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  • Atoi

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    scissors
    27/01/2010Música

    Atoi

    Não me canso de falar: sempre é bom encontrar bandas boas, principalmente europeias (sem menosprezar as que estão desse lado do oceano Atlântico). Atoi é o nome desse quarteto de Copenhagem, muito bem vestido na foto acima por sinal. O tipo de som não é algo surpreendente, tanto que algumas músicas de seu álbum debut “Youth Novel” têm algumas influências remanescentes de Björk.

    E por falar na islandesa, foi dela que Atoi primeiro emergiu do anonimato quando remixaram Army Of Me e, ainda, fizeram um cover desse mesmo single – se bobear, eu já até ouvi essa versão, já que havia uma época em que caçava remixes de tudo e de todos. Veja a descrição que Björk dá em seu site para os dinamarqueses:

    The Danish electronica-collective is working with minimalistic electronic soundscapes; a mixture of electronic beats of digital and acoustic noise and sound from real classical acoustic instruments.

    É só observar as fotos que estão pelo MySpace: eles realmente tocam de tudo, de guitarra a saxofone. Além da música, o que eu também curti muito foi a arte do álbum, cujo artista responsável é Mathias Malling Mortensen. Eles aproveitaram para fazer camisetas e vendê-las… deu uma vontade comprar! Assista a seguir o vídeo animado muito bem dirigido do novo single Julio Jackson.

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    15/09/2009Música

    Frou Frou

    Nunca ouvi com atenção o trabalho dessa britânica que gosta de fazer tudo sozinha – seus álbuns tiveram produção própria, inclusive as músicas que foram escritas por ela mesma -, mas tenho de admitir que essa combinação entre Imogean Heap e Guy Sigsworth foi muito positiva. A voz exótica e de várias tonalidades de Imogean e os arranjos eletrônicos de Sigsworth resultaram no projeto chamado Frou Frou – pelo que eu li, é uma onomatopéia francesa para o barulho das saias longas que se reviram enquanto as mulheres dançam freneticamente.

    Para quem conhece o trabalho de Sigsworth vai perceber imediatamente que os teclados e as flautas indianas são a marca registrada dele. Guy já tem seu reconhecimento de produtor firmado com artistas consagrados do mundo pop: Seal (ele ajudou a compor o sucesso Crazy), Madonna (What It Feels Like For A Girl), Björk (um remix maravilhoso de All Is Full Of Love e co-produção em outras músicas da islandesa) e até a cantora-que-gosta-de-fazer-polêmica Britney Spears (prefiro não fazer comentários sobre essa loirinha).

    Imogean, por outro lado, só deve ter feito mais sucesso no Mundo Velho, já que sua birra com gravadoras é um empecilho para que ela seja melhor divulgada pelas bandas de cá. Entretanto, essa briga mal resolvida não foi problema para suas músicas tornarem parte de seriados de TV – o extinto “The O.C.”, pessimamente traduzido pelo SBT como “Um Estranho no Paraíso” – e até de filmes – “Shrek 2″, com um segundo cover de Holding Out For A Hero assinado pelo próprio Frou Frou.

    Imogean provavelmente sofreu fortes influências da parceria com Guy, visto que seu segundo disco, “Speak For Yourself”, pareceu imitar as façanhas eletrônicas de seu colega. Pode ser que Frou Frou não tenha mais continuação, mas os dois continuam mais amigos do que nunca.

    P.S.: só por curiosidade, ouça aqui como se pronuncia o nome dela. ;)

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    07/09/2009Música

    Declare independence
    Don’t let them do that to you
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    31/08/2009Música

    Já passei da fase de dançar, pular e gritar ao som de techno, house e gêneros eletrônicos similares. Contudo, ainda há resquícios dessa época agitada em minhas veias (a nostalgia fica por conta da minha pobre e fraca memória). Gus Gus é o típico grupo que me faz lembrar dos bons tempos de música eletrônica, especialmente no início da década de 90 – a década atual significou para mim o início de um assassinato à verdadeira música.

    “Forever” expressa exatamente essa sensação de que ainda há o que salvar desse mundo perdido. Vocais agudos, versos pequenos e estrofes curtíssimas; às vezes basta uma palavra ou duas para preencher a melodia inteira (mesmo que não faça sentido algum), seguindo seu percurso com batidas rápidas e efeitos especiais os quais só os computadores podem oferecer ? claro que eventualmente um instrumento convencional ajuda a complementar o ritmo robotizado. (aí você faz aquela cara de paisagem e me pergunta: é isso que você chama de verdadeira música?)

    Gus Gus agora conta com só três pessoas: Biggi Veira (Birgir Thorarinsson), Earth (é a vocalista, já que o nome original também não ajuda muito a definir o sexo: Urður Hákonardóttir) e President Bongo (Stephan Stephensen). A formação original, com nove integrantes, tinha como vocalistas a novíssima Hafdís Huld – ela tinha 15 anos quando ingressou no grupo – e Emiliana Torrini, que colaborou com uma música para o segundo filme da trilogia Senhor dos Anéis.

    Com nomes tão estranhos, não é difícil de adivinhar que todos são da mesma terra de Björk, a Islândia. Talvez pelo sucesso dela, tanto pela sua inovação musical como pelas roupas (quem se lembra do “cisne” no Oscar?), Gus Gus surgiu como uma revelação experimental, mas que aos poucos conseguiu edificar sua identidade ? nem que para isso tivesse evasão da maioria dos colaboradores – fazendo da música eletrônica algo mais acessível para ouvidos acostumados só com o pop chato e sem graça de sempre.

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    31/07/2009Música

    Essa semana me peguei ouvindo covers de bandas que eu gosto feitos por bandas que eu também gosto. Foi eu entrar no MySpace do louvável Elk City para descobrir que eles tinham realizado uma versão maravilhosa de Close To Me do The Cure. Lembrei do site Stereogum e fui direto para lá para relembrar as coletâneas em tributo ao Radiohead, R.E.M. e Björk.

    Entre os artistas que participaram dessas edições estão Liars (Army Of Me), My Brightest Diamond (Lucky), Devics (Catch), Shout Out Louds (Man On The Moon), Amanda Palmer (Everybody Hurts), Vampire Weekend (Exit Music For A Film) e muitos, muitos outros nem tão conhecidos assim. Confira um dos playlists abaixo (tentei colocar os outros, mas sem sucesso; para ouvir, clique nos links acima) e divirta-se! Nada como repaginar sua vida de vez em quando.

    você deve visualizar o playlist Drive XV da stereogum.com aqui se possuir flash

    P.S.: Tem outro tributo em homenagem ao The Cure, esse pela Manimal Vynil Records, que também possui uma coletânea de versões da Madonna… esse eu ainda não ouvi, será que é bom?

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    29/06/2009Música

    Múm

    A banda islandesa Múm (pronuncia-se “miooyyuujm”, se é que ajuda em alguma coisa) está de volta com seu quinto álbum, “Sing Along The Songs You Don’t Know”, a ser lançado entre agosto e setembro desse ano. Os conterrâneos da Björk fazem um som… diferente? Nem eu sei explicar como é o som deles, assim como eu também não saberia explicar o tipo de música que os meninos do Sigur Rós tocam. Muitos integrantes -- como vocês podem ver na foto acima, todos com nomes impronunciáveis -- e muitos instrumentos, desde os mais analógicos até os mais digitais.

    Eles fazem parte da safra de artistas alternativos do começo dos anos 2000 dos quais admiro. Os dois primeiros discos são praticamente instrumentais, sendo que o segundo há músicas cantadas na língua deles. O primeiro álbum que ouvi foi “Finally We Are No One” (2002), cujo single Green Grass of Tunnel não saía do repeat (confira o vídeo abaixo). Esse disco, por sinal, pelo que estava lendo no Discogs, demorou nada mais nada menos do que dois anos para ser finalizado (contou com a ajuda do mesmo produtor do maravilhoso “Vespertine” da Björk); eles viajaram para um lugar onde sequer tinha telefone, tanto que para comprar qualquer coisa era necessário ir até outra cidade de barco.

    Li uma entrevista que o Múm deu para o Iceland Export Music falando sobre esse último trabalho. Os problemas políticos da Islândia serviram de inspiração para compor as letras do novo repertório -- eles até participaram de protestos em público -, além de terem gravado em alguns lugares diferentes, como Estônia e Finlândia (lugares exóticos, não?). A entrevista aborda a mesma impressão que tive, se comparado com os discos anteriores: eles colocaram algumas pitadas acústicas e folk agora, porém nada foi planejado. Nem eles esperavam o que podia  sair como resultado; não é à toa que o maior desafio do grupo foi decidir quando terminariam a gravação.

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    25/12/2008Livro, Música

    Mesmo que as pessoas tentem deixar de lado o capitalismo selvagem, elas não conseguem ver alternativa melhor do que presentear seus familiares e amigos com algo que seja um sinal de afeto e carinho, ainda mais no Natal, quando os famosos amigos secretos reinam qualquer tipo de ambiente (familiar, de trabalho, entre amigos, e por aí vai).

    Eu já ganhei o meu. E que presente!

    1001discos

    Final de ano sempre é a época para os artistas lançarem suas coletâneas de singles e de melhores hits, assim como é o momento certo para as editoras lançarem guias e retrospectivas de qualquer assunto que você possa imaginar (que o diga o Guinness Book). Nessa edição de “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, os álbuns lançados até ano passado entraram para o catálogo. De praxe, como é feito nas publicações anteriores, a década de 50 é o marco inicial dessa trajetória musical. Entretanto, o que me interessa mesmo é a década de 90 – a de 80 nem tanto porque era praticamente uma criança e minha formação musical era muito crua e superficial.

    Artistas e bandas de todos os gêneros musicais se destacam nessa seção do livro, desde o movimento grunge liderado pelo Nirvana, com seu álbum de maior sucesso “Nevermind”, passando pelo rock alternativo do The Lemonheads, até o dance pop e agitado do Deee-Lite e Madonna. O que percebo é que, fazendo parte de uma geração de dez anos, o progresso musical de alguns deles sofre perceptíveis mudanças. Vamos pegar, a título de exemplo, Massive Attack, que possuem dois discos: “Blue Lines”, dotato de faixas mais voltadas para o hip-hop e o house, e “Protection”, já com a linha estabelecida pelo trip-hop (aqui mais conhecido e cravado pelo grupo britânico Portishead).

    A partir de 2000, na minha opinião, também há bandas muito boas, mas que na maioria constituem de uma continuação do sucesso que tiveram na década anterior. Radiohead, que estourou com “OK Computer” em 1997 (além de “The Bends”, de 1995), aparece com “Amnesiac” e “In Rainbows”, de 2001 e 2007, respectivamente. Björk também é um bom exemplo dessa sequência: em 2001 você encontra o “Vespertine” e “Medúlla” de 2004, os trabalhos mais diferentes e experimentais da cantora.

    Mesmo contendo os artistas mais conhecidos – preciso dizer que a rainha do pop aparece com “Ray Of Light” e “Music”? -, fiquei surpreso com alguns que sequer imaginei fazer parte do catálogo: The Avalanches, Röyksopp, Nightmares On Wax e Joanna Newsom. É claro que há muitos outros, mas se eu fosse citar todos, a lista ia ser bem longa. Não dá para agradar a todos, principalmente a mim; sempre vai faltar alguém cujo álbum deveria ser um item obrigatório, contudo o repertório não deixa a desejar nem um pouco.

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  • Antony

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    01/10/2008Música

    Não nego ouvir nada de novo, principalmente artistas que eu já conheço há algum tempo, apesar de criar uma certa resistência – bem misteriosa, por sinal. Anthony Hegarty é um nova-iorquino cuja aparência lembra a androginia exagerada de Boy George (não foi a toa sua inspiração para os visuais noir um tanto esquisitos).

    I'm so sad!

    Antony e sua banda (os Johnsons) têm até o momento só dois álbuns, sendo que esse mês vai ser lançado o EP “Another World” como prévia de um novo disco. Para falar a verdade, suas músicas não me agradaram muito. Minha primeira impressão foi de que estava ouvindo um coral gospel. Entretanto, como nem toda primeira impressão é a que fica, até que estou me acostumando – aos poucos – ao seu som melodramático e à sua voz trêmula.

    O segundo trabalho de Hegarty, “I Am A Bird Now”, foi o que eu mais apreciei até agora. Pode ser por causa das melodias menos dramáticas e o uso de diversos instrumentos (muito piano, um saxofone aqui e uma guitarra acolá). Nele você talvez reconheça as participações especiais do próprio Boy George (não foi só o visual que fez de Antony um fã), Lou Reed, Rufus Wainwright e o esquisitinho metido a hippie-tropicália Devendra Banhart (abre parênteses: ele terminou o namoro com Natalie Portman, ainda bem; fecha parênteses).

    Antony também foi chamado para cantar em músicas de outras pessoas, tais como Björk, as irmãs CocoRosie e sua pupila Joan Wasser.

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    23/04/2008Música

    Preciso dizer que o post de hoje é em homenagem ao maior terremoto em território nacional em tão poucos segundos? Engano seu, não é não. Briefly Shaking, na verdade, é o quarto álbum de Anja Garbarek, norueguesa e filha de um saxofonista adorado por alguns outros cantores. Entretanto, suas músicas não presenciam o instrumento, ela prefere mais uma guitarrinha -- mas quando você ouve o último trabalho dela, dá para perceber uma certa tranquilidade, assim como Goldfrapp e Dot Allison fizeram. Ela às vezes é meio estranha, se utiliza de barulhos também estranhos (e irreconhecíveis) para dar um ar exótico:

    I like to take dark lyrics and put them with comforting melodies and to combine the sugar-sweet and the macabre. Perhaps I should have called the new album ‘beauty and the beast’.

    Não sei por que, mas ela me lembra a Regina Spektor -- acho que é por causa da repetição dos versos, isso me irrita um pouco de vez em quando -, apesar de ter bastante semelhança com a Björk (quando se fala em estranheza, ela é um ícone referencial).

    Aí vai um vídeo em homenagem -- agora sim! -- ao tremor de terra sentido por quase todos (eu não senti, tá), especialmente cantado pela Anja.

    httpv://www.youtube.com/v/hJXIMF6g8LU

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