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    19/04/2010Música

    Brasstronaut

    Indicação ilustre do Pelvini, Brasstronaut é mais uma banda que vai direto para o meu acervo de talentos canadenses. Formado por seis instrumentistas, cada um na sua especialidade, eles criam músicas guiadas pela melancolia e estampadas com elementos de indie rock e soul: solos quase intermináveis de piano intercalados com trompete e uma humilde e discreta percussão.

    Por enquanto o grupo conta um com álbum apenas, “Mount Chimaera”, lançado esse ano, contudo eles já tinham mostrado uma prévia dois anos antes, no EP “Old World Lies”. Os dois únicos vídeos, Requiem For A Scene e Old World Lies, materializam o ambiente perfeito para se ouvir Brasstronaut: rodeado de pessoas estranhas em uma noite de diversão ou simplesmente no meio da imensidão infinita do mar.

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    04/02/2010Música

    Tom McRae

    Esse é para quem gosta de um indie rock mais tranquilo, quase com o pezinho lá no folk. Tom McRae não chama atenção só por causa da cor de seus olhos -- para falar a verdade, foi o que me fez escolher essa foto. Em dez anos de carreira, com seis álbuns no portifólio (o último, “The Alphabet Of Hurricanes”, a ser lançado no final de fevereiro), o compositor britânico cativou muito os norte-americanos:

    “Just Like Blood”, his second album was released to wide acclaim, especially in America, where every track was licensed for tv and film use, his style of music fitting perfectly the more darker output of LA’s film studios.

    Não acompanho a trajetória de Tom por não conhecer muito seu trabalho -- sem menosprezar suas músicas, pois sei que elas são produzidas com maestria para quem tem os ouvidos certos e distintos para aprecia-las -, porém, como disse no começo, é uma dica valiosa entre os cantores que, senão raríssimas, algumas vezes aparecem de sopetão aqui no blog.

    Confira a seguir uma versão ao vivo de Mermaid Blues, faixa de seu segundo disco:

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    27/10/2009Música

    Spiral Beach

    Quando uma banda não sai do meu playlist por duas semanas seguidas, me sinto mais do que compelido -- em outras palavras, obrigado -- a escrever sobre ela. Spiral Beach é um quarteto de Toronto -- e vivam as bandas canadenses! -- que toca muito mais do que um simples indie rock. O visual colorido e bagunçado dos jovens artistas na foto acima, assim como em tantas outras, revela a energia contida em todos os elementos de suas músicas: os vocais escandalosos de Maddy Wilde, a guitarra barulhenta de Airick Woodhead, a batera incessante de Daniel Woodhead e o baixo quase tímido de Dorian Wolf. O grupo começou não faz muito tempo. Seu primeiro disco saiu independente em 2005 levando o nome deles como título. Em 2007 veio o segundo álbum, “Ball”. No ano seguinte eles começaram a gravar o terceiro trabalho, o qual foi lançado agora em 2009, “The Only Really Thing”.

    Em “Ball”, o repertório acaba bem antes do que se espera; a maioria das faixas não passa dos três minutos. Teddy Black assusta um pouco com sua introdução um pouco pesada, mas logo alivia com a bateria feito marchinha de Made Of Stone. Rocket Fuel apresenta os vocais de Airick com a ajuda de Maddy aos fundos; os dois, contudo, se juntam com mais ânimo em Casual T. We Saw Ghosts, a única a ultrapassar os quatro minutos de duração, guarda um clima solene e mostra vocais mais comportados. Pedestrian corta um pouco a linha agitada com teclados e batidas simpáticas. Astro Girls, não sei por que, parece fazer parte de um filme de gângster. Man Moon fecha com vozes mais severas e instrumentos mais freados. Os interlúdios, como CLT e Two Black Eyes, não passam de divertidas brincadeiras sonoras.

    “The Only Really Thing” foi o primeiro disco que ouvi do Spiral Beach. Por consequência, é o meu favorito, deixando o anterior um pouco de lado no meu nonstop listening. Battery já abre com a devida empolgação que se conhece dos quatro jovens. Scour + Devour literalmente me devora toda vez que a escuto; eu não resisto à guitarra e a batida retumbante enquanto Maddy exalta o mantra “search and destroy and scour and devour”. O aviso dado em Domino (this is good and getting better / this is falling on the floor) é cumprido e a casa cai no ápice do refrão. After Midnite controla a adrenalina por alguns instantes, mas o quarteto não quer ficar quieto por muito tempo (it’s after midnight / it’s still the same / the midnight comes / you’re the only one). Para meu espanto, o violão surge como protagonista e dá o tom pacífico com a companhia de um violino. Raising The Snake me decepciona um pouco pelo marasmo que marca a canção inteira.

    May Go Round (In A Mania) dá uma revirolta e derruba a casa de novo com tudo que eles podem tocar ao mesmo tempo e com a mesma vibração -- tento me conter para não ficar pulando enquanto Maddy grita o refrão. Which + Whats dá uma pausa com uma guitarra de passos calmos. Way Way Out estranhamente me faz lembrar B-52′s. O violão reaparece arreganhado em 7 Girls, dando a impressão de arrebentar as cordas do dito instrumento. O teclado também dá as caras remendando suas notas em Cemetery -- preciso deixar registrado, foi com essa faixa que meu amigo de GReader Piano Black apresentou Spiral Beach; obrigado! -, além de ter um agradável refrão grudento (it all comes back / but you know that / it all comes back to you). Vagueries arrisca um folk desmantelado com vocais lacônicos. Shake The Chain, para fazer jus ao nome, arrasta muitas correntes em toda sua execução, trazendo junto um clima de luta sangrenta entre cowboys.

    Confira a seguir o vídeo de Domino, editado com imagens de uma performance ao vivo do grupo:

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    11/12/2008Música

    Que mulher o quê! Chega de falar de cantoras por aqui, pelo menos só por hoje. Sinto-me obrigado a falar do The Radio Dept., banda de rock sueca – opa, pelo visto a nacionalidade continua a mesma – formada por Daniel Tjäder, Martin Carlberg e Johan Ducanson.

    The Radio Dept.

    Já li que eles tocam power pop, dream pop, indie rock. Na verdade eu não me importo tanto com a classificação musical deles. O importante é como eles produzem suas músicas. A base de praticamente todas as canções é constituída por guitarras intermitentes e poucas variações de notas. Os ruídos quase que propositais – lembrou até os Raveonettes, que adoram estourar nossos tímpanos com muito barulho – não interferem a voz suave do vocalista, Johan.

    O trio só tem dois álbuns na coleção, “Lesser Matters” e “Pet Grief”, porém a lista de EPs não é pequena. Só os que eu ouvi até agora já somam onze – tem quatorze ao todo, de acordo com o que consta no MySpace do trio. Apesar de o primeiro disco ter sido lançado em 2003, a banda foi criada lá por 1995. Tinha mais membros, entretanto uns e outros entraram e saíram, o que é normal acontecer (vide The Smashing Pumpkins para comprovar tal fato). O último álbum foi divulgado ano passado e um terceiro já está no forno, “Clinging To A Scheme” – era para sair agora no final do ano, porém nada novo ainda -, sendo que o primeiro single, “Freddie And The Trojan Horse”, é uma prévia do que se pode esperar do novo material musical.

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    13/03/2008Blogosfera, Música

    Começo de blog é sempre aquela indecisão do que escrever. Ainda mais depois de ter que escolher layout, adicionar os links, escolher cor, foto, blá blá blá.

    Enfim, esse é o começo, mesmo que sem nada. Não esperem muita coisa interessante por aqui. Vou falar o que der na telha. Se gostou, fique a vontade; se não gostou, o “x” do seu browser é a servetia da rua. Já não dizem “os incomodados que se incomodem”? Pois bem, é isso aí.

    Vamos lá então
    O novo álbum do Portishead, entitulado pobremente de Third (nem dá pra saber que é o terceiro trabalho deles, dãããã), já vazou legal e ilegalmente na rede. Se eu tô preocupado com as gravadoras e a própria banda, que ralou pra gravar as músicas e gastou um dinheirão – dinheiro esse que foi engolido pela gravadora? Lógico que não, eu quero é música, não importa como eu as consegui. Pois bem, voltando ao álbum: mesmo clima mórbido, uma viagem psicodélica diante de tantos ruídos que, às vezes, atrapalham a voz maravilhosa, suave e melancólica da Beth Gibbons. Melhor que os outros dois? Talvez, mas ainda acho que, mesmo depois de quase dez anos, eles não decepcionaram os fãs. O trip-hop ainda existe!

    Outra cantora que tenho ouvido no repeat é a Phoebe Killdeer. Por nome ninguém vai conhecer – nem eu sabia quem era ela -, mas se eu falar que ela cantava no Nouvelle Vague, o sininho vai tocar na cabeça de todo mundo. Mas não se confudam com o estilo musical, o dela é totalmente diferente. Desculpe, mas não vou saber dizer com quem ela parece – a música, tá, não ela fisicamente. Talvez My Brightest Diamond, mas tá mais pra um jazz contemporâneo do que um indie rock.

    Cinema
    Preciso muito ir ao cinema. Tem tantos filmes que já ganharam ou perderam o Oscar, e eu aqui, de férias. Mas cinema tá muito caro, mesmo tendo carteirinha (até 2010 ah-ah-ah!) pra pagar meia. Vou esperar chegar na locadora. Quero ver Juno e Once (já chegou aqui no Brasil?), estrelando o vocalista horroroso mas com voz linda do The Frames.

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