Zé Offline
Música. Cinema. Livros. Whatever.-
03/03/2009MúsicaLembra que eu ia falar um pouco sobre o novo disco do projeto solo da Nina Persson? Pois bem, tarda mas não falha.

A Camp nasceu lá no comecinho dos anos 2000, logo após Nina ter dado uma pausa de sua banda sueca. O primeiro álbum do A Camp soa bem diferente e independente dos Cardigans. O tom meigo e ao mesmo mórbido não se compara com o timbre forte e cortante de Nina agora sozinha (o que dizer de Hard As A Stone, tão severa quanto o título da canção?). É fato que a loirinha se afundou no folk como fonte de inspiração, o que pode até ter influenciado o disco seguinte do grupo, “Before Long Gone Daylight”.
Quase nove anos para o lançamento do segundo álbum, é difícil imaginar que ela fosse voltar a fazer algo sozinha. Quando Nina anunciou que iria começar a turnê no final do ano passado como A Camp, foi realmente uma surpresa para todos. Além do repertório já conhecido de “A Camp”, ela arriscou ao vivo o primeiro single de “Colonia”, intitulado Stronger Than Jesus. A letra marca mais do que o título, tanto que ela faz questão de erguer o punho toda vez que chega no refrão. O folk ainda predomina, mas dá para pegar no ar um clima mais setentista, a começar pelo primeiro vídeo oficial do novo disco. Outras fotos parecem voltar mais ainda no tempo -- e também por algumas apresentações feitas na TV. O álbum em si me agradou bastante, mesmo não tendo nenhum resquício característico do primeiro trabalho. (já devo ter falado o quão péssimo sou para descrever música, então faça dos seus ouvidos um crítico de arte contemporânea… rs!)
No site oficial (não sei se ainda está disponível), ao se cadastrar para receber newsletter, é possível baixar uma versão em alemão de Silent Night -- Noite Feliz para os tupiniquins. E não é que eu descobri o vídeo fuçando no YouTube? Confira abaixo:
Tags: a camp, colonia, folk, nina persson, stronger than jesus, the cardigans
-
22/01/2009MúsicaNossa, quanto tempo eu não fazia uma rapidinha, hein! (desculpe o trocadilho infame) Dessa vez não vai ter muita novidade devido à minha “falta de tempo ocioso”. Tudo por causa do meu novo trabalho – nem posso reclamar, pois era tudo o que eu mais queria desde o começo do ano passado; só tenho a agradecer.
A Camp: o projeto solo de Nina Persson, vocalista da banda sueca The Cardigans (nem precisava citar, mas é só para constar), já lançou pelas terras geladas de lá o segundo álbum, intitulado “Colonia”. Nem preciso dizer que já vazou na internet e os fãs fissurados já estão publicando suas primeiras impressões internet afora. Vou me programar para a data oficial para fazer meus comentários, ok? Como vocês já devem ter visto, eu postei o vídeo do primeiro single Stronger Than Jesus. Totalmente nostálgico à década de 70, bem mais “forte” (mais um trocadilho infame) se comparado com o folk calminho do primeiro trabalho.
The Whitest Boy Alive: fiquei sabendo deles através do Erlend Øye, um dos meninos do Kings Of Convenience. De acordo com o site deles, o projeto começou em 2003 e se caracterizam com músicas sem “elementos programados”, ou seja, sem sintetizadores ou efeitos especiais provenientes de computador – o que me fez lembrar o Cornelius (apesar de ele ser muito mais experimental e mais difícil de aceitar de primeira). Confesso que não ouvi o primeiro álbum – e talvez leve algum tempo até escutar o segundo, que só sai em março desse ano. Preciso conferir e dar mais atenção a eles. Por favor, me cobrem uma opinião melhor elaborada depois.
The Bird And The Bee: um dos meus duetos retrô-anos-sessenta favoritos vai lançar álbum esse ano. Espero que tenham feitos covers tão engraçados como o que fizeram do Bee Gees (How Deep Is Your Love) e da Madonna (Material Girl).
Alela Diane: será que eu já falei dela por aqui? Ela vai lançar daqui a um mês seu segundo álbum de estúdio. Não faz muito meu estilo, mas é uma cantora de folk – não chega a ser psy-folk, para quem acha que vai encontrar uma Vashti Bunyan – a qual se deve dar um pouco de crédito. Ela segue um pouco a linha da Mariee Sioux e da Marissa Nadler, porém sem aqueles dramas melódicos e vocais extensos. (não conhece nenhuma delas? Também vale a pena ouvi-las, nem que for por curiosidade).
Juliette Lewis: eu li que ela resolveu acabar com seus Licks, pelo menos por enquanto. Agora são os Romantiques. Vai entender…
Starsailor: adoro essa banda porque, apesar de tocarem algo entre powerpop e indiepop, parece totalmente depressiva. Deve ser por isso que gosto tanto deles, principalmente por causa de Silence Is Easy. Estão também com álbum novo na praça, “All The Plans”, a ser lançado lá em março.
Impressão minha ou todo mundo decidiu lançar álbuns no mês de março? Deve ser por causa do Carnaval.
Tags: a camp, all the plans, colonia, cornelius, erlend oye, folk, indiepop, juliette and the licks, juliette and the romantiques, kings of convenience, mariee sioux, marissa nadler, nina persson, powerpop, psy folk, silence is easy, starsailor, the bird and the bee, the cardigans, the whitest boy alive, vashti bunyan -
16/01/2009MúsicaA Suécia definitivamente é um dos países referência para quem quer conhecer bons artistas, especialmente as cantoras. Apesar de poucas bandas ficarem conhecidas no mundo (preciso citar o ABBA?), há muitas outras que também mereciam seu lugar de destaque – quem sabe eu escrevo um artigo especial para elas. Hoje vou me ater a três cantoras suecas: Nina Persson e Anna Ternheim.
Nina Persson, vocalista do The Cardigans (quem aí não se lembra de Lovefool?), arriscou-se em carreira solo logo após o lançamento do quarto álbum da banda, “Gran Turismo” (1998). A Camp, nome dado ao seu projeto paralelo, definitivamente não tem comparação com o trabalho de seu grupo. Levada pelo folk, seu repertório musical possui um clima bem mais pacífico, criando, assim, um estilo independente de cantar – apesar de ter um dedinho de seu marido Nathan Larson (na época eles ainda namoravam) na instrumentação.Dois anos depois, Persson reatou com a banda no álbum “Long Gone Before Daylight”, porém as influências folk tornaram-se características fudamentais nas próximas produções do grupo. Agora no final de 2008 – talvez só em 2009 -, A Camp regressa com reforço oficial de Nathan no segundo disco, intitulado “Colonia”, de acordo com as poucas informações cedidas no site oficial. Resta a nós apenas aguardar pelas faixas inéditas.
Anna Ternheim me impressiona pela maturidade com que canta, e não é somente por causa de sua voz com tom levemente grave, sem contar as letras afiadas que escreve – será que é fruto de decepções amorosas? Toda essa maturidade começou bem cedo, lá pelos seus 17 anos, quando ainda participava de uma banda local chamada Sova. Logo quando lançou seu primeiro álbum “Somebody Outside”, de 2004, seu reconhecimento nos festivais regionais de música foi grande. Os prêmios arrecadados foram desde melhor artista feminino até melhor compositora.Após dois anos, ela lançou “Separation Road”, contendo a mesma fórmula provocante em suas canções. Assim como no primeiro álbum, nesse ela também lançou um disco bônus com versões acústicas das faixas originais – algumas delas, entretanto, não fazem parte do repertório. Como se fosse uma estratégia para se promover internacionalmente, a coletânea “Halfway To Fivepoints” foi lançada em 2008 nos Estados Unidos, com apenas uma música inédita, Bridges (aliás, é uma das minhas preferidas).
Nesse mesmo ano, a sueca surpreendeu com mais um álbum repleto de músicas inéditas; dessa vez, a edição limitada com 5 faixas bônus agradou pela versatilidade de Ternheim: ela regravou em grande estilo canções de ninguém mais que Frank Sinatra, entre elas New York, New York e Fly Me To The Moon.
Quem tiver curiosidade sobre outras duas cantoras suecas, pode conferir o que escrevi sobre El Perro Del Mar e Lykke Li. (é claro que há muitas outras, mas aí eu deixo para você revirar meu blog em busca deles)
Tags: a camp, anna ternheim, colonia, halfway to fivepoints, nina persson, separation road, somebody outside, the cardigans -
12/01/2009MúsicaDon’t you know love is stronger than Jesus
Tags: a camp, colonia, nina persson, stronger than jesus
Don’t you know love can kill anyone
Bring it on, wars and diseases
You know that love can do you like a shotgun -



































Falou e disse