
Eu sei que ainda está cedo para fazer retrospectiva, mas o ano de 2010 praticamente acabou para mim. Ainda pode acontecer muita coisa em menos de um mês, mas sequer meu relógio biológico está colaborando (tive algumas gafes por pensar que estivesse uma semana à frente de todos).
Simplesmente não tenho do que reclamar. Comecei o ano na praia, terminei meu namoro/casamento de cinco anos – o que para muitos, para não dizer todo mundo, foi uma surpresa em tanto -, fiz novas amizades (online e offline, como é de costume), voltei a sair e a dançar – e muito – com os novos e velhos amigos (além de reencontrar alguns que moram longe), arrisquei alguns podcasts (com edições especiais da turma do Google Reader), encontrei meu bar preferido, fui a muitos shows, fui promovido, viajei pela primeira vez para a Europa (e mesmo assim reclamei do metrô de Paris, apesar de ter me fascinado com Versailles), estourei meu cartão de crédito e deixei minha conta corrente menstruada de tão vermelha que estava. Como disse meu ex, aproveitei tudo o que não consegui nos últimos cinco anos. Verdade ou não, tenho que concordar.
Aqui no blog, como puderam perceber, ficou meio parado de uns meses para cá. Não é culpa do tempo, de trabalho e muito menos da preguiça. A culpa é só minha, mas como toda promessa para o ano que se aproxima, vou tentar retomar o ritmo diário de posts – quem sabe assim ele não faz jus ao nome. Aqui deixo a lista dos vinte discos lançados e mais ouvidos por mim em 2010. Como o Last.fm não condiz muito com minha realidade musical (ah se eu pudesse sincronizar meu celular), fiz questão de vasculhar os posts desde janeiro – até que não deu muito trabalho, para falar a verdade. O ranking não significa absolutamente nada, pois todos eles têm igual relevância e intensidade na frequência com que foram apreciados.
01. Elk City: House Of Tongues
02. Brisa Roché: Right Now
03. Blonde Redhead: Penny Sparkle
04. Tracey Thorn: Love And Its Opposite
05. Sally Seltmann: Heart That’s Pounding
06. Land Of Talk: Cloak And Cipher
07. Clare Bowditch: Modern Day Addiction
08. Andreya Triana: Lost Where I Belong
09. Betty Steeles: Betty Steeles
10. Bonobo: Black Sands
11. Holly Miranda: The Magician’s Private Library
12. Massive Attack: Heligoland
13. Four Tet: There Is Love In You
14. Marlango: Life In The Treehouse
15. Belleruche: 270 Stories
16. Unkle: Where Did The Night Fall
17. Badly Drawn Boy: It’s What I’m Thinking (Part 1)
18. Kate Nash: My Best Friend Is You
19. The Radio Dept.: Clinging To A Scheme
20. Azure Ray: Drawing Down The Moon
Bônus:
21. The Clientele: Minotaur
22. Matthew Herbert: One One
E na estante, quem ganhou o prêmio de mais lido foi Chuck Palahniuk (ainda tem uns três livros na fila), sendo que a vice-liderança ficou com Jeff Lindsay (nosso adorável serial killer Dexter vem ganhando notoriedade há alguns anos, como todos sabem). Kurt Vonnegut conseguiu seu troféu de prata apenas com três livros (mais uns três livros me esperam ansiosamente), quantidade suficiente para me convencer de sua qualidade sarcástica. Os livros que inspiraram os filmes desse ano (e talvez alguns do ano passado, não me recordo agora) também fizeram parte da minha coleção literária de 2010 – um vício recém-adquirido que provavelmente não será interrrompido no ano seguinte.