Última parte da retrospectiva 2012. Ao selecionar as músicas, tive a impressão de que o começo do ano foi bem mais legal do que agora nos últimos meses.
Gostaria muito de resenhar cada um dos discos abaixo, mesmo porque cada um desses artistas mereceriam um post dedicado. Por outro lado, a inspiração não é forte o suficiente, pelo menos por enquanto. Ficam aqui os pequenos registros, uma maneira de retomar esporadicamente a seção esquecida das “rapidinhas da semana”.
Jesca Hoop: fico feliz quando vejo artistas, cuja carreira acompanho desde o começo, alcançam seu devido reconhecimento. A notoriedade musical, claro, é relativa. Vocês podem até nunca ter ouvido falar nela – talvez falha minha nunca tê-la mencionado por aqui -, mas para quem iniciou com demos espalhados pela internet (“Silverscreen Demos”, para quem quiser conhecer mais), chegar ao terceiro álbum é uma vitória. Não há como comparar com o disco de estreia “Kismet”, todo construído na simplicidade de pouquíssimos instrumentos, às vezes só com o violão. Agora “The House That Jack Built” vem com uma produção muito mais elaborada. Confira o vídeo do primeiro single Born To:
Blue Foundation: grupo dinarmaquês do começo dos anos 2000, eles fazem um som eletrônico mais dream pop e até shoegaze, com batidas sintetizadas que costumam interromper bruscamente as melodias. O quarto álbum “In My Mind I Am Free” segue a mesma linha editorial dos outros trabalhos. Ainda que não tenha muita novidade, é um bom repertório musical. O single Broken Life cobre o mini-documentário “This Is Pepper”, mas eu vou deixar a seguir o vídeo gravado para Just A Hand:
2:54: fiquei fascinado com o primeiro single das irmãs Hannah e Colette Thurlow, Scarlet, no final do ano passado. Foi preciso segurar a ansiedade até agora com o lançamento do debut, que leva o nome estranho da dupla. A espera compensou e as meninas nos encheram com muito shoegaze (você pode conferir algumas faixas no perfil do Soundcloud). Confira a seguir o vídeo enevoado do segundo single You’re Early: