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Mais shows: Belle & Sebastian e Corinne Bailey Rae

Segundo semestre, como todos sabem, está sendo bastante recompensador no que diz respeito a shows. A começar pelo SWU e Planeta Terra – festivais que não me empolguei em ir, acreditem se quiser -, outras apresentações pipocaram no mês de novembro (e consequentemente encolheram o limite do meu cartão). Além de Massive Attack e Air, já adquiri ingressos de Belle & Sebastian e Corinne Bailey Rae.

Belle & Sebastian

Sempre tive vontade de ver B&S, desde quando eles vieram se apresentar no extinto Free Jazz Festival (o qual nunca fui em nenhuma de suas edições, que contou com Moloko, Sigur Rós e Fatboy Slim), mas confesso que atualmente não sou tão fã assim – ainda prefiro os vários EPs e os primeiros álbuns que a Trama lançou na época em que a banda escocesa estourou no Brasil. Seu último disco “Write About Love” é fraco e nada lembra o estilo musical com o que estava acostumado. E pode apostar que todos os que estão loucos para ir ao show vão querer ouvir as antigas.

Corinne Bailey Rae

Quanto à Corinne, que vem pela primeira vez ao Brasil para divulgar seu segundo trabalho “The Sea”, gosto de suas músicas embaladas pelo soul mesmo sendo uma cantora mais pop do que o aceitável. Só não gostei do preço salgado para ficar um pouco mais perto dela, mas como o que importa é ouvir e não ver, resolvi comprar um assento bem escondido no andar superior. Confira a seguir os últimos vídeos de cada uma das atrações desse post, “I Want The World To Stop” e “Closer”:

Damien Rice, alguém foi?

Aqui no Brasil, Damien Rice só ficou famoso porque colocaram The Blow’s Daughter como tema de novela. E também porque Ana Carolina e Seu Jorge fizeram questão de fazer um cover horroroso em português (não sei o que é pior: os cantores, o cover ou a adaptação para a nossa língua).;

Eu conheci Damien quando assisti “Closer”. Me apaixonei pela mesma canção que rotulou o clima dos personagens, tanto que fui atrás do álbum do irlandês. Na época ele só tinha um, o “O”. Depois do estouro, ele lançou mais um, o “9″, há três anos. Na época ele tinha a companhia da Lisa Hannigan quando se apresentava. Porém, ninguém sabe até hoje porque a Lisa brigou com Damien e cortou seus laços de amizade – e de palco também.

Acho que gostava mais das músicas do Damien quando ele não era tão conhecido assim. Depois fui enjoando. Perdi completamente o interesse, ainda mais quando meu irmão (não vou colocar a culpa nele, coitado) não parava de ouvir os dois únicos trabalhos do Rice – e um pequeno acervo de b-sides, covers e versões ao vivo que consegui garimpar na internet.

Damien Rice em São PauloFoto: Flickr da linekalacerda

Na semana passada soube que ele veio fazer um único show na sexta-feira, aqui em São Paulo. Até perguntei para o meu irmão se ele sabia; claro que sim, mas não conseguiu ir porque estava sem dinheiro (que novidade). Não sei se ando muito desligado, totalmente desinformado ou sei lá o quê, mas achei que a divulgação da vinda de Damien para o Brasil foi muito falha. Alguém aí ficou sabendo? Alguém aí foi?

Pelas reportagens que li, o público adorou e foi bem receptivo. Assim como Damien. Ele, devido ao seu estilo de cantor de folk de rua, estava bem à vontade e bem sozinho (só ele, o violão e uma garrafa de vinho), conversava bastante com seus fãs (pena para quem não entendia inglês, ainda mais o da Irlanda), além de ter chamado alguns deles para cantar junto ou brindar. Acho que, mesmo não ter mais o mesmo apreço pelo cantor e suas composições, me arrependo um pouco de não ter ido. Ao vivo é sempre uma experiência diferente. Bom, acho que me arrependo mais por saber do show dias antes. Fica para a próxima, Damien. ;)