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Cibelle
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05/05/2010MúsicaCibelle é uma cantora paulistana erradicada em Londres (citei seu nome rapidamente quando falei do Hollywood, Mon Amour) que, mesmo estando longe da terra natal, fez questão de honrar um pouco a musicalidade brasileira em seus três discos: interpretou Caetano -- um deles na companhia do Devendra Banhart, também ídolo de Veloso -, cantou Tom Waits, misturou português com francês e espanhol e, de quebra, fez versões um pouco mais modernas da bossa nova com barulhos eletrônicos (e o samba, claro, também entrou na roda).
No seu último disco, “La Vênus Resort Palace Hotel”, lançado esse ano, Cibelle incorpora a personagem Sonja Khalecallon, anfitriã do hotel que dá título ao repertório cujas influências, além das já citadas acima, vão do country presente em trilhas sonoras de velho-oeste a covers um tanto estranhos de se ouvir: ritmo latino para um dos temas do 007 e embalo acústico para uma canção infantil dos Muppets. De música popular brasileira, restaram duas composições: Escute Bem e Sapato Azul, apesar de caminharem completamente às avessas do meu gosto musical (os leitores desse blog devem saber da minha falta de patriotismo quando o assunto é música), preencheram o playlist das minhas últimas semanas. Confira a seguir o vídeo de Man From Mars, primeiro single desse álbum:
Tags: bossa nova, brasil, Caetano Veloso, cibelle, devendra banhart, escute bem, hollywood mon amour, la vênus resort palace hotel, Londres, man from mars, samba, são paulo, sapato azul, sonja khalecallon, tom waits -
15/06/2009Música
O grupo francês Nouvelle Vague, famoso por fazer covers de bandas de pop/rock dos anos 80 em estilo bossa nova está com novo disco: “3″. Conheço quase todas as bandas, mas as músicas não. Tem Depeche Mode de novo (Master And Servant) e também repeteco de Echo And The Bunnymen (All My Colours), sendo que Martin Gore e Ian McCulloch participaram em suas respectivas canções. No repertório também tem Sex Pistols (God Save The Queen; para quem é fã, talvez não goste da versão repaginada) e Violent Femmes (Blister In The Sun). Dos grupos mais famosos, incluíram Simple Minds (The American), Talking Heads (Road To Nowhere) e Soft Cell (Say Hello Wave Goodbye).
Algumas cantoras foram convidadas, entre elas a brasileira Eloisia (alguém já ouviu falar?) e Melanie Pain -- minha predileta Phoebe Killdeer infelizmente não participou dos vocais nesse álbum. É claro que todos esperam, pelo menos eu, as músicas mais conhecidas, mas essas eles deixam para cantar ao vivo:
Tags: 3, anos 80, bossa nova, depeche mode, echo and the bunnymen, eloisia, ian mcculloch, martin gore, melanie pain, nouvelle vague, phoebe killdeer, sex pistols, simple minds, soft cell, talking heads, violent femmes -
12/01/2009MúsicaIsobel Campbell era uma das vocalistas do Belle & Sebastian, grupo escocês cujas músicas fizeram sucesso entre os fãs de música alternativa no finalzinho dos anos 90. Sua presença na banda, entretanto, não durou muito, visto que já em 1999 ela surgiu com The Gentle Waves – uma cópia disfarçada do estilo sessentista do B&S -, também com uma curtíssima duração: somente um ano de existência.
Isobel pelo jeito demorou para encontrar realmente o que queria fazer de sua carreira musical. Seu primeiro álbum solo, “Amorino” (2003), mostra uma sonoridade mais voltada para o folk, porém às vezes ela se deixa levar pela antiga bossa nova, como em The Breeze Whispered Your Name e o lado-B Argomenti (cover de Astrud Gilberto).

Contudo, o folk orquestrado pela voz sedosa de Campbell ficou mais em evidência quando ela volta com “Ballad Of The Broken Seas” (2006), disco gravado junto com Mark Lanegan, líder da extinta Screaming Trees (mais uma daquelas bandas grunge de Seattle que estouraram no começo dos anos 90). O fato de ter um cantor com influências do rock de garagem não interferiu no clima pacífico mantido pelo mesmo folk – por outro lado, chega a ser interessante o conflito de timbres entre as vozes de Mark e Isobel.
Ainda em 2007, para surpresa de quem ainda estava se inteirando com o segundo álbum da loira escocesa, eis que é lançado “Milkwhite Sheets”, repertório contemplado na maioria por regravações de canções tradicionais de sua terra-natal. Confesso que a experiência de migrar para outro estilo não me agradou.
Isobel talvez tenha se arrependido de seu última tentativa sozinha, pois esse ano ela chamou de volta Mark Lanegan para contribuir em mais um álbum juntos, “Sunday At Devil Dirt”. O único porém é que Lanegan parece estar mais presente do que a própria cantora, desviando a atenção de sua parceira. O single Come On Over (Turn Me Over) pode ser a única exceção do playlist, relembrando a dupla que costumava fazer música literalmente juntos.
Tags: amorino, argomenti, ballad of the broken seas, bossa nova, come on over turn me over, folk, isobel campbell, mark lanegan, milkwhite sheets, screaming trees, sunday at devil dirt, the breeze whispered your name -
27/12/2008Música
Thievery Corporation, formado pela dupla Rob Garza e Eric Hilton, lança hoje seu quinto álbum “Radio Retaliation”, seguindo o mesmo estilo musical dos trabalhos anteriores. Apesar de terem dito que esse é o disco mais internaciolizado (queria achar uma tradução plausível para o trocadilho outernational) deles até hoje – e realmente é, a mistura de gêneros musicais é bem marcante -, as influências não mudaram tanto assim. O dueto iniciou a carreira produzindo um downtempo típico de coletâneas de Café Del Mar, como é mostrado no álbum de estréia “Sounds From The Thievery Hi-Fi”, de 1997. A característica da bossa nova ainda era uma notável característica do dueto (senhorita Bebel Gilberto deu até uma palhinha no “The Mirror Conspiracy”, de 2000), o que permaneceu, mesmo que minimamente, nos álbuns seguintes.
“Radio Retaliation” é um disco político, um grito de justiça universal cantado em várias línguas. Acho que pelo título já é possível chegar a essa conclusão. Os protestos transcedem em vários estilos musicais: reggae (Sound Alarm), jazz (Retaliation Suit), trip-hop (Beatiful Drug e La Femme Parallel, cujo vocal feminino dá um toque bem parisiense), uma pitada mexicana (El Pueblo Unido) e até raízes indianas (Mandala). E como era de se esperar, o gosto pela música brasileira não ficou de lado: Seu Jorge empresta sua voz e seu violão na faixa Hare Krsna – parece mais uma música dele do que propriamente do Thievery Corporation.
A dupla tem até um blog, mas eu não recomendo pelo simples fato de estar muito desatualizado: o último post é de 2006…
Tags: bebel gilberto, bossa nova, downtempo, erick hilton, radio retaliation, rob garza, seu jorge, sounds from the thievery hi-fi, the mirror conspiracy, thievery corporation -
16/10/2008Música
Quando ouvi todo o tracklist de músicas que fizeram sucesso nos anos 80, todas com uma roupagem completamente diferente, algo me atinou na hora: é quase uma cópia do Nouvelle Vague. Não por acaso: Hollywood, Mon Amour é o novo projeto de Marc Collin, um dos fundadores do Nouvelle Vague; também não é de se estranhar que a gravadora que assina o trabalho é a The Perfect Kiss, que já lançou outros membros do mesmo Nouvelle Vague (Marina Celeste e Phoebe Killdeer).Confesso que me interessei só pelas músicas cantadas pela Skye (Call Me e A View To Kill) e, acredite se quiser, a paulistana erradicada em Londres Cibelle (Footloose). Tem também uma cantada pela Juliette Lewis – isso mesmo, aquela que se fantasiou de índia [sic]. Ela não é minha cantora preferida e tampouco conheço a versão original de This Is Not America (eu não sou fã de David Bowie, pode me xingar), mas a versão dela é a minha preferida de todas. Há também covers que ficaram muito bons, como a breguíssima Arthur’s Theme (Best That You Can Do), a calorosa Flashdance… What A Feeling, que aqui ficou bem mais calminha, e Together In Electric Dreams.
Depois de tanto ouvir as novas versões e as versões originais, cheguei a conclusão de que a década de 80 foi a mais brega que eu vivi. Ainda bem que eu era criança e não tinha noção do que era ser ridículo.
Tags: 80s movies reinvented, a view to kill, anos 80, arthurs theme, bossa nova, call me, cibelle, flashdance, footloose, hollywood mon amour, juliette lewis, nouvelle vague, skye, this is not america, together in electric dreams, what a feeling -
11/08/2008MúsicaÉ raro eu ouvir discos gravados ao vivo, salvo se há uma música inédita, um cover feito como brincadeira. Enfim, se é para ter algum show ao vivo, que ao menos tenha em DVD, e não só em CD. Nouvelle Vague, para quem AINDA não sabe, é uma banda que faz cover de músicas dos anos 80 (confira o playlist) em estilo bossa nova.
Aí você vira pra mim e aponta aquele dedo com sujeira na ponta da unha: “mas você disse que DETESTA música popular brasileira!” Sim, é verdade, mas o fato de a bossa nova ter se originado do Brasil (que a Europa fique para sempre com os Gilbertos -- Astrud, João e Bebel, além dos congêneros imitadores baratos) não quer dizer que eu gosto de música brasileira indiretamente. Deu pra entender? Não vamos chegar ao cúmulo de que, se eu ouvir a Shirley Manson cantando samba eu vou adorar. Sou fã, mas não chega a tanto.
Quem aí se lembra do Billy Idol?Eles só tem dois álbuns de estúdio, mas se você dar uma bisbilhotada no YouTube, vai encontrar várias versões. Nesse disco ao vivo duplo, entitulado apenas como “Aula Magna 17.12.07″, tem duas “novas” músicas: Sweet Dreams (Eurythmics, preciso dizer?) e Grey Day do Madness (nunca ouvi falar). As outras eu já conheço e, para falar a verdade, não ficou muito diferente do que o convencional. Destaque para minha predileta -- essa sim ficou linda no palco -, In A Manner Of Speaking. E sabe o que é engraçado? Depois de tanto ouvir a Phoebe cantando sozinha, é incrível como eu consigo reconhecer sua voz de imediato.
Tags: anos 80, aula magna, bossa nova, nouvelle vague, phoebe killdeer -






































Falou e disse