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    17/05/2010Música

    Micky Green

    Vocês já conferiram por aqui um vídeo dela alguns dias atrás. Caiu na mão como indicação do Paulo Tristão (que agora bomba o Facebook de risadas) e já virou playlist repetido durante essa semana.

    Micky Green, nome artístico para Michaela Gehrmann, é uma loira australiana muito bem produzida -- além de muito atraente. Pelo que eu pude ver nos ensaios fotográficos para revistas, Micky ainda guarda seus talentos de modelo (saiu de casa aos dezoito para seguir essa carreira), revezando com seus dotes musicais.

    As músicas de Green são puramente pop, mas daquele pop gostoso de se ouvir enquanto você passeia de carro em uma estrada ensolarada à beira do mar -- deu para visualizar? Não se compara, por exemplo, com o pop enjoado da insossa Lilly Allen, muito menos com o dance grudento e chato da Kate Perry (nenhuma delas merece link). Seu ecletismo tem uma variedade de artistas, como ela mesma descreve:

    Im the kind of girl who likes long walks on the beach and long nights out dancing and cooking in my kitchen and playing the drums and I like doing other things too and listening to stevie wonder Tupac Prince what a hero contreversy

    Seu segundo disco “Honky Tonk”, lançado esse ano, diversifica as melodias e os instrumentos em relação ao seu debut “White T-Shirt”, de 2007 (que, por sinal, lembra muito Madita), tornando-o mais animado e dançante. E quem pensa que a falta de criatividade musical não perseverou, é só ver quem gravou seu disco: Renaud Letang, produtor de Feist, Peaches e Jamie Lidell. Confira a seguir o primeiro single extraído do seu novo disco, T.L., uma levada sensual a base de piano.

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    31/03/2010Podcast

    Natália Nambara

    Natália Nambara também estava lá desde o começo comentando nos shares do Google Reader. Será que só eu não percebo? Às vezes é falta de tempo mesmo para dar conta de tantos itens não-lidos – todos nós nos sentimos culpados e, muitas das vezes, obrigados a ler tudo. No segundo encontro do nossa panelinha, ela estava lá, apesar de não ter ficado muito tempo (quase levou puxão de orelha por causa disso); mas não tem problema, nós damos uma segunda chance para o próximo. O playlist da Natália é recheado de ótimas bandas e ótimas cantoras – sou suspeito para falar, pois sou fã de algumas delas -, balanceado entre o rock e o acústico.

    MP3 | 192 Kpbs | 63.6 Mb | 46’20″ | download

    01. Interpol: Evil
    02. Pixies: Havalina
    03. Spoon: I Summon You
    04. Novos Baianos: A Menina Dança
    05. Bloc Party: This Modern Love
    06. Radiohead: Idioteque
    07. Belle & Sebastian: Get Me Away From Here, I’m Dying
    08. Feist: I Feel It All
    09. Emiliana Torrini: Heartstopper
    10. Death Cab For Cutie: I Will Follow You Into The Dark
    11. The Beatles: I Am The Walrus
    12. Cazuza e Bebel Gilberto: Eu Preciso Dizer Que Te Amo
    13. The Cure: Friday I’m In Love

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    23/11/2009Cinema e TV, Música

    Não tem como não resistir ao filme (500) Dias Com Ela (500 Days With Summer). A fofura começa desde o começo, contando rapidamente o passado de cada um dos personagens: Tom e Summer (daí o título do filme), protagonizados por Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. Não vou falar muito sobre o filme, deixo para você conferir -- mesmo que não seja no cinema, pois pelo que percebi logo estará fora de cartaz.

    O diretor Marc Webb é estreante com longa-metragens, mas soube aproveitar sua experiência com videoclipes (a maioria de bandas pop que eu obviamente não gosto -- exceto essa). Talvez a prova maior esteja na cena em que Tom sai na rua dançando com todo mundo que ele cruza pela frente. A trilha sonora também tem seu peso para deixar a trama mais, digamos, de acordo com a personalidade do casal.

    O disco preferido de Summer era “The Boy With The Arab Strap” do Belle & Sebastian e fã assumida de Ringo Star; Tom tem um pôster dos Smiths colado na parede do seu quarto (isso quando ele ainda é um garoto) e Here Comes Your Man é uma das músicas que ele canta no karaokê; Regina Spektor empresta Us para tocar bem no comecinho da história, Feist vem depois com o hit Mushaboom, seguida de Quelqu’un M’a Dit da Carla Bruni em uma cena em que Tom resolve falar sobre o real status do seu relacionamento com Summer. (abro parênteses para fazer um protesto: por que She’s Like The Wind não entrou no álbum da trilha sonora?)

    A história segue aleatoriamente, voltando e pulando vários dos 500 dias, desde como Tom conheceu Summer até… bom, já falei, vai assistir ao filme. Situações se contradizem com o que era legal até os 50 primeiros dias com o que se tornou um tédio nos primeiros 400 dias, fórmula que funcionou e me arrancou boas risadas. O figurino também faz jus aos personagens: vestidos combinando com os lacinhos no cabelo de Summer e camisetas com estampas simples e descoladas que servem direitinho no corpo magricelo de Tom. Entrentato, sempre tem algum fator que simplesmente não convence: quem é aquela menina que vive aparecendo para Tom com seus conselhos, como se ela fosse madura o bastante para concedê-los? Pode até ser que aconteça, mas achei descenessário.

    Confira a seguir o vídeo de Why Don’t You Let Me Stay Here, single do álbum de She & Him, cuja líder é a própria Zooey Deschanel. Nem preciso falar quem dirigiu…

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    24/08/2009Música

    Eu achei engraçado o nome do álbum “Riot On An Empty Street” (em uma tradução livre, “bagunça em uma rua vazia”) porque o Kings Of Convenience faz de tudo menos barulho. Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye são noruegueses – também pudera, com um nome desses – com cara de nerd que compõem músicas praticamente acústicas e extretamente calmas. Nesse álbum, para deixar as canções ainda mais prazerosas de se ouvir, os garotos convidaram a canadense quase-pop Feist para cantar em algumas faixas (ela gostou tanto que retribuiu, em seus próprios shows, as músicas que participou).

    O dueto começou a tocar despretenciosamente em uma banda que não foi a lugar algum. Cada um seguiu seu próprio caminho: Erlend ainda se arriscou em uma outra banda como guitarrista (os óculos se tornaram sua marca registrada) e Eirik resolveu se dedicar à psicologia. Depois de um tempo se reencontrando em Londres, resolveram unir forças, ir atrás de uma gravadora e realizar o sonho de serem os “reis” do violão. Tudo veio à tona com bastante conveniência – que me perdoem o trocadilho.

    Eles não são famosos – pelo menos eu não conheço muitas pessoas que os conheçam. Contudo, fiquei surpreso quando descobri que eles deram o ar da graça em território brasileiro. Eles voaram até a cidade maravilhosa e deixaram uma palhinha, bem no meio da praia de Ipanema, para quem quisesse escutar. Quem sabe eles não voltam para um bis.

    Erlend se aventurou em um projeto solo totalmente eletrônico – com a ajudinha de alguns amigos DJs -, mas não deixa de lado a amizade que tem com seu rei companheiro. Sempre que podem, seja na casa de um ou no apartamento de outro, eles se sentam, preparam um chá e começam a fazer o que mais gostam: compor música e tocar violão.

    Ouça o MySpace dos garotos para conhecer um pouco mais da música deles. Eles já avisaram que tem novo disco para sair em breve: “Declaration of Dependence”.

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    04/05/2009Whatever

    Já não assisto muito TV aberta, e justo quando resolvo ligar em algum canal, passa um comercial da Brastemp. A campanha é plágio do vídeo abaixo. Não que isso seja importante, mas a falta de criatividade dos publicitários brasileiros às vezes me irrita.

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  • Mocky

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    28/04/2009Música

    Mocky

    Conheço o Mocky porque ele remixou a música mais famosa da Feist, Mushaboom; tem também uma participação da canadense em uma de suas músicas, Fightin’ Away The Tears… e só. Não conheço mais nada do moço. Olhando a discografia completa, vi que ele já tocou com Jamie Lidell, compositor e músico de melodias soul e jazz (que inclusive já colaborou com Matthew Herbert e sua Big Band).

    Seu último álbum “Saskamodie” – o primeiro que escuto, aliás – tem uma levada mais 70s com a ajuda de muitos instrumentos, a maioria tocada pelo próprio Mocky. Jamie e Feist colabaram com alguns desses instrumentos, além de alguns backing vocals (os quais eu não percebi até agora…). Poucas músicas são cantadas, como a suave Somehow Someway e a sussurrante Little Journey, entretanto o conteúdo todo é uma boa dica para quem quer relaxar e esquecer que o mundo existe.

    Music To My Ears

    Birds Of A Feather

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    21/04/2009Música

    (assista ao vídeo primeiro para não reclamar de spoilers, por mais que não seja um filme ou um seriado)

    Acho que já falei, caso não, falo agora: eu odeio Depeche Mode. Nenhuma música me agrada exceto as que todos conhecem (duas, três?). Wrong, primeiro single do último álbum de estúdio do grupo “Sounds Of Universe”, não faz parte da exceção: é péssima, o que me leva a conclusão de que o resto das faixas também devem ser insuportáveis.

    Só estou escrevendo esse post por causa do clipe. O clipe sim é legal. Assustador, na verdade. Imagine-se dentro de um carro com as mãos amarradas e com a sua cara tampada por uma máscara que vai te sufocando conforme seu desespero aumenta. O detalhe é que o veículo se encontra na contra-mão e seu pé está fincado no acelerador.

    Como se fosse regra, videoclipe nunca tem uma história coerente. É só aquilo e pronto, não tente entender. Entretanto, esse vídeo deveria ter uma segunda parte ou, sei lá, um making of só para explicar aos curiosos como o sujeito foi parar no carro daquele jeito. É querer demais, ainda mais para alguém que despreza o Depeche Mode como eu.

    O diretor Patrick Daughters não é conhecido -- pelo menos não por mim, quem sabe o Giovanealex saiba quem é. Fuçando o Wikipedia, descobri que ele só dirige videoclipes e comerciais, mas deu para perceber que o cara tem bom gosto musical: Interpol, Feist e Beck, por exemplo. Se bobear, ele é fã do Yeah Yeah Yeahs, pois tem uns quatro vídeos dirigidos por ele. Não assisti a todos para dizer com precisão total que esse ou aquele é o estilo do Patrick. Pelo pouco que vi, ele sabe qual é o tipo de som de cada banda e acerta no clima da música.

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    02/10/2008Música

    É difícil isso acontecer: amor à primeira ouvida. Não que seja raro, mas não é sempre que escuto uma única música e já me apaixono pela voz ou pela melodia. (lembro de ter tido a mesma sensação com o “Binaural” do Pearl Jam e, claro, “Reveal” do R.E.M.)

    LenkaComo sei que minhas preferências musicais às vezes sofrem preconceito com meus colegas de trabalho – também pudera, eu sou super radical com as preferências musicais deles -, já me preparei para as pedradas. Entretanto, a recepção foi boa, só um deles falou que parece a Lilly Allen (sem link porque ela não merece). Mas não se preocupe, não tem nada a ver com a Lilly, pelo contrário, Lenka (que nome é esse, afinal?) é muito mais animada, afinada e, acima de tudo, muito mais meiga. Uma doçura de pop. Não sei muto sobre ela ainda, assim como todos os outros reviews que li por aí: menina australiana que treinou seus dotes de atriz com Cate Blanchett e que depois se mudou para a Califórnia tentar sua carreira de cantora.

    Quando comecei a ouvir o álbum, veio à mente algumas referências femininas: Lykke Li, St. VincentNew Buffalo e até Feist. Já deu para perceber como ela é boa – e como você pode confiar cegamente no meu gosto musical.

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    03/08/2008Música

    Fazendo o infinito backup das minhas músicas, descobri que:

    Bitter:Sweet, liderado pela baixista/programador do esquecido Supreme Beings Of Leisure, lançou o segundo disco. O primeiro foi há dois anos. O SBL também lançou um esse ano, mas não gostei nem um pouco. Espero que ele fique com o projeto paralelo. Pra variar um pouquinho, não deu tempo de conferir o playlist do novo álbum.

    Jem está com música nova, adivinha onde? Na trilha do “Sex And The City”. É apenas uma prévia do novo álbum dela, a ser lançado esse ano. Tanta espera, viu… o primeiro disco dela estreou em 2004!

    Brazilian Girls está com disco novo, “NYC”. Ouvi as que estão online no MySpace deles e até que gostei, apesar de não combinar muito com o som deles. Enfim, quando o álbum for lançado, pode voltar aqui que vai ter post especial para eles.

    Broken Social Scene vai fazer show aqui em São Paulo pelo Eventful (nem lembro como e quando me cadastrei, agora recebo newsletters; é bem útil). Tudo bem, eu nunca ouvi nada deles – consequentemente não sou fã -, mas se a Leslie Feist e a Emily Haines aparecessem, eu até me arriscaria a ir. Pena que elas não fazem mais parte da banda – ou, por outro lado, que bom que elas seguiram carreira solo e se deram muito melhor. Comentários a parte, isso prova que Canadá não serve só pra produzir Alanis Morissette e Celine Dion – nem vou me dar o trabalho de linkar essas duas.

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    18/04/2008Música

    Bom dia, boa tarde ou boa noite, dependendo de quando você ler esse texto. Não tenho nada para falar ou escrever. Para não deixar o meu renomado blog às moscas, vou gabaritar dois posts – se for, claro, de interesse de alguém.

    Meme Musical: a música é Erase/Rewind do The Cardigans.
    Qual é a música: Sugar Sweet do The Icicles (Motorola), Mushaboom da Feist (Lacoste), Good Friday do CocoRosie (Kenzo) e Ooh La La do Goldfrapp (Toyota Corolla).

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