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Música. Cinema. Livros. Whatever.
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    28/06/2010Música

    Pensei que nunca mais fosse usar a seção das rapidinhas, mas ultimamente não tenho tido inspiração o bastante para escrever sobre cada uma da bandas. Vamos ao resumo do que ando ouvindo nas últimas semanas.

    Woods: mais uma banda nascida do Brooklyn que, mesmo já tendo a natureza estampada no nome, faz questão de enraizar as belezas naturais nas capas dos discos. O folk se mistura com o psicodelismo dos anos 60 e faz com que algumas músicas se tornem uma viagem transcendental com o vocalista ecoando pelas caixas de som (ou pelos seus fones de ouvido).

    Wild Nothing: não gostei quando ouvi da primeira vez. Mas foi só na primeira. Banda norte-americana de um homem só (mas que conta com mais integrantes para tocar ao vivo), Jack Tatum produz um shoegaze nostálgico de algumas décadas atrás que, às vezes, soa um pouco melancólico demais.

    The Mary Onettes: grupo da Suécia para manter meu orgulho por esse país tão rico em diversidade musical. Eles se formaram há dez anos, mas por enquanto só lançaram dois álbuns, sendo que o último saiu ano passado. O rock também é presente, porém com influências notórias de tudo que você pode se lembrar dos anos 80.

    Film Noir: olha a Suécia aí de novo. Dessa vez é um quarteto que emite uma sonoridade em câmera lenta, com notas rastejantes de guitarra e um piano sobressalente. É impossível não lembrar de Sigur Rós, mas a referência não chega a ser uma imitação.

    The Juliets: de volta aos Estados Unidos, esse quinteto de Detroit consegue harmonizar violão e violino, resultando em músicas pop e clássicas. Minha preferida fica por conta de The Letter, mas o repertório todo do disco de estreia, que leva o próprio nome da banda, cativa com essa exótica combinação musical.

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    16/06/2010Música

    Forest City Lovers

    A foto acima pode parecer um tanto bucólica, mas a banda canadense (parece que o Canadá se fez o país-referência do ano para bandas alternativas) Forest City Lovers mostra um som não muito diferente do que retratam em seu figurino -- que também, convenhamos, é um pouco rural se olhado de longe.

    A foresta está no nome da banda e as artes dos discos anteriores, tanto como o debut “The Sun And The Wind” e “Haunting Moon Sinking”, dedicam a vida em meio ao cerrado e à natureza como premissa. Como parte dessa ode ao verde, o folk está presente na maioria de suas composições, salvo algumas notas discretas de guitarra e arranjos bem humildes. O último álbum “Carriage”, lançado esse ano, faz jus ao violão e a pouca duração das músicas, incentivando quem gostou a escutar mais uma vez para continuar o clima camponês e imaginar os passarinhos piando nos galhos das árvores -- sim, eu me inspirei na foto deles para tal descrição. Confira a seguir o vídeo do single extraído do último trabalho, If I Were A Tree:

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    13/04/2010Música

    Lou Rhodes

    Todo mundo deve saber a admiração que tenho por Lou Rhodes. Seu dom de compor, tocar e cantar me impressionam desde os tempos do Lamb. Mesmo em trabalho solo, com um estilo musical completamente diferente, Lou consegue manter sua magnitude intacta. É o que acontece em seu mais recente álbum “One Good Thing”: a harmonia perfeita entre o violão dedilhado e a afinação levemente rouca e trêmula de Rhodes. Os arranjos instrumentais só complementam a beleza melódica das canções, tais como Janey e The Ocean (Time Travellers Wife). Veja a seguir o vídeo oficial do primeiro single One Good Thing:

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    05/03/2010Música

    Craig Ramsey

    A foto assusta um pouco -- parece aquelas estátuas de cera que olham para o nada -, mas a recomendação masculina de hoje vale a pena. Craig Ramsey canta, compõe e toca suas músicas do primeiro álbum “Parting Gift For A Party Girl” com uma simplicidade que migra do folk ao indie pop escocês. Nada muito longo; você ouve as doze faixas em apenas meia hora, uma viagem rápida e agradável que não cansa se colocar no repeat. Veja  a seguir apresentação ao vivo com sua banda de apoio The Nice People, tocando Going To Bed, uma das faixas do álbum:

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    11/02/2010Música

     Tracey Thorn

    O velho e bom newsletter ajuda nessas horas. Conectado em tantas redes socias torna impossível minha capacidade de acompanhar todas as novidades musicais. Depois da ótima notícia que tive da Angela McCluskey, agora é a vez de Tracey Thorn.

    Como tendência entre vários artistas, a vocalista do Everything But The Girl largou da gravadora Virgin/EMI/Astralwerks e lançará seu próximo trabalho solo na primavera (do lado de lá) desse ano. A novidade é que o álbum será lançado pela gravadora independente do maridão Ben Watt, Strange Feeling Records (irmã da Buzzin’ Fly Records). O novo disco contará com a produção de Ewan Pearson e colaborações de Jens Lekman e Cortney Tidwell - sentiram o clima de folk no ar? Ela mesma se diz bem epolgada:

    I’m very excited by this. Back to being on an indie again, and of course lovely to be working with Ben and his set-up.

    O site foi mantido, mas por enquanto não está atualizado. Aproveite para acessar e cadastrar seu e-mail para ficar a par também do que virá daqui pela frente.

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    04/02/2010Música

    Tom McRae

    Esse é para quem gosta de um indie rock mais tranquilo, quase com o pezinho lá no folk. Tom McRae não chama atenção só por causa da cor de seus olhos -- para falar a verdade, foi o que me fez escolher essa foto. Em dez anos de carreira, com seis álbuns no portifólio (o último, “The Alphabet Of Hurricanes”, a ser lançado no final de fevereiro), o compositor britânico cativou muito os norte-americanos:

    “Just Like Blood”, his second album was released to wide acclaim, especially in America, where every track was licensed for tv and film use, his style of music fitting perfectly the more darker output of LA’s film studios.

    Não acompanho a trajetória de Tom por não conhecer muito seu trabalho -- sem menosprezar suas músicas, pois sei que elas são produzidas com maestria para quem tem os ouvidos certos e distintos para aprecia-las -, porém, como disse no começo, é uma dica valiosa entre os cantores que, senão raríssimas, algumas vezes aparecem de sopetão aqui no blog.

    Confira a seguir uma versão ao vivo de Mermaid Blues, faixa de seu segundo disco:

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    18/12/2009Música

    Uso a própria descrição de Jenny Jenkins: sort of funny/sad/dirty songs. Músicas engraçadas, tristes e sujas. É a impressão que fica quando você ouve o disco “Oventoucher”. Vendo sua foto acima ao vivo, apenas ela e o ukelele, pode não convencer muito, pois o forte de Jenny está nas letras, já que as melodias não se destacam tanto – aliás, do que mais um cantor folk precisa além de um violão ou um ukelele?

    Senti uma afinidade com Regina Spektor ou, ainda, Fiona Apple na maneira como canta, mas também percebi uma certa revolta com os homens, assim como foi Alanis Morissette em começo de carreira. Jenny realmente parece despejar toda sua revolta contra o sexo masculino, como se estivesse ao seu lado apontando o dedo e gritando na sua orelha.

    PS: Jenny Jenkins é nome de uma música da Lisa Loeb. Sei que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas só queria comentar.

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    22/09/2009Música

    Meus artigos, na maioria das vezes, trazem artistas conhecidos, mesmo sendo do mundo da música alternativa. Há outros, entretanto, que não têm o mesmo êxito e fazem de tudo para divulgar seus trabalhos, seja através da mídia tradicional (rádio ou TV, além dos veículos impressos) ou de canais online, como MySpace, iLike e sites especializados. Hoje falo de duas cantoras de folk as quais merecem um destaque entre minhas descobertas.

    Kat Flint

    Kat Flint me surpreende pela sua dedicação em se lançar sozinha. Sim, sozinha porque só o fato de ter contrato com uma gravadora não significa que você terá todo o suporte – e patrocínio, principalmente – para divulgação. Sua única forma de promoção é a sua página do MySpace, que tem tudo o que você precisar dela: onde comprar os singles e os discos, shows, vídeos (oficiais e ao vivo), enviar e-mail ou se increver em newsletters, links do iLike e até do Twitter! E não pára por aí: ela não tem vergonha e pede no seu blog (do MySpace mesmo) ajuda para organizadores de eventos e promoters para expandir sua turnê.

    Holly Throsby

    Comecei a ouvir Holly Throsby desde o seu álbum de estréia “On Night”, em 2004. Sua voz serena, junto de seu violão, me cativou no primeiro momento. Lembro que na época não encontrava muitas resenhas ou artigos falando sobre a moça australiana. O MySpace mais uma vez era a única fonte confiável que eu podia contar para saber de novidades. Como se fosse uma regra, seus discos foram lançados a cada dois anos, sendo que “A Loud Call” pareceu ter vindo com mais força e reconhecimento. Agora Throsby pode desfrutar de um site – mesmo que só tenha a frase “web site coming soon.” – e estampar com orgulho um poster da gravadora com elogios de revistas que entendem muito bem do assunto.

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    11/09/2009Música

    Mia Doi Todd

    Por incrível que pareça, Mia Doi Todd não é indiana ou outra nacionalidade que seu nome lhe faça pensar. Nascida e crescida na cidade de Los Angeles, Mia sempre teve o belo dom de compor músicas. Talvez pela influência de seus amigos que estavam na onda do indie rock no começo dos anos 90, ela resolveu segui-los, porém por um caminho mais calmo e pacífico.

    Além dos dotes vocais – sua voz é graciosa, fina e delicada como uma seda -, ela também tem o dom de tocar violão. Unindo o útil ao agradável, Mia lançou seu primeiro trabalho, “The Ewe & The Eye”, em 1997, um álbum extremamente acústico e rústico. Foi assim, inclusive, com os dois próximos discos, “Come Out Of Your Mine” e “Zeroone”. Somente com “The Golden State” é que ela conseguiu uma produção digna de gravadora, assim como foi o primeiro álbum a chamar a atenção da crítica – no lado positivo, claro.

    Mesmo assim, Mia não deixou para trás seu jeito simples de tocar e cantar. Suas letras, ricamente escritas (apesar do sotaque, mesmo nativo, não ajudar muito), descrevem o encanto que ela tem com a natureza, além das desavenças corriqueiras que acontecem entre os seres humanos. No disco “Gea” (2008), Mia parece voltar nos tempos de faculdade, quando escreveu suas primeiras canções. Ela parece expor com mais veemência seus sentimentos, as emoções à flor da pele quando se aprecia, digamos, o pôr do sol no topo de uma montanha. Os atritos pessoais também surgem entre uma música e outra, o que nos faz refletir até quando (e quão longe) vale a pena persistir em um relacionamento.

    É ouvir e se apaixonar pela delicadeza de sua voz e pela sutileza em suas letras.

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    15/07/2009Música

    Olhei, li de novo, digitei várias vezes e nada. Fiquei espantado quando constatei que não tinha escrito nada, absolutamente nada, ainda sobre Sarah Blasko. Shame on me! Para redimir meus pecados frente a uma falta tão grave, escrevo agora sobre o novo disco dela.

    Sarah estreou no mundo do pop rock australiano com o disco “The Overture & The Underscore”, gravado em 2004 em Hollywood. A partir daí, teve seu primeiro trabalho lançado em todos os cantos do mundo, além de ter feito turnê junto com Tom McRae e Martha Wainwright (isso mesmo, é a irmã do Rufus). Nem deu tempo de respirar e no final de 2006 ela se enclausurou no estúdio para preparar mais doze faixas, as quais fariam parte do “What The Sea Wants, The Sea Will Have” (a capa do álbum transforma as mechas de Sarah em infinitas ondas do mar).

    Agora em 2009, Blasko viajou até a Suécia para gravar seu terceiro trabalho “As Day Follows Night”. Largando o site oficial no arquivo morto e contando suas experiências e notícias em um blog não registrado de template simpático e simples (pecou apenas por não liberar os comentários), Sarah vai divulgando modestamente, na minha opinião, seu melhor disco de carreira. Se no debut Sarah revelou sua preferência pelo rock, às vezes alternando com algumas notas de violão, agora ela demonstra muita afinação nos arranjos escolhidos, dando um clima campestre para a maioria do repertório.

    Prova disso é o primeiro single All I Want, cuja entonação na voz se faz justa comparação com Ane Brun. O segundo single No Turning Back rompe a atmosfera folk com batidas acentuadas e firmes um pouco antes das últimas faixas, apesar de algumas predizerem o mesmo tipo de percussão, tais como Hold On My Heart e Bird On A Wire. Is My Baby Yours, com sua melodia ditada por pouquíssimos acordes de violão, chega ao ápice vocal no refrão-título, entretanto não vence a belíssima melodia de Down On Love. Night & Day fecha elegantemente com uma coleção equilibrada de todos os instrumentos usados desde a primeira música.

    Confira a seguir o vídeo de primeiro single:

    P.S.: não pequei tanto assim, citei um cover dela não faz muito tempo.

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