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24/08/2009Música
Eu achei engraçado o nome do álbum “Riot On An Empty Street” (em uma tradução livre, “bagunça em uma rua vazia”) porque o Kings Of Convenience faz de tudo menos barulho. Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye são noruegueses – também pudera, com um nome desses – com cara de nerd que compõem músicas praticamente acústicas e extretamente calmas. Nesse álbum, para deixar as canções ainda mais prazerosas de se ouvir, os garotos convidaram a canadense quase-pop Feist para cantar em algumas faixas (ela gostou tanto que retribuiu, em seus próprios shows, as músicas que participou).
O dueto começou a tocar despretenciosamente em uma banda que não foi a lugar algum. Cada um seguiu seu próprio caminho: Erlend ainda se arriscou em uma outra banda como guitarrista (os óculos se tornaram sua marca registrada) e Eirik resolveu se dedicar à psicologia. Depois de um tempo se reencontrando em Londres, resolveram unir forças, ir atrás de uma gravadora e realizar o sonho de serem os “reis” do violão. Tudo veio à tona com bastante conveniência – que me perdoem o trocadilho.
Eles não são famosos – pelo menos eu não conheço muitas pessoas que os conheçam. Contudo, fiquei surpreso quando descobri que eles deram o ar da graça em território brasileiro. Eles voaram até a cidade maravilhosa e deixaram uma palhinha, bem no meio da praia de Ipanema, para quem quisesse escutar. Quem sabe eles não voltam para um bis.
Erlend se aventurou em um projeto solo totalmente eletrônico – com a ajudinha de alguns amigos DJs -, mas não deixa de lado a amizade que tem com seu rei companheiro. Sempre que podem, seja na casa de um ou no apartamento de outro, eles se sentam, preparam um chá e começam a fazer o que mais gostam: compor música e tocar violão.
Ouça o MySpace dos garotos para conhecer um pouco mais da música deles. Eles já avisaram que tem novo disco para sair em breve: “Declaration of Dependence”.
Tags: declaration of dependence, eirik glambek boe, erlend oye, feist, kings of convenience, riot on an empty street -
06/02/2009Música
Got milk?Fiquei de falar deles quando lançassem o segundo álbum, mas falta muito até março, então vou falar um pouco do primeiro, “Dreams”. Não tem muito o que falar da banda em si: The Whitest Boy Alive é formado pelos quatro indivíduos aí em cima. O primeiro (da esquerda para a direita) é Erlend Øye, um dos integrantes do Kings Of Convenience. Segundo o site oficial – que não tem praticamente nada de informação -, o projeto nasceu em 2003, cuja música não se aproveita de nenhum aparato eletrônico.
Em “Dreams” (2006), não senti muita firmeza no trabalho deles. Achei que fosse ouvir algo diferente, mas não percebi muita criatividade. Não sei também se esperava algo parecido com os projetos eletrônicos paralelos do Erlend, que no geral são bem mais agitados que esse álbum. Talvez, para piorar, estava muito acostumado com ele cantando no Kings Of Convenience, cujo estilo musical é inteiramente acústico. Os dois únicos singles, Burning e Inflation, assim como Golden Cage, que conta com um vídeo no perfil deles do MySpace (tem uma outra versão no YouTube) dão a idéia do que se pode escutar nas outras faixas: brincadeiras despretensiosas de solo de guitarra com batidas regulares e sem surpresas. A única que se salva da monotonia é Fireworks, cujos acordes se destacam mais que o vocal.
Estou ansioso pela estréia de “Rules”, a começar pelo novo single Island. Se todas as outras faixas seguirem esse mesmo ritmo, vou me sentir obrigado a venerá-los daqui para a frente. Quem sabe eles não disponibilizam mais faixas no MySpace ou no site quase vazio. Daqui a um mês eu volto a falar deles.
Tags: dreams, erlend oye, fireworks, golden cage, inflation, island, kings of convenience, rules, the whitest boy alive
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26/01/2009MúsicaThere’s a bearded man
Tags: cayman islands, kings of convenience, riot on an empty street
Paddling in his canoe
Looks as if he has
Come all the way from the Cayman Islands -
22/01/2009MúsicaNossa, quanto tempo eu não fazia uma rapidinha, hein! (desculpe o trocadilho infame) Dessa vez não vai ter muita novidade devido à minha “falta de tempo ocioso”. Tudo por causa do meu novo trabalho – nem posso reclamar, pois era tudo o que eu mais queria desde o começo do ano passado; só tenho a agradecer.
A Camp: o projeto solo de Nina Persson, vocalista da banda sueca The Cardigans (nem precisava citar, mas é só para constar), já lançou pelas terras geladas de lá o segundo álbum, intitulado “Colonia”. Nem preciso dizer que já vazou na internet e os fãs fissurados já estão publicando suas primeiras impressões internet afora. Vou me programar para a data oficial para fazer meus comentários, ok? Como vocês já devem ter visto, eu postei o vídeo do primeiro single Stronger Than Jesus. Totalmente nostálgico à década de 70, bem mais “forte” (mais um trocadilho infame) se comparado com o folk calminho do primeiro trabalho.
The Whitest Boy Alive: fiquei sabendo deles através do Erlend Øye, um dos meninos do Kings Of Convenience. De acordo com o site deles, o projeto começou em 2003 e se caracterizam com músicas sem “elementos programados”, ou seja, sem sintetizadores ou efeitos especiais provenientes de computador – o que me fez lembrar o Cornelius (apesar de ele ser muito mais experimental e mais difícil de aceitar de primeira). Confesso que não ouvi o primeiro álbum – e talvez leve algum tempo até escutar o segundo, que só sai em março desse ano. Preciso conferir e dar mais atenção a eles. Por favor, me cobrem uma opinião melhor elaborada depois.
The Bird And The Bee: um dos meus duetos retrô-anos-sessenta favoritos vai lançar álbum esse ano. Espero que tenham feitos covers tão engraçados como o que fizeram do Bee Gees (How Deep Is Your Love) e da Madonna (Material Girl).
Alela Diane: será que eu já falei dela por aqui? Ela vai lançar daqui a um mês seu segundo álbum de estúdio. Não faz muito meu estilo, mas é uma cantora de folk – não chega a ser psy-folk, para quem acha que vai encontrar uma Vashti Bunyan – a qual se deve dar um pouco de crédito. Ela segue um pouco a linha da Mariee Sioux e da Marissa Nadler, porém sem aqueles dramas melódicos e vocais extensos. (não conhece nenhuma delas? Também vale a pena ouvi-las, nem que for por curiosidade).
Juliette Lewis: eu li que ela resolveu acabar com seus Licks, pelo menos por enquanto. Agora são os Romantiques. Vai entender…
Starsailor: adoro essa banda porque, apesar de tocarem algo entre powerpop e indiepop, parece totalmente depressiva. Deve ser por isso que gosto tanto deles, principalmente por causa de Silence Is Easy. Estão também com álbum novo na praça, “All The Plans”, a ser lançado lá em março.
Impressão minha ou todo mundo decidiu lançar álbuns no mês de março? Deve ser por causa do Carnaval.
Tags: a camp, all the plans, colonia, cornelius, erlend oye, folk, indiepop, juliette and the licks, juliette and the romantiques, kings of convenience, mariee sioux, marissa nadler, nina persson, powerpop, psy folk, silence is easy, starsailor, the bird and the bee, the cardigans, the whitest boy alive, vashti bunyan -
28/12/2008MúsicaSe eu não falasse que era japonês, provavelmente você pensaria em um artista norte-americano ao estilo Beck. O verdadeiro nome de Cornelius, Keygo Oyamada, faz com que ele seja uma pessoa normal e sem muitas excentricidades. Seu trabalho artístico, ao contrário, abusa com criatividade e ousadia, criando uma linha sonora fora do convencional.

Acho muito difícil classificar sua linha musical, pois ele abrange desde o indie rock até o cenário eletrônico. A maioria de suas músicas parece uma vertente mais simplificada do dub (apesar do dub já ser uma linha de base bem simples para as produções eletrônicas). Em outras faixas, Cornelius gosta de brincar com sua guitarra, baterias despadronizadas e letras curtíssimas – cujo sotaque inglês é péssimo e, às vezes, resta a dúvida se não é cantado em japonês. Seu segundo álbum “Fantasma” é o que mais me agrada, talvez porque há músicas compostas coerentemente, como é o caso de Chapter 8 / Seashore And Horizon. O próximo disco, “Point”, acompanha o mesmo comportamento exótico de Keygo – tem até uma faixa em homenagem ao nosso país.
O experimentalismo, porém, parece esvair um pouco das mãos dele quando se ouve “Sensuous”, um trabalho mais voltado para o instrumental, o que nos leva a pensar que Cornelius deixou um pouco sua criatividade de lado. Os meninos do Kings Of Convenience fazem uma participação especial em Omstart – mais uma vez, não dá para decifrar que língua eles cantam.
Tags: chapter 8 seashore and horizon, cornelius, fantasma, keygo oyamada, kings of convenience, point -


































Falou e disse