Zé Offline

Música. Cinema. Livros. Whatever.
  • scissors
    26/08/2010Música

    Márcio Bulk

    Nota do editor: Texto escrito por Márcio Bulk, amigo, companheiro e marido do Paulo Tristão. Juntos, eles formam um dos casais mais lindos que proliferam seu amor recíproco nos murais do Facebook.

    Sempre tive implicância com a cena musical paulistana. Mesmo incontestavelmente criativa e sofisticada, pouquíssimos artistas despertaram o meu interesse e, principalmente, aquela vontade de ouvir&ouvir&ouvir as suas canções até furar o LP/CD/HD. Nada a ver com questões muito racionais, apenas uma percepção pra lá de distorcida de um carioca criado entre a bossa, o samba e o rock de bermudas #80s feelings.

    Bem, mas para toda a regra há uma exceção… Já faz uns bons três meses… Passeando pelo Youtube em busca da melhor cantora brasileira dos últimos dias, me deparei com um nome insólito: Tulipa Ruiz. Confesso que nos primeiros segundos imaginei que fosse alguma cantora “alternativa” mexicana ou chilena (o que me despertou mais ainda a curiosidade!). Cliquei no play e eis que surgiu a moça: gordinha, com um ar despojado e com voz delicada. Sua imagem, somada a uma letra bacana e autoral, me fez sentir como se fosse o seu BFF. Imediatamente busquei algum santo blog que me permitisse baixar o CD da menina e ouvir o restante de seu trabalho.

    O som inegavelmente era pop, mas um pop de fina linhagem, que remetia à Celly Campello (rockzinhos fofos e retrôs), Gal Costa (uma voz impecável), Rita Lee (leve e confessional), Ná Ozzetti (sofisticação e experimentalismo na dose certa), Paula Toller (new wave dançante e despretenciosa) e Fernada Takai (alternativa mas ainda, assim, pop). Foi paixão à primeira audição, quase um pedido de noivado com casamento já planejado e fervorosamente aguardado. A moça me pegou de jeito e, faça chuva, faça sol, todo dia, invariavelmente, eu a ouço&ouço&ouço. Decididamente, nunca a Augusta e seus barzinhos me pareceram tão próximos à Lapa e seus botecos…

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    28/06/2010Música

    Pensei que nunca mais fosse usar a seção das rapidinhas, mas ultimamente não tenho tido inspiração o bastante para escrever sobre cada uma da bandas. Vamos ao resumo do que ando ouvindo nas últimas semanas.

    Woods: mais uma banda nascida do Brooklyn que, mesmo já tendo a natureza estampada no nome, faz questão de enraizar as belezas naturais nas capas dos discos. O folk se mistura com o psicodelismo dos anos 60 e faz com que algumas músicas se tornem uma viagem transcendental com o vocalista ecoando pelas caixas de som (ou pelos seus fones de ouvido).

    Wild Nothing: não gostei quando ouvi da primeira vez. Mas foi só na primeira. Banda norte-americana de um homem só (mas que conta com mais integrantes para tocar ao vivo), Jack Tatum produz um shoegaze nostálgico de algumas décadas atrás que, às vezes, soa um pouco melancólico demais.

    The Mary Onettes: grupo da Suécia para manter meu orgulho por esse país tão rico em diversidade musical. Eles se formaram há dez anos, mas por enquanto só lançaram dois álbuns, sendo que o último saiu ano passado. O rock também é presente, porém com influências notórias de tudo que você pode se lembrar dos anos 80.

    Film Noir: olha a Suécia aí de novo. Dessa vez é um quarteto que emite uma sonoridade em câmera lenta, com notas rastejantes de guitarra e um piano sobressalente. É impossível não lembrar de Sigur Rós, mas a referência não chega a ser uma imitação.

    The Juliets: de volta aos Estados Unidos, esse quinteto de Detroit consegue harmonizar violão e violino, resultando em músicas pop e clássicas. Minha preferida fica por conta de The Letter, mas o repertório todo do disco de estreia, que leva o próprio nome da banda, cativa com essa exótica combinação musical.

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    14/04/2010Música

    Groove Armada: Black Light

    Sou fã do Groove Armada, mas o último álbum “Soundboy Rock” (2007) me decepcionou bastante. Apesar do pop e do hip-hop estarem embutidos na veia dos meninos, não achei que eles fossem chegar ao extremo, como nos singles Get Down (vocais femininos recitando frases inteligíveis) e Song 4 Mutya (cantora e melodias nauseantes). Foi o motivo pelo qual decidi deserda-los.

    O novo disco “Black Light” reverteu minha opinião. Digo de antemão que nada se compara com as obras-primas “Vertigo” (1999) e “Lovebox” (2002), mas até que chegou bem perto. As influências do synthpop nos anos 80 concederam ao Groove Armada um estilo eletrônico nunca experimentado antes: esqueça os resquícios de chillout presenciados em At The River e Inside My Mind (Blue Skies) e as batidas fumegantes de canções mais agitadas como I See You Baby e Groove Is On. Todos sabem que o electro produzido nos dias de hoje nunca me cosquistou por completo pela sua preguiça criativa, contudo Andy Cato e Tom Findlay se deram bem ao manusear os sintetizadores.

    A música de abertura Look Me In The Eye Sister surpreende com uma invasão de guitarras e a voz contagiante de Jessica Larrabee, que também convence seu talento em Just For Tonight e, principalmente, em Time And Space. Quanto aos homens, Nick Littlemore, um dos integrantes do chatinho Empire Of The Sun, tenta mostrar toda sua vivacidade em Not Forgotten e Warsaw (sem contar a estranha e disritmada Fall Silent, em que os vocais distorcidos não ajudaram), mas sem muito êxito. Ben Duffy e SaintSaviour são convidados a conduzir Paper Romance (vídeo que você confere logo abaixo), segundo single extraído do disco. E é com SaintSaviour que eu me apaixonei por completo por I Won’t Kneel, um festival de luzes, cores e letras psicodélicas. A surpresa maior, pelo menos para mim, se depositou sobre Bryan Ferry (isso mesmo, aquele que canta Slave To Love), participando com muito charme e sedução [sic] em Shameless.

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    24/02/2010Música

    Não é novidade alguma que a dupla Goldfrapp está de álbum pronto para ser lançado esse ano, “Head First”, tanto que já vazaram duas faixas do novo trabalho (pergunte ao meu amigo Giovane). Uma delas virou single e já caiu na rede junto com seus respectivos remixes -- entre eles o DJ pop insuportável Tiësto e o produtor Richard X -, nem um pouco criativos ao meu ver.

    Todo mundo deve ter notado os elementos synthpop dos anos 80, super nostálgicos aos meus ouvidos por assim dizer. Achei estranho, estou demorando para me acostumar, mas se levar em conta que cada disco de Alison e Gregory é uma surpresa, tudo deles é bem vindo.

    Não tem vídeo oficial, mas e EMI disponibilizou assim mesmo no YouTube, só com a capa do single. Confira a seguir Rocket:

    Tags: , , , , , ,
  • scissors
    09/09/2009Música

    Day One

    Não gosto de hip-hop ou qualquer outro gênero que tenha a menor semelhança, porém tenho de tirar o chapéu para o Day One. Phelym Byrne e Donni Hardwidge tocam músicas que misturam um hip-hop amigável (leia-se: dá para entender o que eles cantam, pois não usam gírias de guetos e afins) com música eletrônica, rock e um pouco de folk. O resultado é o álbum “Probably Art”, lançado em 2007.

    Diria que é uma reinvenção da música eletrônica, o que é muito difícil de se encontrar por aí. Criatividade não falta para eles dois: mesclam vários instrumentos – além do violão e da guitarra, eles arriscam na flauta, na gaita e no saxofone -, com efeitos sonoros bizarros (macacos gritando e cavalos relinchando, por exemplo) e, claro, as batidas de breakbeat que originaram o movimento rap nos anos 80. Esses e outros elementos se harmonizam de uma maneira muito divertida, tornando o álbum legal de se ouvir até o final.

    É até difícil de imaginar alguém cantando rap e tocando violão. Simplesmente não combina, mas quando você ouve a dupla britânica em ação, você acaba mudando de idéia. Entretanto, para que sua opinião realmente seja a mesma que a minha (de que é uma boa sugestão musical), remova de sua mente qualquer artista de black music do cenário atual (50 Cent, Snoopy Dog, P. Diddy e outros os quais me recuso a lembrar o nome). A partir daí você estará plenamente apto a escutar o som inovador do Day One.

    Tags: , , , , , ,
  • scissors
    24/07/2009Música

    liquidificadorFoto: Bernard

    Nem preciso falar que mashup aqui se refere à música. Se na raiz do conceito mashup consiste na combinação de vários tipos de mídia (imagem, som, texto), no âmbito musical não é diferente: pegue trechos ou elementos -- vale tudo, desde batidas eletrônicas até riffs de guitarra -- de várias músicas, coloque no liquidificador e a vitamina está pronta para descer goela abaixo. Se vai ficar gostosa, aí é outro caso. No meu caso, a vitamina tem sabor de frutas estragadas.

    Não consigo mastigar a idéia de que mashup é pura criatividade. Tudo bem que a velha frase “hoje nada se cria, tudo se copia” se aplica nos dias atuais, ainda mais em tempos de recriar, dar um novo contexto e outros sinônimos superficiais que querem falar tudo e nada dizem, porém o bom senso não seguiu os mesmos passos. Não vejo sentido em misturar estilos adversos ou bandas diferentes como estão fazendo hoje.

    Na década de 90 era moda fazer medley: junte todos os hits de um mesmo artista -- veja bem, um único artista, um único tipo de som -- e coloque tudo sob uma mesma base de beats. Era assim com a eurodance, quando não precisava se esforçar muito para fazer música eletrônica (vide Double You, Nicki French e Whigfield, bem resistentes ao tempo, por sinal); bastava uma batidinha regular para iniciar a música, uma aceleradinha antes do refrão para dar aquele ar de suspense e, no final, baixar a poeira só com os sintetizadores. Mesmo não sendo original, eu achava tolerável e até legal.

    Assino embaixo com o que está escrito no Wikipedia:

    They have also been described negatively as “the logical extension of the sampling fever of the ’80s taken to its dumbest extreme”.

    E não é verdade? Mashup nada mais é do que samplear uma música com doses exageradas de glitter em cima de outras músicas. O que no final da década de 90 nós chamávamos de “X vs Y” (exemplo perfeito: de EBTG vs Soul Vision saiu Tracey In My Room; no fundo não passa de um remix simples e sintético de Wrong), até então versões feitas somente na música eletrônica, eles traduzem hoje para mashup. A falta de criatividade -- desculpem, a recriação -- já vem daí. O mais bizarro que posso citar é essa experimentação a seguir, uma mistura ensandecida de videoclipes, cantores e bandas de três décadas bem distintas:

    Me chamem de antiquado, de oldskool, que eu tô ficando velho e rabugento, faço voto à antiga e boa música eletrônica. Prefiro as colagens musicais, fico nostálgico com a dance music dos anos 90, mato saudades da flash house dos anos 80, pulava com as BPMs do drum’n'bass (que na época chamavam de jungle). Isso ninguém vai conseguir trazer de volta.

    Tags: , , , , ,
  • scissors
    15/06/2009Música

    Nouvelle Vague

    O grupo francês Nouvelle Vague, famoso por fazer covers de bandas de pop/rock dos anos 80 em estilo bossa nova está com novo disco: “3″. Conheço quase todas as bandas, mas as músicas não. Tem Depeche Mode de novo (Master And Servant) e também repeteco de Echo And The Bunnymen (All My Colours), sendo que Martin Gore e Ian McCulloch participaram em suas respectivas canções. No repertório também tem Sex Pistols (God Save The Queen; para quem é fã, talvez não goste da versão repaginada) e Violent Femmes (Blister In The Sun). Dos grupos mais famosos, incluíram Simple Minds (The American), Talking Heads (Road To Nowhere) e Soft Cell (Say Hello Wave Goodbye).

    Algumas cantoras foram convidadas, entre elas a brasileira Eloisia (alguém já ouviu falar?) e Melanie Pain -- minha predileta Phoebe Killdeer infelizmente não participou dos vocais nesse álbum. É claro que todos esperam, pelo menos eu, as músicas mais conhecidas, mas essas eles deixam para cantar ao vivo:

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
  • Gotye

    2
    scissors
    26/05/2009Música

    Gotye

    Tenho como premissa falar um pouco sobre o artista e depois narrar o trabalho, pois geralmente algo na vida deve ter servido de lição ou aprendizado para chegar até onde chegou. Com o Gotye (tente pronunciar: gore-ti-yeah), cujo nome verdadeiro é Wally De Backer, é praticamente impossível seguir essa premissa. Olhei o site oficial, li o Wikipedia, mas nada além de informações superficiais. Pois bem, o belga fica me devendo essa. Vamos direto às suas músicas.

    Seu primeiro álbum, “Boardface” (2004) é uma referência ao trip-hop, sem sombras de dúvida, mas que deixa rastros da música eletrônica dos anos 80. A introdução de Out Here In The Cold me faz sentir em uma maratona de film noir; sua voz, delicada do começo ao fim, entra em concordância ao cantar versos completamente carentes (please, don’t leave me out here in the cold / no, no, please, don’t leave out here on my own). Mesmo tendo um tom tenro em suas cordas vocais, Gotye também convidou a ala feminina em algumas faixas, como por exemplo em True To You, Out Of My Mind e principalmente Loath To Refuse. Quando você acha que entrou na atmosfera sombria das músicas, vem Here In This Place, um solo de saxofone a la Kenny G que rompe todo o equilíbrio instrumental do que se tinha ouvido antes. Waiting For You serve de interlúdio em seus curtos dois minutos, sem ter ao menos uma batida, apenas os sussurros afinados de Wally  (comparação nítida com Lullaby do Lamb).

    Eis que vem “Like Drowning Bloog” (2006), uma reviravolta na composição das músicas. Não há semelhança alguma com as características nostálgicas noir do primeiro disco. Gotye abandona suas amigas e participa ativamente de todas as faixas. The Only Way parece ter influências do Beck por causa das batidinhas e dos ecos que se sobrepõem durante a melodia inteira. Hearts A Mess possui batidas sobressalentes que vão de encontro com a voracidade de Gotye no refrão. Coming Back convida a dar passos de tango -- ou seria um elegante flamenco? -- pelo salão de dança. Os beats sintetizados de Thanks For Your Time me soaram fracos e sem graça, logo pulei direto para Learnalilgivinanlovin, música tão exaltada que força seus pés a saírem do chão. Puzzle With A Peice Missing é praticamente um plágio da sonoridade tranquila de “Vertigo” criada por Groove Armada, contudo ela é muito bem orquestrada. A colagem musical é o ápice da criatividade -- sou suspeito para falar de colagens, eu adoro! -- em A Distinctive Sound; com certeza Gotye se inspirou nos vizinhos australianos The Avalanches. Já em Seven Hours With A Backseat, fica aquela impressão de que você conhece a música, está na ponta da língua, mas a memória falha -- uma faixa instrumental para deixar de fundo e no repeat. Ao escutar Night Drive, tive a mesma sensação de “Boardface”: o som destoou completamente com essa batidinha melancólica de Roxette.

    Assista ao clipe de Hearts A Mess, animação fofa produzida pelo diretor australiano Brendan Cook:

    E tem também a sequência solitária de stills (mais de 10 mil, segundo a descrição do vídeo) de Out Here In The Cold:

    Tags: , , , , , , , , , ,
  • scissors
    30/04/2009Música

    Van She

    Fiquei sabendo lá no INMWT. Resolvi ouvir uma música e gostei. Arrisquei ouvir o álbum e não me decepcionei. O quarteto australiano aí em cima é formado por Nick Routledge (vocais, guitarra), Matt Van Schie (baixo), Michael Di Francesco (sintetizadores) e Tomek Archer (batera). Influenciados pelo som dos anos 80 – eu me arrisco dizer que eles tiveram como referência Depeche Mode e The Cure -, Van She tem um repertório bem equilibrado no seu disco de estréia, “V”, que começa bem rock nas primeias faixas, onde eles abusam de baixo, guitarra e bateria.

    Strangers, a primeira que ouvi, já me encantou de primeira; Cat & The Eye e Changes dobram a dose dos acordes de guitarras. Passando por It Could Be The Same, você percebe que os garotos se acalmaram um pouco e decidiram pular para os sintetizadores, fazendo a alegria de quem gosta de um bom synthpop (eu nem tanto, mas também depende da banda, né); Temps Mort provavelmente é a faixa que mais deve empolgar os fãs do gênero eletrônico, mesmo não chegando aos dois minutos.

    A guitarra volta a fazer parte do arranjo em Talkin’, porém os efeitos de vozes distorcidas é bem visível – aliás, bem ouvível. Kelly incrementa as vozes alteradas digitalmente e esquece do rock que estava presente nas primeiras canções – com exceção de Virgin Suicide, que apesar de começar lenta em notas de violão e suave no tom do vocalista, se anima no refrão com a batera mais forte. Sunbeams repete a fórmula dos beats, mas fica muito melosa e repetitiva.

    Strangers (confira o vídeo)

    Changes

    Cat & The Eye (confira o vídeo)

    Temps Mort

    Talkin’

    Virgin Suicide

    Kelly (confira o vídeo, completamente 80s!)

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
  • scissors
    09/03/2009Blogosfera, Whatever

    O quê? Zé falando de novela? Da Globo?

    Só por hoje. Todos sabem que meu forte não é novela, ainda mais a das 6 (bom, podia ser qualquer outro horário, não ia fazer diferença). O que eu quero ressaltar na verdade é a festa de lançamento da nova novela-remake Paraíso: basta ver as fotos para sentir como foi o agito ontem à noite.

    Eu sou o máximoDrink de jaboticada, uma delícia! (foto: Maria Carol)

    A versão original passou em 1982, ou seja, eu nem sabia da existência dela (eu nasci no ano seguinte, só para constar). Pelo que Liliane Ferrari escreveu e pelo que a Renata Ruiz me contou durante a festa, o Daniel – é ele mesmo: cantor de sertanejo e protagonista de mais um filme também remake sobre sertanejos – interpreta o papel que Sérgio Reis fez na época (coincidência ou não, o “pinga nimim” também estava estreando como ator global) e outros atores, como Cássia Kiss, lembram bastante os papéis da primeira edição. Kadu Moliterno, o adorado pelas menininhas da década de 80 em Armação Ilimitada, está em um papel bem mais velho do que na versão original. Por falar em mais velho, só reconheci os atores mais antigos (mas bem que recebi um guia com fotos de todo o elenco para não passar vexame no twitter… rs!), como observou Maria Carol. A nova safra de atores, além da juventude, esbanjam gás total e tentam não lembrar os papéis antes cedidos só para a Malhação.

    Talvez fosse moda naquela época trazer à tona o clima de interior e o erre puxado dos caipiras, além das paisagens genéricas de pastos e pradarias tão vistos em cenas introdutórias de outras novelas como O Reio do Gado e Pantanal (essa eu nem preciso linkar, preciso?). Hoje o que reina são cenas clichés de cidades e famílias com problemas diversos (se não há problema, não há enredo e, consequentemente, não há novela), como Laços de Família e [tente se lembrar de outra que não seja igual], temas do século passado e de culturas estrangeiras – de preferência que dê ênfase exagerada em uma religião. Quem sabe, com essa onda de remakes que invadiu os cinemas, a TV brasileira consiga se salvar da mesmice (milagres como esse não acontecem, infelizmente) e dar oportunidade à geração sem criatividade da década de 2000 de conhecer um pouco o que para nós da velha  geração, mesmo sabendo que não era lá aquela novidade, significa a palavra “novela”.

    Nem preciso dizer como foi legal reencontrar amigos “virtuais”, além de ter feito ótimas amizades – e conhecer novos blogs, claro! ;)


    Last but not least
    : agradecimento especial, não só pelo convite mas pela sempre companhia de honra:

    Minha amiga Samantha Shiraishi (foto: Maria Carol)

    Tags: , , , , , , , , , , , ,
  • « Posts mais velhinhos

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline