Zé Offline
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05/03/2010Música
A foto assusta um pouco -- parece aquelas estátuas de cera que olham para o nada -, mas a recomendação masculina de hoje vale a pena. Craig Ramsey canta, compõe e toca suas músicas do primeiro álbum “Parting Gift For A Party Girl” com uma simplicidade que migra do folk ao indie pop escocês. Nada muito longo; você ouve as doze faixas em apenas meia hora, uma viagem rápida e agradável que não cansa se colocar no repeat. Veja a seguir apresentação ao vivo com sua banda de apoio The Nice People, tocando Going To Bed, uma das faixas do álbum:
Tags: craig ramsey, folk, going to bed, indie pop, parting gift a party girl, the nice people -
11/02/2010Música
O velho e bom newsletter ajuda nessas horas. Conectado em tantas redes socias torna impossível minha capacidade de acompanhar todas as novidades musicais. Depois da ótima notícia que tive da Angela McCluskey, agora é a vez de Tracey Thorn.
Como tendência entre vários artistas, a vocalista do Everything But The Girl largou da gravadora Virgin/EMI/Astralwerks e lançará seu próximo trabalho solo na primavera (do lado de lá) desse ano. A novidade é que o álbum será lançado pela gravadora independente do maridão Ben Watt, Strange Feeling Records (irmã da Buzzin’ Fly Records). O novo disco contará com a produção de Ewan Pearson e colaborações de Jens Lekman e Cortney Tidwell - sentiram o clima de folk no ar? Ela mesma se diz bem epolgada:
I’m very excited by this. Back to being on an indie again, and of course lovely to be working with Ben and his set-up.
O site foi mantido, mas por enquanto não está atualizado. Aproveite para acessar e cadastrar seu e-mail para ficar a par também do que virá daqui pela frente.
Tags: ben watt, buzzin fly records, cortney tidwell, everything but the girl, ewan pearson, folk, jens lekman, strange feeling records, tracey thorn -
04/02/2010Música
Esse é para quem gosta de um indie rock mais tranquilo, quase com o pezinho lá no folk. Tom McRae não chama atenção só por causa da cor de seus olhos -- para falar a verdade, foi o que me fez escolher essa foto. Em dez anos de carreira, com seis álbuns no portifólio (o último, “The Alphabet Of Hurricanes”, a ser lançado no final de fevereiro), o compositor britânico cativou muito os norte-americanos:
“Just Like Blood”, his second album was released to wide acclaim, especially in America, where every track was licensed for tv and film use, his style of music fitting perfectly the more darker output of LA’s film studios.
Não acompanho a trajetória de Tom por não conhecer muito seu trabalho -- sem menosprezar suas músicas, pois sei que elas são produzidas com maestria para quem tem os ouvidos certos e distintos para aprecia-las -, porém, como disse no começo, é uma dica valiosa entre os cantores que, senão raríssimas, algumas vezes aparecem de sopetão aqui no blog.
Confira a seguir uma versão ao vivo de Mermaid Blues, faixa de seu segundo disco:
Tags: folk, indie rock, just like blood, the alphabet of hurricanes, tom mcrae
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18/12/2009Música
Uso a própria descrição de Jenny Jenkins: sort of funny/sad/dirty songs. Músicas engraçadas, tristes e sujas. É a impressão que fica quando você ouve o disco “Oventoucher”. Vendo sua foto acima ao vivo, apenas ela e o ukelele, pode não convencer muito, pois o forte de Jenny está nas letras, já que as melodias não se destacam tanto – aliás, do que mais um cantor folk precisa além de um violão ou um ukelele?
Senti uma afinidade com Regina Spektor ou, ainda, Fiona Apple na maneira como canta, mas também percebi uma certa revolta com os homens, assim como foi Alanis Morissette em começo de carreira. Jenny realmente parece despejar toda sua revolta contra o sexo masculino, como se estivesse ao seu lado apontando o dedo e gritando na sua orelha.
PS: Jenny Jenkins é nome de uma música da Lisa Loeb. Sei que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas só queria comentar.
Tags: folk, jenny jenkins, oventoucher -
22/09/2009MúsicaMeus artigos, na maioria das vezes, trazem artistas conhecidos, mesmo sendo do mundo da música alternativa. Há outros, entretanto, que não têm o mesmo êxito e fazem de tudo para divulgar seus trabalhos, seja através da mídia tradicional (rádio ou TV, além dos veículos impressos) ou de canais online, como MySpace, iLike e sites especializados. Hoje falo de duas cantoras de folk as quais merecem um destaque entre minhas descobertas.

Kat Flint me surpreende pela sua dedicação em se lançar sozinha. Sim, sozinha porque só o fato de ter contrato com uma gravadora não significa que você terá todo o suporte – e patrocínio, principalmente – para divulgação. Sua única forma de promoção é a sua página do MySpace, que tem tudo o que você precisar dela: onde comprar os singles e os discos, shows, vídeos (oficiais e ao vivo), enviar e-mail ou se increver em newsletters, links do iLike e até do Twitter! E não pára por aí: ela não tem vergonha e pede no seu blog (do MySpace mesmo) ajuda para organizadores de eventos e promoters para expandir sua turnê.

Comecei a ouvir Holly Throsby desde o seu álbum de estréia “On Night”, em 2004. Sua voz serena, junto de seu violão, me cativou no primeiro momento. Lembro que na época não encontrava muitas resenhas ou artigos falando sobre a moça australiana. O MySpace mais uma vez era a única fonte confiável que eu podia contar para saber de novidades. Como se fosse uma regra, seus discos foram lançados a cada dois anos, sendo que “A Loud Call” pareceu ter vindo com mais força e reconhecimento. Agora Throsby pode desfrutar de um site – mesmo que só tenha a frase “web site coming soon.” – e estampar com orgulho um poster da gravadora com elogios de revistas que entendem muito bem do assunto.
Tags: a loud call, dirty birds, folk, holly throsby, kat flint, on night -
11/09/2009Música
Por incrível que pareça, Mia Doi Todd não é indiana ou outra nacionalidade que seu nome lhe faça pensar. Nascida e crescida na cidade de Los Angeles, Mia sempre teve o belo dom de compor músicas. Talvez pela influência de seus amigos que estavam na onda do indie rock no começo dos anos 90, ela resolveu segui-los, porém por um caminho mais calmo e pacífico.
Além dos dotes vocais – sua voz é graciosa, fina e delicada como uma seda -, ela também tem o dom de tocar violão. Unindo o útil ao agradável, Mia lançou seu primeiro trabalho, “The Ewe & The Eye”, em 1997, um álbum extremamente acústico e rústico. Foi assim, inclusive, com os dois próximos discos, “Come Out Of Your Mine” e “Zeroone”. Somente com “The Golden State” é que ela conseguiu uma produção digna de gravadora, assim como foi o primeiro álbum a chamar a atenção da crítica – no lado positivo, claro.
Mesmo assim, Mia não deixou para trás seu jeito simples de tocar e cantar. Suas letras, ricamente escritas (apesar do sotaque, mesmo nativo, não ajudar muito), descrevem o encanto que ela tem com a natureza, além das desavenças corriqueiras que acontecem entre os seres humanos. No disco “Gea” (2008), Mia parece voltar nos tempos de faculdade, quando escreveu suas primeiras canções. Ela parece expor com mais veemência seus sentimentos, as emoções à flor da pele quando se aprecia, digamos, o pôr do sol no topo de uma montanha. Os atritos pessoais também surgem entre uma música e outra, o que nos faz refletir até quando (e quão longe) vale a pena persistir em um relacionamento.
É ouvir e se apaixonar pela delicadeza de sua voz e pela sutileza em suas letras.
Tags: come out of your mine, folk, gea, mia doi todd, the ewe and the eye, the golden state, zeroone -
15/07/2009Música
Olhei, li de novo, digitei várias vezes e nada. Fiquei espantado quando constatei que não tinha escrito nada, absolutamente nada, ainda sobre Sarah Blasko. Shame on me! Para redimir meus pecados frente a uma falta tão grave, escrevo agora sobre o novo disco dela.
Sarah estreou no mundo do pop rock australiano com o disco “The Overture & The Underscore”, gravado em 2004 em Hollywood. A partir daí, teve seu primeiro trabalho lançado em todos os cantos do mundo, além de ter feito turnê junto com Tom McRae e Martha Wainwright (isso mesmo, é a irmã do Rufus). Nem deu tempo de respirar e no final de 2006 ela se enclausurou no estúdio para preparar mais doze faixas, as quais fariam parte do “What The Sea Wants, The Sea Will Have” (a capa do álbum transforma as mechas de Sarah em infinitas ondas do mar).
Agora em 2009, Blasko viajou até a Suécia para gravar seu terceiro trabalho “As Day Follows Night”. Largando o site oficial no arquivo morto e contando suas experiências e notícias em um blog não registrado de template simpático e simples (pecou apenas por não liberar os comentários), Sarah vai divulgando modestamente, na minha opinião, seu melhor disco de carreira. Se no debut Sarah revelou sua preferência pelo rock, às vezes alternando com algumas notas de violão, agora ela demonstra muita afinação nos arranjos escolhidos, dando um clima campestre para a maioria do repertório.
Prova disso é o primeiro single All I Want, cuja entonação na voz se faz justa comparação com Ane Brun. O segundo single No Turning Back rompe a atmosfera folk com batidas acentuadas e firmes um pouco antes das últimas faixas, apesar de algumas predizerem o mesmo tipo de percussão, tais como Hold On My Heart e Bird On A Wire. Is My Baby Yours, com sua melodia ditada por pouquíssimos acordes de violão, chega ao ápice vocal no refrão-título, entretanto não vence a belíssima melodia de Down On Love. Night & Day fecha elegantemente com uma coleção equilibrada de todos os instrumentos usados desde a primeira música.
Confira a seguir o vídeo de primeiro single:
P.S.: não pequei tanto assim, citei um cover dela não faz muito tempo.
Tags: all I want, ane brun, as day follows night, australia, folk, martha wainwright, no turning back, pop, rock, sarah blasko, the overture & the underscore, tom mcrae, what the sea wants the sea will have -
08/07/2009Música
Mais uma banda canadense para minha coleção: Great Lake Swimmers. Não li muito sobre eles, sei que botaram o pé na estrada no começo dos anos 2000, tocando humildemente um folk que abusa de notas vagarosas no violão (mesmo que pareça de propósito, o instrumento deixa em segundo plano os outros integrantes do grupo).
No quarto disco de estúdio, “Lost Channels” não traz nenhuma novidade ou mudança notável em relação aos trabalhos anteriores. O mesmo violão, a mesma voz sofrida e ao mesmo tempo piedosa de Tony Dekker, a mesma impressão de ser tomado por uma repleta paz de espírito, contudo percebe-se uma tímida exaltação tentando se sobressair de todas essas características.
Talvez essa tranquilidade toda se justifique nos lugares onde Tony escolheu para as gravações, tais como igrejas antigas, construções históricas e áreas rurais. O título do álbum não podia ser mais pitoresco: faz referência a uma certa passagem do Rio São Lourenço, próximo de onde eles gravaram, onde um barco de exploração militar se deu como desaparecido em 1760. O vídeo do novo single Pulling On A Line também, claro, não poderia ser diferente e manteve o mesmo clima bucólico:
Tags: canadá, folk, great lake swimmers, lost channels, quebec, rio são lourenço, st. lawrence river, tony dekker, toronto
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02/07/2009Música
Não resisti e já estou me derretendo com a voz dócil dela. Elizabeth Abby Lynn Ziman, Pete Woodman Lalish e Dan Molad conduzem o Elizabeth & The Catapult. Elizabeth, claro, é a líder do trio novaiorquino que trouxe tantas influências musicais à tona: cresceu perto de lugares frequentados antes por Bob Dylan e Joni Mitchell.
O álbum de estréia “Taller Children” (cuja capa deve ter sido inspirada na foto que escolhi para ilustrar esse post) tem um quê de pop, transmite repleta alegria, daquelas de ficar rindo à toa. Quando se fala em banda que surgiu da cena alternativa de tal lugar – ainda mais de Nova York, cidade cosmopolita e criativa em todos os sentidos -, logo vem a imagem de pessoas com roupa rasgada e que não lavam o cabelo há duas semanas (ou mais). O estereótipo se desmancha quando nos deparamos com indivíduos cuja felicidade está estampada no sorriso de cada um.
Não só de rock foi produzido o disco. Alguns convidados apareceram para complementar os arranjos: baixo, violino e trompete foram alguns dos instrumentos que preencheram o repertório com toques sutis de jazz, pitadas de folk e adornos orquestrais. Eles até fizeram um cover de Leonard Cohen, Everybody Knows: batidas determinam a firmeza da música no começo, desmanchando-se na leveza de vários instrumentos ao mesmo tempo. A canção que arrematou meus ouvidos foi Just In Time, Elizabeth no seu mais afinado tom com notas de piano ao fundo para embelezar mais ainda a composição. Confira o vídeo da faixa que leva o título do álbum:
Tags: dan molad, elizabeth abby lynn ziman, elizabeth and the catapult, everybody knows, folk, jazz, leonard cohen, Nova York, orquestra, pete woodman lalish, taller children -
25/06/2009Música
A foto dela poderia ser a única estampa para esse post, só pela simplicidade em seu olhar -- além da carinha de menina. Madelaine Hart está começando agora, aos poucos: lançou dois EPs, “Live And Acoustic” e “Silent Type”, entretanto não dá dicas para o lançamento de um álbum. Folk carregado pelas notas do violão e uma voz tremendamente forte e robusta. Já cheguei a ler comparações com Joni Mitchell (talvez pela melancolia das melodias e o tom tristonho de cantar). Tentei puxar algo mais no seu site oficial, mas encontrei apenas uma frase:
I am from Melbourne but now reside in ’sunny’ Hackney, London where I write the songs that I record and gig.
I hope there is something in my music for you. xx
E é isso. Nem as resenhas colecionadas pela “Melbourne-ite” no site contam muito além do que já percebemos ao experimentar suas músicas. Sinta o poder de Madelaine Hart:
Tags: folk, joni mitchell, live and acoustic, madelaine hart, silent type


































Falou e disse