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    10/12/2009Whatever

    Miami, FL, USA

    Ah… Miami! Cidade do Dexter, do David Caruso e sempre lembrada por Will Smith. Miami está para os mexicanos assim como o Paraguai está para os brasileiros. A língua oficial não é inglês, não se engane. Todos os residentes ilegais farão o máximo para tentar entender seu inglês macarrônico, mas abrirão um sorriso largo e amarelo quando ouvirem seu portunhol. Se for um vendedor brasileiro então, a satisfação e o alívio de coincidirem com a mesma cultura será imensa.

    Antes de tudo, gostaria de fazer um esclarecimento. O fato de estar em Tampa, apenas a uma hora de carro de Orlando, não foi motivo para me levar à Disney ou ao Universal Studios. De Tampa para Miami, com American Airlines e sem barrinha de cereal, também dá uma hora de viagem. E foi lá que eu planejei ficar meus três curtos dias de lazer.

    Primeira impressão: o calor é tão insuportável quanto o de Salvador (não cheguei a ir mais longe para saber se há regiões do nordeste mais quentes). Agora os americanos estão entrando no inverno, mas nada interfere na temperatura acima de 80ºF, tanto que me recomendaram não ir no verão. Lá também é uma cidade motorizada, mas ainda assim o transporte público não deixa a desejar, apesar de ter intervalos consideravelmente demorados – não vem um atrás do outro, você senta, espera, abre o livro, lê até a metade e só depois você avista o ônibus. Há uma integração de ônibus, trem e o metromover, uma espécie de mini-vagão que circula nas imediações do centro. Olhando o mapa assusta um pouco, porém quem tem boca e fala espanhol, não se perde. Por ser recheada de veículos, o trânsito até que não é tão caótico quanto o de São Paulo, entretanto é a cidade com o seguro mais caro do estado da Flórida. O táxi tem praticamente a mesma tarifa cobrada pelos paulistanos (entre US$ 2 e US$ 2,50, dependendo da zona onde você quer chegar), então fica caro caso você não se aventure com os coletivos.

    Miami não é uma cidade turística. Você vai encontrar museus, claro, mas a principal atração da cidade são os shoppings. São enormes, mas não são maiores que os próprios estacionamentos. Os poucos que visitei foram o Dadeland Mall, onde iniciei o estrago no meu cartão de crédito comprando body lotions da Bath & Body Works (tá na hora de vir para o Brasil, por favor) com promoções tentadoras dn estilo buy 3 get 2 free. Perto dali, a poucas milhas de distância, você dá de cara com a Target e a Bath Bad & Beyond, porém saí correndo enlouquecidamente quando me deparei com a Best Buy. Lá eu ultrapassei o limite da razão e do meu cartão com encomendinhas para os amigos, tais como netbook, HD externo, joguinhos de PSP, Playstation 3, Wii, pen drives e DVD duplo da Madonna.

    O outro shopping, Village of Merrick Park, deve ter servido como imitação inspiração para o Cidade Jardim aqui de São Paulo. Passeando pelo shopping a céu aberto, é um desgosto constante ter de lembrar que não se vive em Miami ao ar livre. Todas as vitrines possuem um efeito especial muito interessante: parecem vidros embaçados de carro, sem contar o choque térmico que se leva ao sair do ar condicionado tão frio e confortável e enfrentar o bafo quente que brotava do chão feito forno a lenha.

    E quanto à South Beach, a morada dos ricos e famosos? Fui para a Ocean Drive conhecer Miami Beach, mas a praia me decepcionou profundamente. Sim, estava nublado e tinha acabado de chover, mas isso não justificou a falta de glamour (veja foto acima; o mato não é Photoshop). Só encontrei glitter de verdade nas lojas de grife da Collins Av. e da Lincoln Road – uma pena já ter estourado meu cartão. Já adianto que não encontrei a loja do Miami Ink, mesmo tendo caminhado a Washington Av. inteirinha – tatuagens simplesmente não me apetecem. Contudo, encontrei uma loja fenomenal de CDs e LPs: Uncle Sam’s Music. Escondida, porém com o som alto e sem pudor para quem estivesse do outro lado da calçada; justo quando eu passava, acredite se quiser, estava tocando The Asteroids Galaxy Tour! Simplesmente delirei.

    Miami me impressionou pelos arranha-ceus. Um maior que o outro e, quando você acha que já viu um prédio grande o suficiente, tem outro logo atrás. O centro financeiro, localizado na Brickell Av. (primeira foto desse post caliente), possuem os mais bonitos na minha opinião. No meio de tanto cimento, pude apreciar um arroz-com-feijão-e-frango disfarçado de comida mexicana no Baja Fresh, que fica na Brickell Village, um conjunto de restaurantes e algumas danceterias. E por falar em restaurantes, só tive o prazer de conhecer um bom e decente: o japonês Matsuri, também com fachada discreta em meio a várias lojas. Tão pequeno e tão cheio, mas vale cada penny, dime e quarter gasto.

    Chega por hoje, amanhã tem mais. To be continued…

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