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Música. Cinema. Livros. Whatever.
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    30/07/2009Livro

    Sou fã do seriado CSI: Las Vegas (as versões de New York e Miami nunca me interessaram) e, por isso, leio quando posso as adaptações que fazem para os livros. Não há tantas histórias lançadas se comparado com o número de temporadas e episódios, contudo acho legal ver os personagens da série encubados em uma trama impressa. Os escritores não variam muito, na sua maioria especialistas no ramo, ex-policiais, ex-delegados e outros cargos relacionados à área de investigação. Apesar do expertise dos autores, o primeiro título que li, “Snake Eyes”, não se aprofundou tanto em detalhes mais técnicos, como partes do corpo e reações químicas – cenas que, se fossem da série, exigiriam uma posterior tradução para os leigos telespectadores como eu; na verdade, sempre acontece.

    CSI: In ExtremisEm “In Extremis”, escrito pelo ex-xerife, ex-policial forense e ex-diretor de laboratório criminal Ken Goddard, o detalhamento de qualquer situação ou lugar me confundiu muito, me obrigando a voltar algumas páginas para entender melhor o que, como e quando os fatos aconteceram. O cenário é desafiador: no meio do deserto. Aqui já começa um obstáculo para mim, visto que tenho dificuldade para visualizar cenas de crime; falo isso por já ter lido vários romances da Agatha Christie que, por não terem um mapa ou planta, me deixavam perdido no meio do caminho (pode começar com as piadinhas). Os envolvidos na cena do crime também tornam o roteiro mais complexo: seis agentes, o motorista do caminhão e vítima principal até o momento não identificada (também pudera, com os miolos do cérebro espalhados pela cabine, ficou difícil mesmo saber reconhecê-lo), um suposto traficante latino e, por último, um atirador profissional.

    Goddard teve a proeza de retratar a exata localização dos suspeitos – mesmo em um lugar inóspito como o deserto de Nevada -, assim como a distância entre os personagens mais distantes. Não sou bom de medidas, então lá se vai mais um ponto contra mim: tudo em feet ou em inches, unidades as quais tive preguiça mental de calcular em metros ou centímetros – às vezes tenho a impressão de que só nós brasileiros utilizamos kilômetros e kilos, mas sei que não estamos sozinhos nessa. Se não bastasse, a direção de cada um servia como reforço para determinar o local dos personagens: em graus quando, por exemplo, alguém estava em cima de uma rocha (boulder em inglês, palavra repetida a todo momento) ou pelos pontos cardeais; me atrapalhou mais ainda… tenho um péssimo senso de direção.

    Quer mais? Não se preocupe, pois detalhe é o que não falta nessa edição. Equipamentos para renderizar a cena do crime em 3D, programas de computador, métodos de processamento de testes químicos (dos mais recentes aos mais antiquados), coleta de pistas e armas  de vários tipos são minuciosamente descritas ao longo das quase trezentas páginas do pocket book. Exagero? Sim. Senti que Ken quis atingir a perfeição, porém deve ter se esquecido de que seus leitores não são especializados no assunto para entender de imediato – ou pior, aguentarem – o que se passa.

    Fico meio desorientado em alguns episódios da TV pela avalanche de informações que a equipe de Gil Grissom descarrega rapidamente, entretanto essa aptidão de acompanhar o ritmo deles é obtida aos poucos. Agora, ter esse mesmo compasso em um livro não gera o mesmo resultado. E não é porque eu li em inglês, o grau de dificuldade seria o mesmo se estivesse em português. No começo do livro, Brass entra em uma discussão calorosa com os dois agentes responsáveis pelo grupo envolvido no tiroteio, momento no qual surge uma sequência de respostas no estilo “bate-e-volta”, cada um deles rebatendo com argumentos para ganharem vantagem. Nesse iterim, você se sente obrigado a saber de todas as restrições de cargo, área e jurisdição da polícia de Las Vegas para seguir adiante com todas as informações fornecidas.

    A frase “melhor pecar pelo excesso do que pela falta” não se aplica para esse livro. Prefiro ler uma história mais simples, displicente de termos técnicos usados nas salas de laboratórios, a uma trama complexa que demora para se desenrolar… e olha que o final não é lá tão deslumbrante para quem se esforçou tanto para chegar na solução do crime.

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    22/05/2009Cinema e TV

    Technorati Profile
    AVISO 1 : contém spoilers. AVISO 2: se procura por download de episódios, parou no lugar errado.

    Desperate Housewives

    A quinta temporada de Desperate Housewives foi a que mais me agradou até agora. Intriga, inveja, brigas, ciúmes e demais sentimentos e atitudes repudiados e disfarçados por todos os personagens do seriado continuam intactos. Claro que é preciso arranjar muito assunto para cada temporada renovada. A criatividade para essa última foi avançar o tempo em cinco anos: os filhos gêmeos de Lynette já estão adolescentes, quase indo para a faculdade – deixando de escanteio a presença dos outros irmãos caçulas; Susan está de namorado novo e misteriosamente está de relações cortadas com Mike – nó que vai se desfazendo aos poucos a cada episódio; Edie retorna ao bairro de Wisteria Lane com seu novo marido, fato de surpresa total para todas as amigas donas-de-casa; as duas filhas de Gaby, ao contrário do corpo definido da mãe, se mostram crianças cuja má alimentação pode servir de aviso para as crianças nos Estados Unidos, onde problema de obesidade é uma (des)preocupação nacional; Bree se dá muito bem com seu livro e seu potencial dote empreendedor – só o marido que não gostou da idéia de ter a esposa se dando bem profissionalmente, mesmo depois de ele ter perdido o posto de dentista por causa de sua recente condenação e prisão.

    Claro que a cada temporada, alguém misterioso sempre tem seu destaque na série. É o caso do marido de Edie, Dave, cujo passado é obscuro – puro cliché, eu sei, mas era preciso dar o clima de suspense no roteiro – vai revelando seu motivo principal: vingar a morte de sua mulher e sua filha pequena, mortas em um acidente provocado por Susan e Mike, causa da separação do casal mais chove-mas-não-molha do elenco. Essa trama toda fez com que Katherine fosse jogada em segundo plano, tornando-a mais uma da liga das desperadas. Até pensei que Katherine fosse substituir Edie no começo, entretanto, nos últimos episódios, esse pensamento entrou em vigor: a morte da loira chocou o bairro inteiro – mas não o diretor, visto que o corte da personagem foi para reduzir custos de produção – e aumentou as chances de Dave se dar bem no seu plano maquiavélico (nossa, quanto tempo eu não ouvia esse adjetivo… rs!). Isso é que, de alguma maneira, me irritou em Desperate Housewives: sempre tem de ter um assassino, sempre um personagem tem de morrer quando ele não se encaixa mais no roteiro. Foi assim com vários, porém as mortes possíveis foram poupadas. Imaginei que Dave iria ter um final trágico, contudo sua volta ao instituto psiquiátrico foi mais lógico do que previsível; foi o mesmo destino com o ex-atual-namorado de Susan: depois de abandonar sua relação, retorna já nos últimos episódios para conseguir visto de permanente no país (para isso, ele propõe o absurdo de se casar com ela), objetivo não alcançado graças à denúcia feita por Dave. Mas é claro que não podiam deixar passar em branco: o médico que acompanhava o tratamento de Dave terminou enforcado pelo próprio paciente no incêndio provocado para matar Mike.

    Algumas abordagens entraram em cena para ver se causavam alguma polêmica, mas ao meu ver passaram em vão. O caso entre a mulher mais velha e o filho de Lynette não me impressionou em nada: basta assistir Nip/Tuck para ver sandices piores (tem um episódio em que um garoto pede para “ficar mais velho”, porém a futura esposa e professora dele o troca pelo irmão caçula após sua cirurgia). O futuro genro da Bree causa um certo desentendimento quando a sogra descobre que ele participou de filme pornô; como diz o ditado popular, “quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho”: Andrew foi um péssimo exemplo de filho nas temporadas anteriores. Os momentos de lição de moral também me incomodaram: os atos inpensáveis e repentinos de Gaby conduzem ao arrependimento, mas nada parece funcionar com a ganância da personagem; para melar mais ainda, o fato de Carlos ter passado por épocas difíceis antes de voltar a enxergar deixa os diálogos mais enjoados ainda. Já que é desnecessário, então que o roteiro seja economizado para cenas mais divertidas.

    O último episódio repetiu a dose do suspense e deixou todos na curiosidade: com quem Mike se casou? Eu aposto na Katherine, mas só no começo; depois vem aquele “volta-não-volta” com Susan. Quem diria que Lynette tivesse a desagradável surpresa de estar grávida – ela mesma duvidou ao perguntar ao médico se não era mesmo câncer – e Tom Scavo tivesse mais um entre seus milhares de sonhos escoado ralo abaixo: ele tinha sido aprovado na faculdade.  Bree foi quem mais me surpreendeu… nem tanto, vai. O papel exemplar da pessoa politicamente correta se transforma da água para o vinho: planos para divorciar de Orson sem perder o dinheiro obtido com anos de trabalho e um promissor caso com o ex-marido de Susan.

    Agora é esperar para ver como será a próxima temporada, cuja benção da renovação de contrato foi dada sem objeções, mesmo com corte de orçamento e muitos cancelamentos de outros seriados tão famosos quanto: Without A Trace, Everybody Hates Chris, My Name Is Earl (fiquei sabendo que iria para outro canal) e According To Jim (esse eu não gostava mesmo, ainda bem que foi descartada), por exemplo.

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    13/05/2009Música

    Marc=George AndersenSteffen Aaskoven
    Na verdade, só conheço o Bliss por causa das participações especiais da Sophie Barker, cujos vocais ficaram conhecidos nos primeiros álbuns do Zero 7 e duas faixas do Groove Armada (Your Song e Inside My Mind, ambos do último trabalho decente que eles fizeram, “Vertigo”).

    “No One Built This Moment” já é o quarto trabalho do quarteto liderado pela dupla Marc-George Andersen e Steffen Aaskoven. Sophie colaborou em três singles do disco anterior “Quiet Letters” (2003): Breathe, Don’t Look Back e Right Here; agora ela emprestou sua voz para a maioria do repertório do disco. Talvez o destaque se dê pela participação do oitentista Boy George no single American Heart, entretanto uma outra artista me chamou a atenção: Ane Brun.

    A musicalidade do Bliss está mais para world music – no que diz respeito a todas aquelas músicas inspiradas na cultura de cada comunidade ou país – do que a música eletrônica propriamente dita. As referências de downtempo ou chillout servem mais como uma máscara para dar ênfase no âmbito comercial: suas músicas já foram utilizadas na campanha da DKNY, episódios do CSI e na trilha sonora do filme “Sex And The City”. Trilhas, aliás, devem ser o hobby preferido deles. Entre os amigos do MySpace estão Steven Spielberg, Francis Ford Coppola e Quentin Tarantino, além de músicos compositores conhecidos como Enio Morricone e Craig Armstrong.

    Independente disso, o estilo de tocar do Bliss é bonito, além de transmitir um clima bem pacífico para a mente: melodias tranquilas e vocais serenos. É para ouvir e relaxar o corpo.

    Calling (feat. Sophie Barker)

    Trust In Your Love (feat. Ane Brun)

    American Heart (feat. Boy George)

    People Among Us

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    23/10/2008Whatever

    Começou a safra de novas temporadas lá nos Estados Unidos. Como os canais tupiniquins não são competentes o suficiente para transmitir em menos de seis meses (um ano, se considerar a Fox), eu faço de tudo para conseguir o que já passou no hemisfério norte. Por enquanto vou falar do primeiro episódio do CSI Las Vegas, porque ainda não deu tempo de assistir Desperate Housewives e Dexter (o principal, por sinal).

    Se não fosse a demissão do ator que faz Warrick, devido ao envolvimento com drogas (quase todas, literalmente), o último episódio da temporada anterior não teria como desfecho a morte do personagem. O primeiro episódio da nona temporada não vai além de simplesmente de contar as consequências: tristeza por parte dos amigos, fazendo com que Sara (que também saiu da série) ressurgisse de sopetão, investigação para descobrir quem foi o assassino (já sabemos desde o começo, o que interessa agora é saber se vão acertar), mais emoção com o funeral de Warrick e uma revelação da vida pessoal dele que surpreendeu a todos – inclusive a nós, telespectadores.


    Até que ele tem cara de Gil Grissom

    Já não tenho muito crédito com o CSI a partir dessa temporada. Ao que tudo indica – aliás, é mais minha opinião do que uma afirmação -, o seriado pode ter um fim próximo. Pode parecer uma visão pessimista, mas com a saída de dois atores (um voluntário e outro involuntário) e a ausência esporádica do produtor/ator que interpreta Gil Grissom, o cabeça da trama, por causa de outras produções paralelas, invariavelmente enfraquecerão a audiência. Pelo que eu li por aí, Laurence Fishburne será o substituto de William Petersen. Duvido que tenha a mesma qualidade daqui para a frente. Mesmo se tiver, estou aos poucos perdendo o tesão de assistir a uma de minhas séries favoritas.

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    29/04/2008Cinema e TV

    Estou chocado. Fiquei muito impressionado. Acabei de assistir ao penúltimo episódio (13) transmitido da oitava temporada do C.S.I. Las Vegas. Eu não tenho paciência para esperar chegar aqui no Brasil, então eu vou atrás do que passa lá nos Estados Unidos primeiro (já vem até legendado, olha que facilidade). Sei que todos estão cansados e não aguentam mais ouvir sobre o caso Isabela. Está insuportável, eu sei; a mídia está adorando o ibope dado pelo caso da menina. Só eles mesmos conseguem ter esse espírito motivador para um fato tão trágico. Continue lendo! »

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