de restaurantes e algumas danceterias. E por falar em restaurantes, só tive o prazer de conhecer um bom e decente: o japonês Matsuri, também com fachada discreta em meio a várias lojas. Tão pequeno e tão cheio, mas vale cada penny, dime e quarter gasto.
Chega por hoje, amanhã tem mais. To be continued…
Tags: baja fresh, bath & bed beyond, bath & body works, best buy, collins av, dadeland, david caruso, dexter, estados unidos, EUA, fl, florida, Lincoln Road, matsuri, metromover, miami, miami beach, miami ink, ocean drive, south beach, target, united states, usa, village of merrick park, washington av, will smith -
09/12/2009WhateverNão é todo dia – pelo menos eu – que se vai para os Estados Unidos, seja para business ou para pleasure. Aproveitei um treinamento corporativo que fiz em Tampa, na Flórida, para conhecer o pouco que o lugar tinha a oferecer.
Primeiro, falemos da cidade. Não tem nada de atrativos; claro que tem lá sua gama de restaurantes e bares à noite (toda cidade tem, por menor e menos conhecida que seja), mas nem me dei o trabalho e o luxo de conhecê-los. O máximo que fiz, aliás, foi dar uma caminhada até o Channelside Bay Plaza (era o único lugar que dava para ir a pé, pois não é uma cidade que dá a devida atenção para pedestres), um conglomerado de lojinhas, cinema e alguns lugares para comer. É lá também onde fica o Florida Aquarium, onde você paga vinte dólares para ver peixes, sapos, pássaros, mais peixes, estrelas-do-mar, mais peixes, e muitas raias que ficam se debatendo e jogando toda a água em você. Tem um tal de ecotour com golfinhos, mas não queria pagar mais quinze dólares só para vê-los (para isso existe Discovery Channel). Pelo menos tive a chance - leia-se: de graça – de ver um pinguim enquanto ele era transferido para seu próprio show (você também paga a parte para alimentar os bichinhos do gelo).
Agora falemos do que realmente interessa. Tampa é famosa pelo parque Busch Gardens. Todo mundo me contou que lá tem a maior montanha-russa do mundo. Na verdade, não sei se é verdade – nem procurei para ver se o fato é verídico - mas, segundo o taxista que me levou, o parque ainda tem o maior brinquedo do gênero no mundo. Como falei, a cidade foi projetada para quem é motorizado, logo não preciso mencionar que gastei trinta dólares na ida (gorjeta inclusa) e mais trinta dólares na volta (gorjeta inclusa). Só para colocar seu sapatinho de cristal no lugar, você desembolsa oitenta dólares (mais impostos, claro, porque nos Estados Unidos tudo é plus taxes). Burro da minha parte porque poderia muito bem ter comprado online e teria economizado uns quinze dólares.
O parque é imenso, mas depois de passar o dia inteiro lá dentro, você percebe que não é tão grande assim. Devo ter ido em todas as montanhas-russas (uma estava fechada, porém sequer lembro qual) e tenho certeza de que não vi todos os bichos que eles mostram no flyer. No lobby do hotel, inclusive, tinha a estátua de um filhote de girafa, entretando tenho plena certeza de não ter visto nenhum animal parecido. Também não vi leões, tigres brancos ou bengalas, hipopótamos, entre outros selvagens. O máximo que posso contar foram os elefantes e um rinoceronte bem entediado. Contudo, olhando o mapa interativo no site agora, vi que há um trem que faz um mini-safari, provavelmente a única atração do parque que perdi de vista. Não me arrependo, visto que em São Paulo existe um zoológico com os mesmos animais. Além do mais, fui para aproveitar os brinquedos e não os bichos – tirei foto de flamingos, araras, lagartos, gambá e tatu, eu sei, mas foi apenas para cumprir protocolo; me recusei a tirar foto dos macacos porque, mais uma vez, o Discovery Channel é especialista em produzir programas sobre fauna. Abro exceção somente para as águias, já que fiquei admirado pela imponência dessa ave.
Foi divertido, claro, mas da próxima vez vou escolher a Disney (nunca foi meu sonho de viagem quando tinha quinze anos, mas nunca podemos dizer nunca, não é?). Quando tiver um tempinho, conto um pouco sobre Miami que, apesar de não ter montanhas-russas, é um paraíso sem limites para os muambeiros de plantão.
Curiosidade: o Hooters é uma rede de lanchonetes cujas garçonetes usam bermudas que terminam no meio das nádegas e os decotes no joelho. Nenhuma novidade até aqui, óbvio, a não ser pelo esporte: lá não é futebol, é beisebol.
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06/10/2009WhateverAproveitando a falta de vontade tempo em escrever sobre muitas bandas que estão aguardando na fila, resolvi preencher nesse curto espaço de tempo mais um post aleatório.
Acho que estou com preguiça de ler. Não livros, porque esses eu leio a todo custo – pelo menos quando a história é interessante: em pé, me equilibrando com uma mão só no meio de muitos infelizes (assim como eu) que pegam ônibus às sete horas da manhã e batendo minha mochila na cara de quem está sentado e babando na própria roupa de tanto sono. Estou com preguiça de ler revistas e jornais.
Vejo aquelas pessoas pegando o jornalzinho que é distribuído em quase todas as esquinas de São Paulo e, sinceramente, não me dá a mínima ânsia de saber o que foi impresso naquele papel sujo. O motivo principal, claro, é a falta de novidade. Tudo que eu ler lá já estava na internet há, pelo menos, dois dias. O que eu não sabia provavelmente é porque me tornei um ermitão e fiquei alienado do que está acontecendo nesse nosso mundo conturbado – fiquei sabendo pela minha sogra essa semana que a natureza se jogou com tudo nas ilhas Samoa.
Taí outra coisa que sempre me dei conta, porém nunca dei a mínima importância: não sei o que acontece mundo afora, let alone na cidade onde moro (adoro essas expressões em inglês, sorry). Tem pessoas que ficam horrorizadas por eu não saber, sei lá, que está tendo greve de correios ou de bancos. Primeiro: raramente envio uma carta; segundo: raramente ultrapasso a porta com detector de metais – sou adepto dos caixas eletrônicos 6h às 22h 24h. Bom, foram meros exemplos os quais lembrei agora porque cheguei a ver algumas faixas penduradas em agências. No mundo, então… deixa pra lá.
Sou péssimo em geografia – meu namorado ficou incrédulo por eu não saber onde fica as ilhas Samoa, como se eu não soubesse que Rio de Janeiro é capital do Rio de Janeiro. Não suporto e não faço questão de saber os nomes de políticos, tanto do Brasil como dos de outros países. Então você já imagina o quão alienado sou em relação à esses assuntos. As pessoas que ficaram horrorizadas por eu não saber da greve dos bancos ficam mais estarrecidas por eu não saber, sei lá, sobre a regulamentação do pré-sal. Entendam: para mim – talvez para vocês sim – essas notícias não me afetam diretamente. Pode ser que indiretamente e num futuro bem distante, mas no presente momento I don’t give a shit. A partir de agora podem me chamar de burro e desatualizado e, acima de tudo, me recriminarem por não fazer a mínima idéia de quando e onde aconteceu o último maremoto devastador.
Revistas. Lá em casa chegam três: Info Exame, Men’s Health e Reader’s Digest (essa última eu nem conto porque vai direto para a minha sogra). Nenhuma delas fui eu quem assinou. O desinteresse é tanto que sequer tiro a embalagem protetora. Aquelas páginas recheadas de propagandas – não leio nenhuma – e de reportagens de dez a vinte páginas me desmotivam. Só de ver as letrinhas esmiuçadas em colunas apertadas (com todo o respeito aos diagramadores), meus óculos fica embaçado por vontade própria. Cansa a minha vista e me dá sono. Algumas matérias são engraçadas pelo absurdo dos temas – tô esperando a Men’s Health vir com algo do tipo “Saiba como fazer vaca suspensa com as mulheres” ou “Pare de trabalhar para cuidar do seu corpo 24 horas por dia” -, outras são exageradas no conteúdo técnico – sempre pulo a seção “Inmetro” da Info pois sei que nunca vou comprar metade daquilo que eles avaliam -, outras ainda são muito clichés – “Eu venci a batalha contra o câncer de fígado” são típicas reportagens de capa da Reader’s.
Não me entendam mal. As revistas são ruins para mim, mas não que sejam péssimas para vocês. Meu namorado adora essas revistas, what can I do? Poderia muito bem me passar por ele e cancelar todas as assinaturas, mas ainda existe democracia nesse país.
Era só isso que eu queria falar mesmo. Obrigado pela atenção.
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21/07/2009WhateverHá coisas que são óbvias para nós e não permitimos que não sejam óbvias para os outros. Há de convir, entretanto – e não ouse contradizer tal confirmação -, que tendenciamos a pensar que tal suposição seja impossível. Burrice? Ignorância (no pior sentido, sem escrúpulos, my dear)? Duvido. É preguiça de conhecer o óbvio. Isso explica nossa indignação. Veja exemplo cristalino abaixo, aconteceu comigo:
Na porta de um bar, o indivíduo (posso falar hostess, mesmo não sendo mulher ou drag queen?) pergunta para minha amiga:
- Qual o seu nome?
- Silvana.
(pausa)
- Silvana é com L ou com U?
- Com L.
O indíviduo agora faz a mesma pergunta para mim:
- José Luiz.
(pausa)
- José é com J ou com G?
(eu hesito, não para pensar, mas por ter ficado atônito)
- Com J.
(pausa longa – dele, não minha)
- José é com S, não com Z, né?
(pausa catatônica novamente, agora minha)
- Sim, é com Z.
Não é óbvio José com J e com S? Para o indivíduo não é. Ficou indignado? Eu só ficava indignado quando escreviam meu Luiz com S (e, principalmente, com acento agudo no I), mas só depois desse ocorrido percebi que podia ficar muito mais indignado: a possibilidade de alguém me chamar de GOZÉ.
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Às vezes pensamos que, por ser tão óbvio, tal acontecimento é uma fraude ou, pior, é “forçado”, como dizem por aí. A Anabela de Malhadas é forçada? (e olha que nem fiz piadinha com os portugueses)
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12/06/2009WhateverEstava fuçando as comunidades que eu fazia parte – Orkut é campeão quando se trata de comunidades inúteis -, quando o perfil dele me chamou a atenção. Podia ter sido qualquer um, ainda mais na comunidade de uma padaria, mas foi ele. Quase não tinha fotos, o avatar não demonstrava um sorriso sequer. Fiquei curioso e vi as bandas que ele gostava (eu tinha uma lista completa de todas as minha bandas favoritas no meu perfil). Thievery Corporation foi o motivo para deixar um scrap no mural dele, já que quase ninguém, pelo menos no Orkut, sabia o que era. Para aproveitar a deixa, perguntei sobre o Black Box Recorder (banda que se tornou uma de nossas trilhas sonoras por um bom tempo). Ele respondeu. Não era o que eu tinha perguntado (ele disse que era uma banda inglesa, não que tipo de música eles tocavam).
Logo trocamos mais scraps, até trocar e-mails e números de telefone. Falamos de tudo, menos de música. O engraçado é que a ficha não tinha caído. Todo esse interesse não era à toa. Demorou para eu me dar conta que ele realmente estava interessado. Marcamos de nos encontrar no shopping, almoçarmos juntos e, quem sabe, pegar uma sessão de cinema. Coincidência ou não, era justo um domingo, dia 12 de junho de 2005. Quando eu cheguei na praça de alimentação, lá estava ele no fundo, bem mais bonito do que eu imaginava. Não sei se era para me agradar, mas ele estava ouvindo The Cardigans. Sentamos e conversamos por pouco tempo; ele não parava de falar, dava para perceber que ele estava nervoso, ansioso, quase tremendo. Eu até que não, mas bem que aquele friozinho na barriga se prolongou por um bom tempo.
Assistimos a Tentação, filme que eu já tinha visto. Nem ele nem eu prestamos atenção. Há de se concordar que o tema do filme não era apropriado, mas não tinha outro filme que valesse a pena. Fomos então para a casa dele. [trecho censurado] Não sei descrever o que estava sentindo. Era muito sentimento se misturando, tanto que não hesitei em pedi-lo em namoro. Ele aceitou prontamente. Não conseguia pensar em mais nada. Queria vê-lo todos os dias, assim como ele já me queria ao lado dele a todo instante.
Nunca tinha namorado antes. Era o primeiro relacionamento firme que encarava, e era o primeiro namoro aceito no primeiro encontro. Passamos por vários momentos bons, quase não houve discussões (só para constar, nunca tivemos briguinhas superficiais do tipo “por que você não veio me buscar?” ou, pior, “por que você não me ligou ontem?”). Os segredos – que aqui vejo apenas como omissões, os quais vão sendo revelados a medida que cada um se sente mais confortável – não existem mais, a confiança se torna parte do cotidiano. As diferenças começam a aparecer e o respeito cresce junto (aquela história de falar algo só para agradar ficou preso no passado, nos primeiros meses de paixão cega). As responsabilidades aumentaram, já que eu estava acostumado com uma vida muito mimada pela mamãe. Contudo, não há sensação melhor do que dormir e acordar juntos. Não importa os apertos no final do mês (ele sempre foi neurótico com falta de dinheiro; eu, pelo contrário, ficava à beira da linha vermelha na conta corrente), a companhia sempre é mais valiosa.
Crise dos três anos? Besteira, já chegamos no quarto. Depois vão falar que tem a crise dos sete. Já chegaram a falar para ele comprar apartamento só no nome dele. Bom, amigos (se é que podemos chamar de amigos quando escutamos esses comentários infelizes) são um desafio permanente: é preciso saber tolerá-los com educação. E por falar em tolerância, é preciso também ter muita paciência com a família. Não adianta, problema tem em todo lugar, em todo o canto. Se não houvesse dificuldades, que graça teriam nossas vidas? Tudo muito fácil, de bandeja, não ajuda em nada a amadurecer, se virar sozinho, dar os grandes tropeços e as dolorosas cabeçadas.
E nada mais romântico do que relembrar as trilhas sonoras que marcaram nossos momentos a dois:
Nouvelle Vague – In A Manner Of Speaking
Tags: dia dos namorados
Hooverphonic – Sometimes (Live Version)
Lamb – Gabriel
Funkstörung – Sleeping Beauty (feat. Lou Rhodes)
Bent – Swollen (feat. Sian Evans)
Flunk – Personal Stereo -
Bom dia
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11/06/2009Whatever“Bom dia.” “Bom dia.” “Bom dia.” O homem no ônibus continuava dando “bom dia” para todos que passavam a catraca. Mesmo quem estava sentado logo atrás dele ganhava o “bom dia”. Louco? Retardado? Engraçadinho? Ninguém respondia com “bom dia”, ficavam em silêncio constrangedor e riam com discrição. Imagina dar “bom dia” para um desconhecido, ainda mais em público. O que vão pensar? O homem desceu do ônibus e continuou dando “bom dia” para quem estava no ponto. Ele continuou andando. Sorrindo e feliz sem se importar com o que as pessoas pensaram ou acharam dele. Ele só queria dizer “bom dia”.
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“Good morning.” “Good morning.” “Good morning.”. The man in the bus kept saying “good morning” to everyone who crossed the turnstile. Even who was sitting right behind him was given “good morning”. Nuts? Retard? Joker? Nobody answered “good morning”, they remained in an embarrassing silence and laughed discreetly. One wouldn’t say “good morning” to an unknown person, let alone in public. What would one have thought about it? The man got off the bus and kept saying “good morning” to who was at the bus stop. He kept walking. Smiling and happy without caring about what people thought of or thought about him. He just wanted to say “good morning”.
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Plágio
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04/05/2009WhateverJá não assisto muito TV aberta, e justo quando resolvo ligar em algum canal, passa um comercial da Brastemp. A campanha é plágio do vídeo abaixo. Não que isso seja importante, mas a falta de criatividade dos publicitários brasileiros às vezes me irrita.
Tags: 1234, brastemp, comercial, feist, plágio, TV
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Mudança
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25/04/2009Blogosfera, WhateverPeríodo de mudança, tanto fisicamente com virtualmente. No próximo mês – aliás, na proxima semana -, vou trocar de servidor e finalmente me tornar um blogeiro.com. Para isso, já tenho casa nova: Via Hospedagem.
Quando à mudança na vida real, já não está sendo tão simples assim. Primeiro: não sabemos ainda para onde vamos, sequer se vamos alugar ou comprar um imóvel. A proprietária quer um reajuste de quase 40% na renovação do contrato, o que não vai acontecer devido ao absurdo da proposta. Como procurar apartamento também não é uma tarefa simples (poderia ser igual a procura de hospedagem), decidimos ficar na casa das respectivas mães até encontrarmos um lugar que nos deixe plenamente satisfeitos. Esperamos, claro, não ficar por muito tempo, no máximo um mês.
Segundo: a mudança em si, que tem sido feita aos poucos ao longo dessas duas últimas semanas, está me deixando desorientado. Os móveis pequenos, que podem ser transportados no carro, vão ficar no porão do prédio da minha mãe, enquanto os outros móveis um pouco maiores serão doados, como guarda-roupa e a mesa da sala de jantar. Isso significa que todas as roupas foram ensacadas e os livros encaixotados, fazendo com que o vazio tome conta gradativamente dos cômodos.
Dica: quando precisar doar móveis usados ou mesmo roupas, ligue para o Exército de Salvação: 11 5562 2285 (SP) e 21 3879 9600 (RJ). É só agendar o horário – e avisar o porteiro do seu prédio para reservar uma vaga na rua para estacionar o caminhão -, e esperar eles chegarem. Não se preocupe porque eles fazem tudo, inclusive desmontar.
Terceiro: a via sacra para cancelar serviços e trocar endereços é tortuosa. Já estamos sem gás, ou seja, o fogão vai ficar de enfeite no apartamento até o dia da mudança final. Já que não tem gás, eu é que não vou comer miojo feito em microondas (outro aparato que também ficará sem utilidade). TV a cabo e internet estão com os dias contados: até amanhã (mas eu dou um jeito de me conectar durante a semana… rs!). Contas diversas como de telefone, celular e banco já estão com o endereço provisório da minha mãe.
Conclusão: ficar longe do marido vai ser a parte mais difícil, mesmo que seja por algumas semanas. Para quem já vive junto há quatro anos, acordar sozinho de manhã vai ser uma sensação estranha. Mas não é nada de outro mundo. Mudanças são assim, passíveis de adaptações enquanto não conseguimos o que realmente desejamos.
Tags: aluguel, apartamento, compra, exército de salvação, imóvel, mudança







































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