Zé Offline
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18/09/2009MúsicaPor enquanto, a dupla Everything But The Girl não tem novidades pela frente, mas pelo menos podemos contar com os projetos solo de Ben Watt e Tracey Thorn. Nesse segundo artigo, falarei um pouco do trabalho de cada um.

Na verdade, esse é o segundo álbum solo de Tracey Thorn. Seu primeiro disco, “A Distant Shore”, foi lançado em 1982, logo depois de sua saída do grupo Marine Girls e um pouco antes de ingressar no EBTG. “Out Of The Woods” tenta ser o mais pop possível com pitadas acentuadas de dance music.
Quem acha que há semelhanças com as músicas do EBTG, é melhor tirar essa idéia da cabeça. O primeiro single de Thorn, It’s All True, é uma das poucas faixas agitadas. Creio que o objetivo de Tracey foi produzir canções com letras intimistas sobre amor – o que, por outro lado, não deixa de ser um progresso se comparado com o primeiro álbum, cujas músicas são para lá de melancólicas -, resultando em melodias mais tranquilas do que o esperado.
Entre um disco e outro do EBTG, Tracey colaborou com alguns artistas da cena eletrônica, como Massive Attack, cuja participação foi a mais presente (Protection, Better Things e The Hunter Gets Captured By The Game), Deep Dish (The Future Of The Future (Stay Gold); é mencionada como uma colaboração entre eles e EBTG) e a dupla alemã de DJs Tiefschwarz (Damage), além do produtor/DJ de drum’n'bass Adam F (The Tree Knows Everything).

Ben Watt também teve seu momento de carreira solo, lá pela década de oitenta, com um projeto chamado “North Marine Drive”. Isso foi alguns anos antes de se empreitar com Tracey como EBTG. Agora, pelo visto, Watt não quer mesmo seguir a carreira de cantor.
Ben sempre foi um fã de música eletrônica, embrenhado pelas vertentes do deep house. A paixão era tão grande que em 1998 ele abriu uma casa noturna em Londres, a Lazy Dog, tornando-se, claro, um dos DJs residentes. O sucesso rendeu até duas compilações com as músicas mais tocadas na casa, porém a alegria durou até 2003, quando foi anunciado seu fechamento. Contudo, no mesmo ano, Ben Watt teve orgulho de inaugurar sua própria gravadora, a Buzzin’ Fly Records. Ele estreou não só como dono mas também como produtor dos artistas que lançou na época, todos concentrados no ramo da música eletrônica – especialmente da house music.
Ben Watt se deu bem também, adivinhem, na área da literatura. O livro autobiográfico “Patient: The True Story of a Rare Illness” (Paciente: A Verdadeira Estória de uma Rara Doença) conta a dura luta contra uma doença auto-imune que ataca vasos sanguíneos (Síndrome de Churg-Strauss). Pelas críticas que li, o livro ganhou boa aceitação não pelo drama que Ben viveu – ele não se faz de vítima e muito menos demonstra auto-piedade – mas pela boa narração desenvolvida no decorrer da história.
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