Zé Offline
Música. Cinema. Livros. Whatever.-
08/09/2009Música
Quando estou naquela escassez musical (para um viciado como eu, isso acontece todos os dias), a seleção dos artistas começa pela capa dos álbuns. Se eu não ficar satisfeito, vou direto no visual deles. Damon Gough, mais conhecido como Badly Drawn Boy (nem o nome ajuda: um garoto completamente exausto), foi uma exceção… e que exceção!
Toda foto que eu vejo, ele está com uma touca enterrada na cabeça, barba comprida, camiseta e calça jeans. A única variação é entre uma jaqueta e um terno velho e surrado -- sem contar a bituca de cigarro. Bela descrição, não? Ainda bem que as músicas dele não têm nada a ver com suas vestimentas.
Apesar da aparência descuidada e pouco atraente, suas canções provam o oposto: totalmente alegres e sensíveis, cujas letras tratam delicadamente de relacionamentos a beira do abismo e que dão a esperança de que tudo é possível quando o amor prevalece. Em resumo, seria o príncipe perfeito, aquele que você sempre sonhou -- ou talvez ainda esteja esperando -- bater na sua porta. (atenção, homens, sigam o exemplo dele)
Gough é fã nato de Bruce Springsteen, mas suas melodias se concentram mais no violão e no piano, diferente de seu ídolo roqueiro. “Born In The U.K.” é, na minha opinião, o trabalho mais intimista e mais legal de se ouvir. A trilha sonora de “Um Grande Garoto” (“About A Boy”), inteiramente composta pelo Badly Drawn Boy, também é um bom álbum de se escutar -- inclusive as faixas instrumentais.
Esse é um dos singles que mais gosto do álbum. Confira o vídeo de Promises:
Tags: about a boy, badly drawn boy, born in the uk, damon gough, promises, um grande garoto
-
14/07/2009Música
Mais do que fazer um remix é reinterpretar. Talvez a distância entre os dois significados seja pura ilusão quando dão de cara com a criatividade. Beyond The Wizard’s Sleeve é o projeto conduzido pelo DJ e produtor Erol Alkan, responsável por dar roupagens novas para bandas como Zero 7, Yeah Yeah Yeahs e Interpol (entre muitos, muitos outros), e o músico Richard Norris (sua lista de colaborações é imensa). O resultado de tantas versões especialmente personalizadas para tantos artistas diferentes é a coletânea de remixes intitulada “Reanimations Vol. 1″ (já estou curioso pelo segundo capítulo).
O primeiro experimento que escutei foi Raise The Roof, segundo single do disco solo da Tracey Thorn (lembram do Everything But The Girl?): sem muito alarde, uma versão dub bem simplória. O que mais viciou meus ouvidos foi Happiness da Goldfrapp, conseguiu ficar mais agitada e mais empolgante que a original. Eu me surpreendi com a delicadeza que depositaram em Promises do Badly Drawn Boy, entretanto em nada me animou ao ouvir as distorções vocais em Young Folks de Peter Bjorn And John. Como já não gosto muito de Franz Ferdinand, achei que a dupla podia ter dado mais asas à imaginação ao recriar Ulysses. Battle Scars dos Chemical Brothers ficou próxima da original, mas ainda deixo meus créditos para os garotos, já que Tom e Ed não sabem mais fazer música eletrônica como antigamente.
Agora quer conhecer os remixes? É só jogar no YouTube que você vai conseguir ouvir quase, se bobear, todas.
Tags: badly drawn boy, beyond the wizards sleeve, erol alkan, franz ferdinand, goldfrapp, peter bjorn and john, reanimations vol 1, reinterpretação, remix, richard norris, the chemical brothers, tracey thorn, versão
-



































Falou e disse