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Madrid

Madrid

Bandas brasileiras não são a minha praia. Música brasileira não é a minha praia. Mas se alguma delas canta em inglês, eu até dou um desconto – ou pelo menos um pouco mais de atenção. Se o som da banda é levado por estilos musicais agraciados pelos meus ouvidos chatos e criteriosos, então já é um grande avanço: Rosie and Me está aí para comprovar (ainda que eu nunca tenha falado deles aqui no blog).

Não poderia imaginar, entretanto, que a reunião de dois nem tão antigos integrantes de bandas nacionais  - as quais praticamente me dão ânsia só de ouvir os nomes – pudesse resultar em um trabalho tão atraente. Adriano Cintra, ex-CSS (Cansei de Ser Sexy), e Marina Vello, ex-Bonde do Rolê, é uma combinação quase impossível para o meu entendimento, se levar em conta o tipo de música que cada um desses grupos tocam.

A nova dupla Madrid conseguiu criar músicas cujas referências, tanto no vídeo do primeiro single Sad Song como no repertório do álbum homônimo de estreia, recaem na mistura obscura de rock e cabaret de outra dupla, Dresden Dolls (e até das excentricidades da própria Amanda Palmer). Tem também pequenas gotas de Kelly De Martino e Hope Sandoval (agora de volta com o Mazzy Star), para complementar a densa névoa noir do dueto. Assim como Cibelle, a fama estendeu o seu tapete para o exterior, tanto que as últimas datas da turnê acontecem na Europa. Quem sabe eles dão uma passadinha por aqui qualquer outra vez.

Retrozão 2008: melhores cantoras (versão twitter)

Srta. Bia, via twitter, começou um retrozão digno de um post: as melhores cantoras de 2008. Acompanhem o diálogo (leia de baixo para cima).

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Retrozão 2008: música

Posso dizer que essa é a parte mais importante do retrô do meu blog. Oras pois, é o tema principal do meu blog, não é? Pois é, por isso foi um pouco mais difícil escolher os melhores posts de 2008. E pensar que falei de tantos artistas – entre eles, a maioria foi de cantoras -, mas quando faço as contas, o saldo ainda é insuficiente. Parece que não falei da metade (ou quase nada) do que eu já ouvi e escuto até hoje. Mas tudo bem. O blog também é um bebê, só vai fazer um ano lá em março. Até lá tem muito chão ainda…

(Re)Leia a seguir os posts, na minha opinião (quero saber a sua depois), daqueles artistas que eu mais gostei de ouvir esse ano. São aqueles – aliás, aquelas, pois as mulheres reinaram a lista – que eu deixei no repeat por semanas e, mesmo assim, voltava a escutar de tão bom que era. Vale a pena ler e ouvir de novo:

CALLmeKAT
Sad Day For Puppets
Kelly De Martino
The Matthew Herbert Big Band
Hollywood, Mon Amour
Lenka
Those Dancing Days
Anja Garbarek
Bernadette Seacrest
Giant Drag, Blonde Redhead, Elysian Fields e The Kills
Nina Hynes e Stina Nordenstam
Kat Flint
Brisa Roché e The Cinematic Orchestra

Kelly De Martino

Eu acho que deveria mudar o nome do blog para “parodiando o mundo feminino”. Não que eu tenha percebido só agora – faz tempo que isso acontece, aliás, já tinha ciência que iria naturalmente -, mas só tenho escrito sobre cantoras. Cantores, bandas, duplas ou trios? Nem pensar. De vez em quando eu faço uma exceção. (exceção? Como se fosse regra escrever única e exclusivamente [sic] sobre o mundo feminino da música).

Kelly De Martino

Pois bem, como você pode perceber pelo título desse post, vou falar mais uma vez sobre mulheres. Kelly De Martino nasceu em Los Angeles, mas vive em Paris. Pelo menos a gravadora que ela assinou é francesa (comentou, inclusive, no blog do MySpace dela que estava super feliz de voltar para a Europa). O pouco que há sobre ela por aí diz que já participou de alguns seriados (lá fui eu de novo bisbilhotar o IMDb e descobri que ela fez algumas aparições no “Law & Order: SVU”). Mas o que importa não é a biografia da garota “amerifrancesa”, e sim sua discografia. Tem só dois álbuns nas costas, mas dignos de coleção – principalmente o segundo. Em 2005 ela lançou “Radar”, melodias calmíssimas, voz suavíssima, letras graciosíssimas. Esse ano ela voltou com “Honest”, exatamente com as mesmas características, mas que de alguma forma deixaram o trabalho ainda melhor. É claro que as comparações se guiam para a sumida Hope Sandoval do (extinto?) Mazzy Star, porém ela também lembra a voz charmosa de Ambrosia Parsley do Shivaree. As influências que Kelly cita em seu MySpace vão mais além, como por exemplo Portishead e Radiohead (não concordo muito, mas é o que ela citou…).