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    04/03/2010Música

    The Watson Twins

    Só tinha ouvido falar nas gêmeas acima, Chandra e Leigh, quando soube da colaboração delas no primeiro trabalho solo de Jenny Lewis, vocalista e líder da banda Rilo Kiley. Até então, The Watson Twins tinha apenas como referência um country mais alternativo, se assim posso dizer -- não tem como comparar, entretanto, com Jesse Sykes, pois seu country é bem mais enobrecido, sem desmerecer as irmãs. O álbum de estreia “Fire Songs” em 2008 continua com o mesmo estilo Americana, como se ainda não tivessem se desapegado das influências de Jenny.

    Agora com o novo disco “Talking To You, Talking To Me”, lançado esse ano, as meninas resolveram renovar o guarda-roupa e mudar o visual sultimente. Claro que a raiz folk entrelaçada ao country não se dissipou da noite para o dia, ainda é possível sentir o cheiro caipira misturado com alguns temperos de blues e soul -- Forever More e Midnight são as faixas que mais expressam essa nova experiência. A música de introdução, Harpeth River, logo me lembrou as primeiras melodias obscuras do Portishead, e pelo jeito não fui o único a perceber isso; elas mesmas colocaram a citação no MySpace delas.

    Algumas canções, porém, ficam em cima do muro, como The Brave One e Tell Me Why. De alguma maneira se destoam do resto do repertório, mas nada como as batidas lentas e acentuadas de Calling Out e Give Me A Chance para voltar com o equilíbrio sonoro. Já a baladinha pop U-N-Me, seguida da bateria acelerada de Modern Man fecha o disco como uma incógnita… talvez a ansiedade de Chandra e Leigh tenha antecipado um final mais legal e elaborado. Confira a seguir apresentação ao vivo da dupla fazendo um cover “interiorano” de Just Like Heaven do The Cure, com direito a gaita e vestimentas típicas da fazenda. :)

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    19/02/2010Podcast

    Podcast #2

    Falei que tinha segunda edição e aqui está: covers cantados só por mulheres cujas versões originais são cantadas por homens.  Dessa vez os artistas dos quais foram feitos os covers estão mais variados – a primeira versão não conta porque na verdade é liderada por uma mulher, apesar dos outros integrantes serem todos homens. De bônus, deixei duas faixas como exceção à regra. Espero que gostem da seleção e aguardem o terceiro e último podcast com as meninas arrasando os meninos.

    MP3 | 192 Kpbs | 55.5 Mb | 40′28″ | download

    01. Beth Orton: Ooh Child (The Five Stairsteps)
    02. Clare Bowditch: Hallelujah (Leonard Cohen)
    03. Dani Siciliano: Come As You Are (Nirvana)
    04. Flunk: True Faith (New Order)
    05. Garbage: Candy Says (Velvet Underground)
    06. Giant Drag: Wicked Game (Chris Isaak)
    07. The Bird And The Bee: How Deep Is Your Love (Bee Gees)
    08. Kate Nash: Men’s Needs (The Cribs)

    Bônus:
    09. Get Cape Wear Cape Fly: D.A.N.C.E. (Justice)
    10. Glen Hansard: Cry Me A River (Justin Timberlake)

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    22/01/2010Podcast

    Podcast #1

    Não tenho muita paciência para podcasts, salvo raríssimos, além de não ter voz “fotogênica” para produções como essa. Mas nem só de voz se faz um podcast. Foi assim que pensei em fazer minha primeira edição: direto na música.

    As músicas não são novidades aqui no blog – para quem acompanha, sabe que tem algumas listas espalhadas. Já escrevi sobre a maioria delas, então é só clicar no nome de cada uma para ir direto ao post ou, caso não tenha, ao MySpace. Confira o repertório dessa primeira parte (sim, tem a segunda e a terceira… aguardem!) e aperte o play.

    MP3 | 192 Kpbs | 64.4 Mb | 46′59″ | download

    01. Anneke Van Giersbergen & Danny Cavanagh: Teardrop (Massive Attack)
    02. Anna Ternheim: New York, New York (Frank Sinatra)
    03. Bat For Lashes: A Forest (The Cure)
    04. Sara Lov: Timebomb (Beck)
    05. The Watson Twins: Just Like Heaven (The Cure)
    06. Stina Nordenstam: Purple Rain (Prince)
    07. Susanna & The Magical Orchestra: Love Will Tears Us Apart (Joy Division)
    08. Hollywood, Mon Amour feat. Juliette Lewis: This Is Not America (David Bowie)
    09. Elk City: Close To Me (The Cure)
    10. My Brightest Diamond: Lucky (Radiohead)
    11. Devics: Catch (The Cure)
    12. Duffy: Ready For The Floor (Hot Chip)

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    18/01/2010Música

    Clare And The Reasons

    Fiquei de escrever um post super especial ainda ano passado, mas deixei passar em branco. Falha minha, pois uma cantora desse porte e dessa delicadeza não poderia ter ficado para trás. Clare And The Reasons é o projeto musical do dueto Clare Muldaur e Olivier Manchon, cujo primeiro encontro aconteceu ainda quando estavam na faculdade em Boston.  Não pense você que as “razões” têm algum significado importante como título do grupo, simplesmente veio à tona e ficou.

    O segundo álbum “Arrow” foi a última grande e ótima surpresa de 2009. Talvez apenas o nome tenha me chamado a atenção (já tenho outra Clare na minha lista de cantoras queridas) ou, ainda, o fato de mais um artista identificar sua banda com algum complemento -- quem aí se lembra da Susanna & The Magical Orchestra e da Phoebe  & The Short Straws? -, contudo o que mais importa é que eu simplesmente me encantei pelo arranjo de todas as músicas. Sua voz afinadíssima, atrelada a uma orquestração digna de trilha sonora para filmes épicos, rende os ouvidos de qualquer pessoa.

    As letras não contém tanta profundidade, ou seja, as poucas linhas parecem ter sido escritas de propósito para que o ouvinte aprecie cada tom de Clare. Faixas simples como Oh You Hurt Me So, You Got Time e You Getting Me -- preciso dizer que são as minhas favoritas -- transmitem paz ao mesmo tempo em que soam melancólicas e intermináveis (os refrões que tanto repetem ficam estancados na memória por dias, caso você não consiga parar de escutar). Ao escutar o primeiro disco, entretanto, “The Movie”, a expectativa não foi tão animadora quanto da primeira vez; mesmo assim Clare e seus amigos não decepcionam.

    Foi algum desses dias, enquanto zapeava pela timeline dos meus amigos no Twitter, que descobri uma versão linda, ao vivo e no meio da rua, de That’s All (cover do Genesis; não conheço a original, mas também não vou escrachar a ponto de falar que não era da minha época… rs!). Logo não resisti e fiquei assistindo a todos os vídeos de Clare & The Reasons no YouTube… e não é que eu encontrei outra bela surpresa:

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    31/07/2009Música

    Essa semana me peguei ouvindo covers de bandas que eu gosto feitos por bandas que eu também gosto. Foi eu entrar no MySpace do louvável Elk City para descobrir que eles tinham realizado uma versão maravilhosa de Close To Me do The Cure. Lembrei do site Stereogum e fui direto para lá para relembrar as coletâneas em tributo ao Radiohead, R.E.M. e Björk.

    Entre os artistas que participaram dessas edições estão Liars (Army Of Me), My Brightest Diamond (Lucky), Devics (Catch), Shout Out Louds (Man On The Moon), Amanda Palmer (Everybody Hurts), Vampire Weekend (Exit Music For A Film) e muitos, muitos outros nem tão conhecidos assim. Confira um dos playlists abaixo (tentei colocar os outros, mas sem sucesso; para ouvir, clique nos links acima) e divirta-se! Nada como repaginar sua vida de vez em quando.

    você deve visualizar o playlist Drive XV da stereogum.com aqui se possuir flash

    P.S.: Tem outro tributo em homenagem ao The Cure, esse pela Manimal Vynil Records, que também possui uma coletânea de versões da Madonna… esse eu ainda não ouvi, será que é bom?

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    01/06/2009Música

    Já ouvi vários covers estranhos, uns bem engraçados outros bem inacessíveis, mas esse aqui me pegou de surpresa. Estava assistindo alguns videoclipes ao vivo do Portishead no YouTube quando dou de cara com esse aqui ó:

    Simples e interessante, não?

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  • Flunk

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    27/05/2009Música

    Flunk

    Para quem olha a foto pode pensar -- ainda mais quando já se sabe qual são as preferências de quem escreve -- que a banda é da Suécia. Quase lá: Noruega. Não lembro exatamente como e quando Flunk veio até mim. Talvez alguma relação de estilos musicais tenha encurtado o caminho.

    A banda começou no começo de 2000, quando o quarteto se juntava em sessions -- sem compromisso e com muita diversão -, cujas músicas não passavam de projetos instrumentais com samples e vocais soltos. Eles conseguiram assinar contrato com uma gravadora local e logo se destacaram com o cover do New Order, Blue Monday. Não foi o único cover que eles fizeram, mas foi o que deu um empurrãozinho na carreira da banda: a música foi usada, para variar, em várias coletâneas, seriados e filmes.

    O álbum de estréia, “For Sleepyheads Only” (2002), tem exatamente esse propósito: levar o ouvinte para uma galáxia bem distante e isolá-lo de qualquer perturbação que se faça ameaça. O repertório possui elementos do downtempo, batidas dispersas -- posso fazer referência ao dubstep? -, muitos samples e versos jogados porém angelicais, graças à voz infantil de  Anja, na época incerta quanto ao seu futuro de vocalista e líder do Flunk. É claro que os efeitos eletrônicos são apenas a base para construir a sonoridade sonhadora dos noruegueses: guitarra, violão, bateria e baixo são essenciais e transparentes desde o primeiro trabalho.

    O segundo disco, “Morning Star” (2004), agora com todos seus integrantes já firmados, traz um Flunk mais alegre e com alguns dedinhos no pop. Faixas como Morning Star, On My Balcony e Play (essa foi usada na trilha da extinta série The O.C.) provam a docilidade celestial de Anja. O violão tem mais peso na maioria das melodias, entretanto resquícios lo-fi podem ser encontrados, como em Six-Seven Times e Probably (minhas prediletas, aliás). Durante uma mini-turnê nos Estados Unidos, nasceu o cover -- bem melhor do que a original, que me desculpem os fãs -- de See You, do Depeche Mode, que mais tarde faria parte do terceiro trabalho da banda.

    “Personal Stereo” (2007) é o melhor de todos, na minha opinião, a começar pela faixa-título: The One I Love, do R.E.M., serviu de inspiração para compor a letra. Aqui eles atingiram sua maturidade musical, como se tivessem encontrado sua identidade e o equilíbrio entre os samples, os beats e o a bateria, sem alterar obviamente a voz de menina de Anja. Desde as faixas mais fáceis de escutar, como Heavenly e Two Icicles (Change My Ways parece uma versão acústica), até as mais difíceis (demorei para me acostumar com as batidas severas de Keep On e os acordes arranhados de guitarra de If We Kiss). O mais legal de tudo foi Flunk ter liberado algumas faixas no site oficial para um concurso de remixes. Os ganhadores tiveram seu mérito reconhecido em uma compilação entitulada “Democracy”, lançada no mesmo ano.

    Pausa blasé: eles colocaram meus dois remixes nessa coletânea; clique aqui e faça o download gratuito de todas as versões ganhadoras -- mas primeiro, as minhas: If We Kiss (Zee’s Chillin’ Remix) e Diet Of Water And Love (Zee’s Remix).

    O ano de 2008, mesmo com alguns projetos solo de Anja em paralelo, Flunk se reuniu para produzir “This Is What You Get”, lançado agora em maio desse ano. O álbum ainda é um experimento para meus ouvidos. Tem um pouco de cada época do quarteto: o downtempo escondido no interlúdio de Dying To See You, o dubstep se esquivando em Stain e Cardboard Rebel, o pop meloso em Cigarrette Burns, a bateria e a guitarra a todo vapor em Ride, os poucos versos espalhados ecoando em Speedskating, as batidas pesadas e estrondosas em Shoreline, o violão simples e acústico em Down e, só para não desacostumar, mais um cover -- o mais inusitado e diferente de todos -- para finalizar o repertório: Karma Police, do Radiohead. Ouça o álbum na íntegra na página do Last.fm.

    Bônus: faça o download de Silent Night, gravado -- claro! -- no Natal do ano passado. Você também pode ouvir por inteiro o primeiro disco do Flunk lá no Last.fm.

    Blue Monday (New Order cover)

    Six-Seven Times

    On My Balcony

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    25/05/2009Música

    Evan Dando

    Que notícia boa eu li essa semana: The Lemonheads, a banda de rock alternativo liderada pelo vocalista gostoso Evan Dando está com disco novo para o próximo mês: “The Varshons”. O título induz ao que estão pensando (ou não): o repertório é constituído somente por covers. Todo mundo já deve saber – pelo menos para quem conhece a carreira dele – que Evan adora fazer versões, desde as mais tradicionais até as mais bizarras. O single mais conhecido, aliás, é uma versão mais rock de Mrs. Robinson. As mais inimagináveis incluem ABBA (Knowing Me, Knowing You), New Kids On The Block (Step By Step) e Whitney Houston (How Will I Know) – tem também o cover fofo de Luka da Suzanne Vega e até Fade To Black do Metallica.

    Nesse novo disco, a versão mais bizarra foi da Christina Aguilera (cuja letra, na verdade, foi escrita e produzida por Linda Perry, pois sabemos que a competência da loirinha se restringe a rebolar), além de ter colaborações de Liv Tyler e Kate Moss. Confira o tracklist:

    1. I Just Can’t Take It Anymore (Gram Parsons)
    2. Fragile (Wire)
    3. Layin’ Up With Linda (G.G. Allin)
    4. Waiting Around To Die (Townes Van Zandt)
    5. Green Fuz (Randy Alvey & Green Fuz)
    6. Yesterlove (Sam Gopal)
    7. Dirty Robot (feat. Kate Moss) (Arling & Cameron)
    8. Dandelion Seeds (July)
    9. Mexico (Fuckemos)
    10. Hey, That’s No Way To Say Goodbye (feat. Liv Tyler) (Leonard Cohen)
    11. Beautiful (Linda Perry)

    O primeiro single será a primeira faixa, com lançamento na primeira semana de junho. A turnê já começou lá nos EUA (confira as datas aqui), claro, mas quem sabe eles não dão uma passadinha aqui pelo Brasil? Só para constar, eu fui no show deles em 2004.

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    29/04/2009Música

    Big Sir

    Desenterrar o backup de MP3s é uma ótima terapia para meus ouvido, sendo que ando meio perdido no que tange a boas descobertas musicais. Big Sir está lá gravado em um dos meus tantos DVDs, cujos discos fiz questão de resgatar para o meu celular.  

    Big Sir é formado por Lisa Papineau e Juan Alderete de la Peña, baixista da banda The Mars Volta. Não sei dizer se o encontro dos dois teve influências ou do The Mars Volta ou da própria Lisa (nunca ouvi o trabalho deles), mas posso dizer que é um som contagiante, mesmo que seja um tanto experimental – poderia definir como uma breve passagem pelo jazz com suaves doses eletrônicas). O debut “Big Sir” (2000) conta mais com a voz de Papineau, cedendo no seguinte “Und Die Scheiße Ändert Sich Immer” [and the shit is always changing] (2006) para músicas instrumentais. Eles tiveram a ajuda de muitos amigos músicos para a produção desse álbum, mesmo porque há um arsenal de instrumentos: clavinetes e muitos outros derivados de teclados, chocalhos e até apitos.

    Entre um e disco e outro, foi lançado uma coletânea e remixes, “Now That’s What I Call Big Sir” (2001), entretanto não agradaram muitos meus ouvidos. Abro exceção pelo belo cover do Jeff Buckley, Everybody Here Wants You.

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    24/04/2009Música

    Achou que era só aquilo? Tem mais para ouvir e conhecer. ;)

    Anna Ternheim – Strangers In The Night (Frank Sinatra)
    The Cardigans – Das Model (Kraftwerk)
    Susanna And The Magical Orchestra – Enjoy The Silence (Depeche Mode)
    Bernadette Seacrest – Fever (Little Willie John)
    Skye – Feel Good Inc. (Gorillaz)
    Kate Nash – Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)
    Flunk – True Faith (New Order)
    Mia Doi Todd – Norwegian Wood (The Beatles)

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