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02/02/2010Cinema e TV
Entre tantas indicações ao Globo de Ouro – seis ao todo – e ganhador de uma delas com melhor roteiro, “Amor Sem Escalas” (“Up In The Sky“), do mesmo diretor de “Juno” Jason Reitman, era uma das minhas esperanças de ser um filme que valeria a pena ter ido ao cinema assistir. Não vou dizer que não valeu a pena, mas não sei por que fizeram tanto hype em torno dele.
A história, baseada no livro de mesmo título, mostra bem a realidade dos estadunidenses na forte crise econômica que se alastrou pelo planeta em 2009: redução de custos e, consequentemente, desemprego desenfreado. O trabalho de Ryan, personagem de George Clooney, é demitir as pessoas. Segundo ele mesmo, os diretores bundões o contratam justamente para não terem que enfrentar a indignação e, na maioria das vezes, a raiva dos que estão para serem demitidos. Já há vários anos no mesmo cargo, viaja quase todos os dias do ano, tornando-o praticamente um cliente VIP da American Airlines. Seu objetivo, aliás, é atingir a marca de dez milhões de milhas.
O filme retrata bem a divergência de gerações e as mudanças críticas que devem ser feitas devido à crise: para conter as despesas de viagem, a empresa onde trabalha contratou um novo serviço de videoconferência para demitir as pessoas. Como parte do treinamento desse sistema, Natalie, recém graduada e também jovem (não que eu seja tão mais velho do que ela no filme… rs!), entra em cena. Os diálogos e as situações entre a dupla são divertidas e, algumas vezes, bem afiadas. Pontos interessantes que a história aborda muito bem: experiência conta mais quando um terceiro interfere sem ter conhecimento do processo; as relações humanas nem sempre podem ser substituídas pela máquina – mesmo que a distância seja crucial para a resolução do problema.
O lado mais emocional do filme também consegue se sair bem, mostrando os dois extremos: Ryan não sente a necessidade de se envolver com ninguém, sempre usando seu trabalho como justificativa (não tem como não lembrar da aeromoça em “O Terminal”, cuja função é a mesma, exceto pelo fato de ela ter um amante); como prova disso, entra em ação Alex, cuja profissão é exatamente a mesma de Ryan e possui a mesma visão do companheiro de cama. Natalie não se conforma com esse tipo de idealismo, visto que ela está em um relacionamento há algum tempo e, além disso, preza pela companhia de pessoas amadas. Creio que há pessoas que se encaixam perfeitamente em cada tipo de perfil – posso dizer que já passei pelo primeiro e estacionei no segundo -, porém o roteiro segue um caminho e faz questão de apagar o outro do mapa. Dá a impressão de que o outro serve apenas de atalho, o que não resolve a vida sentimental de ninguém por muito tempo.
É aí que mora o cliché, seguido de uma lição de moral que se mostra sutil no final do filme. Sutil porque o objetivo maior dessa mesma lição é: mesmo em tempos de crise (não só a econômica, importante frisar), o apoio que você tem de familiares e amigos é vital.
Tags: alex, amor sem escalas, george clooney, globo de ouro, golden globe, jason reitman, juno, melhor roteiro, natalie, ryan, up in the sky -
Juno
3
24/11/2008Cinema e TVPode falar de novo: “P****, Zé! Só agora você foi assistir Juno?” Sim, só agora. E preferia não ter ido. Detestei o filme. Eu sei que não é para ser levado a sério, mas não me contive.
Não aguentei ver a Jennifer Garner forçando a voz dela (I wanna be a mother so badly!) só para parecer mais mãe – convenhamos que ela não nasceu para ser atriz -, não aguentei ver a cara dos pais quando receberam a notícia de que a filha de 16 anos estava grávida, não aguentei sequer ver a primeira cena do filme em que Ellen Page vai comprar teste de gravidez com a maior naturalidade, não aguentei ver a cena em que ela liga para uma clínica de aborto também com a maior naturalidade.
Será que aconteceu algo parecido com a Diablo Cody para escrever uma história tão absurda? Ou será que ela teve pais tão relapsos a ponto de retratá-los dessa maneira? Ou pode ser o contrário: os pais dela eram tão repressivos que ela quis escrever um conto-de-fadas.
Eu até entendo o fato de a personagem tratar o filho dela como se fosse uma boneca. Adolescentes de 16 anos não tem mentalidade o suficiente para entender que há um outro ser humano dentro delas. Claro, não posso generalizar, mas creio que a maioria seja assim.
Não quero mais falar sobre esse filme.
Tags: diablo cody, ellen page, jennifer garner, juno -
13/03/2008Blogosfera, MúsicaComeço de blog é sempre aquela indecisão do que escrever. Ainda mais depois de ter que escolher layout, adicionar os links, escolher cor, foto, blá blá blá.
Enfim, esse é o começo, mesmo que sem nada. Não esperem muita coisa interessante por aqui. Vou falar o que der na telha. Se gostou, fique a vontade; se não gostou, o “x” do seu browser é a servetia da rua. Já não dizem “os incomodados que se incomodem”? Pois bem, é isso aí.
Vamos lá então
O novo álbum do Portishead, entitulado pobremente de Third (nem dá pra saber que é o terceiro trabalho deles, dãããã), já vazou legal e ilegalmente na rede. Se eu tô preocupado com as gravadoras e a própria banda, que ralou pra gravar as músicas e gastou um dinheirão – dinheiro esse que foi engolido pela gravadora? Lógico que não, eu quero é música, não importa como eu as consegui. Pois bem, voltando ao álbum: mesmo clima mórbido, uma viagem psicodélica diante de tantos ruídos que, às vezes, atrapalham a voz maravilhosa, suave e melancólica da Beth Gibbons. Melhor que os outros dois? Talvez, mas ainda acho que, mesmo depois de quase dez anos, eles não decepcionaram os fãs. O trip-hop ainda existe!Outra cantora que tenho ouvido no repeat é a Phoebe Killdeer. Por nome ninguém vai conhecer – nem eu sabia quem era ela -, mas se eu falar que ela cantava no Nouvelle Vague, o sininho vai tocar na cabeça de todo mundo. Mas não se confudam com o estilo musical, o dela é totalmente diferente. Desculpe, mas não vou saber dizer com quem ela parece – a música, tá, não ela fisicamente. Talvez My Brightest Diamond, mas tá mais pra um jazz contemporâneo do que um indie rock.
Cinema
Tags: beth gibbons, indie rock, juno, my brightest diamond, nouvelle vague, once, phoebe killdeer, portishead, the frames, third
Preciso muito ir ao cinema. Tem tantos filmes que já ganharam ou perderam o Oscar, e eu aqui, de férias. Mas cinema tá muito caro, mesmo tendo carteirinha (até 2010 ah-ah-ah!) pra pagar meia. Vou esperar chegar na locadora. Quero ver Juno e Once (já chegou aqui no Brasil?), estrelando o vocalista horroroso mas com voz linda do The Frames. -


































Falou e disse