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    15/09/2009Música

    Frou Frou

    Nunca ouvi com atenção o trabalho dessa britânica que gosta de fazer tudo sozinha – seus álbuns tiveram produção própria, inclusive as músicas que foram escritas por ela mesma -, mas tenho de admitir que essa combinação entre Imogean Heap e Guy Sigsworth foi muito positiva. A voz exótica e de várias tonalidades de Imogean e os arranjos eletrônicos de Sigsworth resultaram no projeto chamado Frou Frou – pelo que eu li, é uma onomatopéia francesa para o barulho das saias longas que se reviram enquanto as mulheres dançam freneticamente.

    Para quem conhece o trabalho de Sigsworth vai perceber imediatamente que os teclados e as flautas indianas são a marca registrada dele. Guy já tem seu reconhecimento de produtor firmado com artistas consagrados do mundo pop: Seal (ele ajudou a compor o sucesso Crazy), Madonna (What It Feels Like For A Girl), Björk (um remix maravilhoso de All Is Full Of Love e co-produção em outras músicas da islandesa) e até a cantora-que-gosta-de-fazer-polêmica Britney Spears (prefiro não fazer comentários sobre essa loirinha).

    Imogean, por outro lado, só deve ter feito mais sucesso no Mundo Velho, já que sua birra com gravadoras é um empecilho para que ela seja melhor divulgada pelas bandas de cá. Entretanto, essa briga mal resolvida não foi problema para suas músicas tornarem parte de seriados de TV – o extinto “The O.C.”, pessimamente traduzido pelo SBT como “Um Estranho no Paraíso” – e até de filmes – “Shrek 2″, com um segundo cover de Holding Out For A Hero assinado pelo próprio Frou Frou.

    Imogean provavelmente sofreu fortes influências da parceria com Guy, visto que seu segundo disco, “Speak For Yourself”, pareceu imitar as façanhas eletrônicas de seu colega. Pode ser que Frou Frou não tenha mais continuação, mas os dois continuam mais amigos do que nunca.

    P.S.: só por curiosidade, ouça aqui como se pronuncia o nome dela. ;)

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    31/07/2009Música

    Essa semana me peguei ouvindo covers de bandas que eu gosto feitos por bandas que eu também gosto. Foi eu entrar no MySpace do louvável Elk City para descobrir que eles tinham realizado uma versão maravilhosa de Close To Me do The Cure. Lembrei do site Stereogum e fui direto para lá para relembrar as coletâneas em tributo ao Radiohead, R.E.M. e Björk.

    Entre os artistas que participaram dessas edições estão Liars (Army Of Me), My Brightest Diamond (Lucky), Devics (Catch), Shout Out Louds (Man On The Moon), Amanda Palmer (Everybody Hurts), Vampire Weekend (Exit Music For A Film) e muitos, muitos outros nem tão conhecidos assim. Confira um dos playlists abaixo (tentei colocar os outros, mas sem sucesso; para ouvir, clique nos links acima) e divirta-se! Nada como repaginar sua vida de vez em quando.

    você deve visualizar o playlist Drive XV da stereogum.com aqui se possuir flash

    P.S.: Tem outro tributo em homenagem ao The Cure, esse pela Manimal Vynil Records, que também possui uma coletânea de versões da Madonna… esse eu ainda não ouvi, será que é bom?

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    14/05/2009Música

    William Orbit

    Não adianta. É só falar em William Orbit que a única referência é a Madonna: ele produziu o melhor álbum que a Madge lançou até hoje (claro, porque se ela tivesse produzido por conta própria ia sair um estrago): Ray Of Light. O disco é um prato cheio das influências do próprio William: um pouco de trip-hop, um pouco de trance, um pouco de cada elemento da música eletrônica. Tudo muito bem equilibrado – pelo menos no álbum da dita rainha pop.

    Mas nem por isso sou fã desse britânico com sorriso estranho e cujos dentes são tão separados quantos os da amiga loira. Na minha opinião, ele se sai melhor como produtor do que propriamente um compositor. Seus primeiros trabalhos, Strange Cargo I, II e III são para lá de instrumentais, aliado ao prolongado post-rock. Já deu para perceber que não é o meu estilo preferido. Apesar da sonoridade pousar pelas bandas alternativas, suas colaborações foram para lá de famosas: Pink, U2 e Robbie Williams (nem precisam de link, né). Minha principal referência, entretanto, credita-se pela participação de sua também amiga Beth Orton, que já participou em algumas de suas músicas e ele com produções de algumas músicas dela.

    Seu útlimo lançamento, “My Oracle Lives Uptown”, descamba legal para o electropop, contudo ainda manteve sua identidade. Dizem por aí que em uma das faixas do disco, White Night, a dona voz misteriosa é Madonna – nada confirmado até o momento. Ouvindo essa música isoladamente, poderia jogar na loteria que é ela… rs! Escutei o álbum inteiro e até que gostei. Nada de excepcional, mas também não é algo que se ouça na primeira vez e descarte a idéia do repeat para próximas tentativas.

    White Night

    Optical Illusions (Radio Edit)

    Water From A Vine Leaf (feat. Beth Orton)

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    10/01/2009Música

    Tem gente que adora fazer polêmica, seja na letra da música, no visual, na performance ou no clipe da música. Esse último ponto é o que me interessa mais. Particularmente, eu não acho nenhum dos vídeos abaixo polêmicos, apenas um trabalho dirigido por algum diretor que quis impressionar – talvez até para fazer seu marketing pessoal, vai saber.

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    29/12/2008Música

    De vez em quando me pego ouvindo compilações ou mesmo álbuns de DJs/produtores que se consagram por causa de um remix, independente do artista ou banda ser famoso ou não. É o caso do Todd Terry, que se destacou bem na cena de house music com a versão de Missing do dueto londrino Everything But The Girl – quase ninguém, por sinal, conhece ou prefere a versão original. Até o vídeo ficou mais famoso com o remix.

    Se não bastasse o sucesso massivo desse single, Todd mais uma vez colaborou em outros dois singles do EBTG: Wrong, do maravilhoso disco “Walking Wounded”, e Driving, que na verdade é um single da década de 80 que ganhou uma roupagem nova por causa da coletânea “The Best of EBTG”, de 1996. Além do casal, Todd já remixou The Cardigans (Lovefool), Garbage (Stupid Girl) e Jamiroquai (Alright). Isso é só para ter noção da diversidade musical que passou pelas mãos de Terry. Ele também se arrisca como produtor; lembro bem quando ele lançou, lá nos anos 90 (parece que não faz tempo, mas faz, viu), dois singles: um cover bem moderno do hit setentista Keep On Jumping e Something Goin’ On, ambos sob o comando de Jocelyn Brown e Martha Wash (uma das cantoras do The Weather Girls).

    Outro que costumava escutar muito é Timo Maas, DJ alemão que é também conhecido como produtor musical. Já tem dois discos lançados, sendo que o último, “Pictures”, conta com a participação de Neneh Cherry, Kelis e Brian Molko, vocalista do Placebo, em algumas faixas. O que mais gosto do trabalho todo de Timo são seus remixes os quais renderam releituras bem legais de artistas como Garbage (Breaking Up The Girl), o próprio Placebo (Special K), Moloko (Familiar Feeling), Fatboy Slim (Star 69), Depeche Mode (Enjoy The Silence, consegue imaginar?) e até Madonna (Don’t Tell Me). A maioria dessas versões está compilada em dois volumes, ambos intitulados “Music For The Maases”.

    Talvez você tenha a impressão de que todos os remixes sejam iguais, não pelas músicas e sim pela “linha de produção”. Isso é fato: cada DJ tem sua identidade, como se fosse uma marca registrada. Ele pode demonstrar isso com uma batida ou outro artifício eletrônico em especial. O que acho legal dos DJs é que eles experimentam reinventar qualquer gênero musical, e é aí que que se destaca o trabalho deles.

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    25/12/2008Livro, Música

    Mesmo que as pessoas tentem deixar de lado o capitalismo selvagem, elas não conseguem ver alternativa melhor do que presentear seus familiares e amigos com algo que seja um sinal de afeto e carinho, ainda mais no Natal, quando os famosos amigos secretos reinam qualquer tipo de ambiente (familiar, de trabalho, entre amigos, e por aí vai).

    Eu já ganhei o meu. E que presente!

    1001discos

    Final de ano sempre é a época para os artistas lançarem suas coletâneas de singles e de melhores hits, assim como é o momento certo para as editoras lançarem guias e retrospectivas de qualquer assunto que você possa imaginar (que o diga o Guinness Book). Nessa edição de “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, os álbuns lançados até ano passado entraram para o catálogo. De praxe, como é feito nas publicações anteriores, a década de 50 é o marco inicial dessa trajetória musical. Entretanto, o que me interessa mesmo é a década de 90 – a de 80 nem tanto porque era praticamente uma criança e minha formação musical era muito crua e superficial.

    Artistas e bandas de todos os gêneros musicais se destacam nessa seção do livro, desde o movimento grunge liderado pelo Nirvana, com seu álbum de maior sucesso “Nevermind”, passando pelo rock alternativo do The Lemonheads, até o dance pop e agitado do Deee-Lite e Madonna. O que percebo é que, fazendo parte de uma geração de dez anos, o progresso musical de alguns deles sofre perceptíveis mudanças. Vamos pegar, a título de exemplo, Massive Attack, que possuem dois discos: “Blue Lines”, dotato de faixas mais voltadas para o hip-hop e o house, e “Protection”, já com a linha estabelecida pelo trip-hop (aqui mais conhecido e cravado pelo grupo britânico Portishead).

    A partir de 2000, na minha opinião, também há bandas muito boas, mas que na maioria constituem de uma continuação do sucesso que tiveram na década anterior. Radiohead, que estourou com “OK Computer” em 1997 (além de “The Bends”, de 1995), aparece com “Amnesiac” e “In Rainbows”, de 2001 e 2007, respectivamente. Björk também é um bom exemplo dessa sequência: em 2001 você encontra o “Vespertine” e “Medúlla” de 2004, os trabalhos mais diferentes e experimentais da cantora.

    Mesmo contendo os artistas mais conhecidos – preciso dizer que a rainha do pop aparece com “Ray Of Light” e “Music”? -, fiquei surpreso com alguns que sequer imaginei fazer parte do catálogo: The Avalanches, Röyksopp, Nightmares On Wax e Joanna Newsom. É claro que há muitos outros, mas se eu fosse citar todos, a lista ia ser bem longa. Não dá para agradar a todos, principalmente a mim; sempre vai faltar alguém cujo álbum deveria ser um item obrigatório, contudo o repertório não deixa a desejar nem um pouco.

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    03/09/2008Música

    Parece que vazou o set list da turnê melada “Sticky And Sweet” da Madonna. Eu não vou, sabe por quê? Primeiro porque não vou conseguir entrar no site. Segundo porque ela não vai cantar Holiday. E eu sequer tive o trabalho de ouvir esse último disco, cujas músicas são péssimas (conseguem ser piores do que as do álbum anterior) e vão predominar no show. Faça-me o favor.

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