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13/04/2010Música
Todo mundo deve saber a admiração que tenho por Lou Rhodes. Seu dom de compor, tocar e cantar me impressionam desde os tempos do Lamb. Mesmo em trabalho solo, com um estilo musical completamente diferente, Lou consegue manter sua magnitude intacta. É o que acontece em seu mais recente álbum “One Good Thing”: a harmonia perfeita entre o violão dedilhado e a afinação levemente rouca e trêmula de Rhodes. Os arranjos instrumentais só complementam a beleza melódica das canções, tais como Janey e The Ocean (Time Travellers Wife). Veja a seguir o vídeo oficial do primeiro single One Good Thing:
Tags: folk, lamb, lou rhodes, one good thing -
11/03/2010PodcastSó para não deixar o blog abandonado enquanto dou um jeito na minha mudança. Falando em mudança, encontrei uns CDs perdidos por aqui e bateu aquela nostalgia. Resolvi então fazer uma coletânea de música eletrônica com as minhas preferidas. Alguns artistas já foram comentados no blog, mas vale a pena ler de novo, não é? Divirta-se.
MP3 | 192 Kpbs | 75.0 Mb | 54’37″ | download
01. A Guy Called Gerald: Humanity (feat. Lou Rhodes)
02. Bent: I Can’t Believe It’s Over (2nd Version) (feat. Sian Evans from Kosheen)
03. Télépopmusik: Love’s Almighty (feat. Angela McCluskey)
04. Air: Vagabond (feat. Beck)
05. Funkstörung: Sleeping Beauty (feat. Lou Rhodes)
06. Olive: Smile
07. Chungking: Ticking
08. Afterlife: Speck Of Gold
09. Morcheeba: Trigger Hippie
10. Blue States: Allies
11. Bonobo: Between The Lines (feat. Bajka)
12. Mandalay: Not SeventeenP.S.: Peço desculpas, pois a última música saiu com um chiado bem incômodo. Falha técnica que não se repetirá nas próximas vezes.
Tags: a guy called gerald, afterlife, air, Angela McCluskey, bajka, beck, bent, blue states, chungking, funkstorung, kosheen, lamb, lou rhodes, mandalay, morcheeba, nicola hitchcock, olive, sian evans, telepopmusik
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11/06/2009MúsicaSomething in me just woke up
Tags: funkstorung, lou rhodes, sleeping beauty
I was sleeping ’til your touch -
28/05/2009Música
Fiquei estático quando visitei o MySpace do Lamb: a dupla de Manchester fez um show dia 22/05, sob o codinome Baby Sheep, como aquecimento para os próximos festivais que participarão durante o verão 2009 no Reino Unido e Europa. Será o retorno de um dos melhores duetos de trip-hop da década de 90? Agora só falta o Moloko anunciar a volta também… aí eu caio pra trás.
Esse vídeo está lá na página deles, mas faço questão de publicar aqui. O som está tão bom que dá a impressão de estar lá. Versão ao vivo espetacular no Werchter Festival de All In Your Hands (muito melhor com fones de ouvido):
Tags: andy barlow, ao vivo, festival, lamb, lou rhodes, show, trip hop, turne -
Lamb
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05/02/2009MúsicaRevirando meus CDs, os quais não ouço mais (e só juntam mais poeira a cada dia que passa), encontrei a coletânea de singles “Best Kept Secrets” do Lamb, dueto britânico de trip-hop que fez sucesso na década de 90.

Sucesso? Claro que não foi o mesmo sucesso se comparado com, sei lá, Portishead ou Massive Attack, também do mesmo tipo de som. Eu também não conhecia até uma colega de faculdade comentar comigo sobre o lindo videoclipe de Gabriel, cuja música fez a dupla Louise Rhodes e Andrew Barlow deslanchar na fama. Mas vamos começar pelo começo. Em 1996 eles debutaram com o álbum “Lamb”, misturando a voz rouca e potente de Lou com as batidas prolongadas de Barlow. O primeiro single, Cotton Wool, fez com que artistas renomados da cena eletrônica alternatvia, como A Guy Called Gerald, Fila Brazillia e Kruder & Dorfmeister, se sentissem atraídos pelo experimentalismo desse casal tão jovem: cada um colaborou com remixes muito bem produzidos – o meu favorito fica por conta de Trans Fatty Acid e Cotton Wool.
No segundo trabalho de Lamb, “Fear Of Fours” (1999), a sonoridade deles pareceu não mudar muito. O que se nota nesse álbum são as faixas mais melódicas e o uso mais frequente de contrabaixo, que dão mais espaço aos vocais dissonantes de Rhodes, desde a estranha B-Line até a sussurrante Lullaby. Contudo, foi com “What Sound” (2001) que eles conseguiram êxito. Gabriel, o primeiro single do álbum, se espalhou rapidamente nas paradas de vários lugares do mundo. O próprio estilo de tocar sofreu mudanças consideráveis: deixaram um pouco em segundo plano a percussão pulsante do drum’n'bass e se concentraram mais em outros artefatos eletrônicos. Já em 2003, Lamb lança “Between Darkness and Wonder”, o último trabalho produzido juntos, porém sem muita repercussão.
Lou, filha de cantores folk, sentiu-se muito influenciada e induzida a seguir carreira solo, cantando suas próprias canções. Em 2006, após dois anos do lançamento da coletânea com os melhores hits do dueto, Rhodes quebra o silêncio que quase perpetuou a angústica de seus fãs e anuncia o fim do Lamb. A amizade continuou, mas os interesses seguiram rumos totalmente diferentes. Louise lançou seu primeiro álbum, “Beloved One”, através de seu próprio selo independente Infinite Bloom. Já não se ouve mais o eletrônico, o violão reina em quase todas as faixas. As letras, apesar de algumas terem sido escritas com a ajuda de Barlow, têm a cara e a delicadeza de Lou – porém dá para perceber uma certa tristeza e desapontamento, frente ao amor que era demonstrado no Lamb. No ano seguinte, ela repetiu a dose com seu segundo e até então último álbum, “Bloom” – tão belo e tão dramático quanto o primeiro.Quanto a Andrew, não tive oportunidade ainda de conferir seus projetos. Até onde fiquei sabendo, ele estava em um grupo chamado Hoof, mas já estava partindo para carreira solo também, intitulado Luna Seeds. (vou lá conferir e já volto… rs!)
E já que falei o vídeo de Gabriel é simplesmente lindo, não ia deixar meu querido leitor na vontade. Confira outros vídeos do dueto e um, em especial, só da Lou.
Tags: andrew barlow, b-line, beloved one, between darkness and wonder, bloom, cotton wool, drum'n'bass, fear of fours, folk, gabriel, hoof, infinite bloom, lamb, lou rhodes, louise rhodes, lullaby, luna seeds, softly, trans fatty acid, trip hop, what sound -
30/07/2008MúsicaOuvi o trabalho solo da Andrea Palmer essa semana. Álbum de estréia que, por incrível que pareça não foi coincidência, me lembrou muito o Dresden Dolls. Andrea Palmer é a vocalista do Dresden Dolls, por isso que lembrou tanto (duh!). Não posso estipular uma regra de que todo artista que deixa a banda por um momento – ou até para sempre, dependendo de alguns casos – faz um trabalho solo diferente. Vejo isso pelo Thom Yorke, que para muitos foi considerado o “Kid B” do Radiohead – também sou da mesma opinião.
Outros, por exemplo, preferem seguir caminhos totalmente distintos. Veja os integrantes do Cardigans: Magnus criou o Righteous Boy, Peter criou o Paus e Nina criou o A Camp. Esse último foi o que mais impressionou, pois percebi um processo inverso: o projeto solo de Persson influenciou a banda inteira (ouça os dois últimos álbums deles e você vai perceber a diferença). Por falar na sueca loirinha-morena, ela está fazendo um suspense desnecessário e insuportável para seus fãs. Reza a lenda que o segundo álbum solo vai sair esse ano – quem quiser saber o que ela andou aprontando ao vivo, vai no YouTube (estou no escritório, não tenho como acessar os vídeos).
Quem também está prestes a lançar um trabalho solo é a minha diva ruiva e escocesa Shirley Manson. Pelo que eu soube, ela teve alguns probleminhas para se acertar com alguma gravadora que aceitasse o lançamento de seu primeiro disco. Se ela conseguiu entrar em um acordo, não sei. Se alguém souber de alguma novidade, por favor volte e aqui e deixe um comentário – vou agradecer imensamente.
Para finalizar, aqui ficam registradas outras meninas que seguiram seu caminho sozinhas e deram certo, apesar de terem deixado um trabalho muito bom para trás – e que a maioria não têm mais retorno, por mais que tenhamos um fio de cabelo de esperança: Lou Rhodes (ex-Lamb), Maria Taylor (ex-Azure Ray), Nicola Hitchcock (ex-Mandalay), Hope Sandoval (ex-Mazzy Star), Roisin Murphy (ex-Moloko), Skye (ex-Morcheeba) e… Tracey Thorn (será que o Everything But The Girl acabou mesmo?).
Tags: a camp, andrea palmer, azure ray, cardigans, dresden dolls, everything but the girl, hope sandoval, lamb, lou rhodes, magnus, mandalay, maria taylor, mazzy star, moloko, morcheeba, nicola hitchcock, nina persson, paus, peter, radiohead, righteous boy, roisin murphy, skye, thom yorke, tracey thorn -
19/03/2008MúsicaNão entendeu nada do título? Não se preocupe, não tem sentido algum, é apenas mais um dos trocadilhos infames que costumo fazer.
Da brisa, sinta o ventinho soprando direto levemente da boca dessa menina. A voz de Brisa Roché em nada lembra a beleza exótica que ela tem – principalmente com aquele cabelo bagunçado, mas até que é um charme, sabia. Californiana de nascença, a gente nem acredita que um som tão bom pudesse vir lá da terra do tio Sam (já falei que prefiro as bandas do Mundo Velho?). Já com 18 aninhos resolveu partir para Paris e lá conheceu e adorou Joni e PJ. Daqui já deu pra perceber que ela tem influências indie e folk em seu repertório. Mas França também ofereceu à garotinha toques elegantes de jazz. Sim, em 2005 ela assina contrato com a Blue Notes (o St. Germain continua lá, firme e forte) e descreve seu primeiro trabalho solo como cinematic / intimate / generous / sixties / feminine / grandiose / rock n’ roll. Isso que eu chamo de detalhista. Pois bem, ouvindo o primeiro e o segundo álbum, The Chase (que eu gosto muito mais), tem um pouco de cada uma dessas características. Claro que você vai sentir mais rock do que um jazz, mas os dois elementos se misturam muito bem e o resultado é ótimo.
Tags: brisa roché, eletrônica, folk, indie, instrumental, jazz, lou rhodes, rock, the cinematic orchestra
The Cinematic Orchestra. O que falar desse grupo que mescla música instrumental com elementos eletrônicos? Perfeito. A sonoridade sensível, as melodias em concordância com a afinação dos músicos convidados. Olha, só ouvindo mesmo pra sentir a profundidade das músicas deles. O primeiro álbum deles estreou em 1999, mas só com o Man With A Movie Camera, em 2003, é que eles se destacaram. Para quem não sabe, é uma trilha sonora “revisitada” para um documentário de 1929 (eu não assisti e tampouco ouvi a trilha original). Só depois de quatro anos, para angústia e ansiedade de seus fãs, é que eles lançaram Ma Fleur. Diferente dos outros trabalhos, esse é mais cantado do que instrumentalizado. A participação mais marcante fica por conta de Lou Rhodes, que também já tem dois álbums solos maravilhosos (depois de se desfazer do dueto de trip-hop Lamb). Esse ano – há dois dias praticamente – eles lançaram uma edição ao vivo. Só nove músicas, mas todas as nove valem o álbum inteiro. A versão acústica de To Build A Home, apesar de um pouco diferente da versão original, ficou linda e delicadamente country. -






































Falou e disse