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Música. Cinema. Livros. Whatever.
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    22/02/2010Música

    So suddenly
    I’m free to fall
    Far away from it all
    But I can’t move at all

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    02/09/2009Música

    Matthew Herbert

    Não é a primeira vez e não será a última que falarei sobre esse músico ilustre e testudo.

    Matthew Herbert é um homem bem versátil: toca piano, produz trilha sonora de filme, é DJ e dono de um selo e adora jazz. Mas o seu dote artístico é inovar no experimentalismo: ele grava sons triviais de nosso dia-a-dia e faz deles batidas para suas músicas. É barulho de alguém escovando os dentes, é barulho de pessoas comendo maçãs, é barulho de trem passando.

    Achou estranho? Nada é esquisito para o inusitado Herbert, que mistura todos esses sons bizarros com minimal house (ele gosta das coisas simples da vida). Sua carreira lhe rendeu vários codinomes, desde Doctor Rockit até Radio Boy. Seu penúltimo álbum “Scale” – o último rendeu uma coletânea de músicas compostas para filmes – tem clima de era disco e de trilha sonora da Disney (ouçam We’re In Love e digam se estou errado), contudo os efeitos sonoros dão o tom especial de Herbert. Os vocais ficam por conta de sua dedicada esposa Dani Siciliano, que sempre acompanhou a carreira do marido desde o começo (e aproveitou também para lançar seus próprios álbuns).

    Como disse, Matthew também tem uma queda pelo jazz. Em 2003 ele se juntou com uma banda e, seguindo um manifesto criado por ele mesmo (cujas regras proíbem o uso de sons sintéticos que imitam instrumentos acústicos, mas que permitem erros de programação ou de gravação como parte das canções), fez um álbum delicioso repleto de saxofones, trombones e trompetes.

    A música pode ter várias definições, porém isso não é problema para Herbert. Seu espírito é o mesmo de uma criança que usa sua imaginação para ter uma criatividade sem fim.

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    06/08/2009Música

    Já tinha comentado rapidamente sobre o último trabalho de Matthew Herbert.  Pensei que ele fosse dar um tempo do estúdio, mas eis que leio no blog do seu MySpace sobre a produção de um novo álbum (agora sozinho) e, consigo, mais novidades sonoras.

    Matthew Herbert

    Repetindo o mesmo método para lá de experimental aplicado em “Plat Du Jour” (2005), em que ele gravou o som de 3.255 pessoas comendo maçãs ao mesmo tempo, Herbert agora convida as pessoas a comparecerem no dia 30/09, das 20h às 22h, no Robert Johnson Club em Frankfurt (ah se eu pudesse, ia sem pestanejar), a fazerem barulho. Isso mesmo, apenas barulho. Vários microfones serão instalados tanto dentro como fora do lugar para capturar qualquer tipo de som -- além de prováveis câmeras para documentar o acontecimento. Matthew ainda garante que todos os colaboradores na gravação receberão como brinde uma cópia do disco quando estiver finalizado.

    Matthew sempre foi adepto de criar novas maneiras de produzir música a partir de sons e barulhos banais do cotidiano. Sempre, claro, fazendo crítica à sociedade. Todo esse experimentalismo no começo da carreira (ele já se utilizou de vários nomes) se aperfeiçou na música eletrônica, aqui direcionado ao minimal house. Toda essa mistura fica muito mais homogênea quando Herbert se arrisca como compositor de trilhas sonoras e, também, quando toca jazz com seus amigos da Big Band. Em se tratando de som, seu conceito tem uma abordagem cada vez mais específica:

    my work is no longer about ‘finding’ sound. it is about recording specific sound. i have stopped being interested in the sound of any door closing, but am now interested in listening to the door of number 10 downing street closing. i am no longer interested in recording the sound of someone eating an apple, i want to hear the sound of hillary benn mp eating a british organic michalemas red apple, in season, standing in the office of the head fruit buyer for tescos. [leia mais aqui]

    Curiosidade a parte, não faz muito tempo que Herbert criou um blog para contar a vida de seu porco. A vida do porquinho -- aliás, os barulhos feitos pelo suíno -- servirá para o lançamento de um outro álbum em 2010. Pelo jeito vai demorar um pouco, pois ele ainda não conseguiu presenciar o nascimento de um… :P

    Confira a seguir The Audience, vídeo protagonizado pela esposa Dani Siciliano e Shingai Shoniwa (vocalista do Noisettes, banda a ser resenhada em breve por aqui):

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  • Mocky

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    28/04/2009Música

    Mocky

    Conheço o Mocky porque ele remixou a música mais famosa da Feist, Mushaboom; tem também uma participação da canadense em uma de suas músicas, Fightin’ Away The Tears… e só. Não conheço mais nada do moço. Olhando a discografia completa, vi que ele já tocou com Jamie Lidell, compositor e músico de melodias soul e jazz (que inclusive já colaborou com Matthew Herbert e sua Big Band).

    Seu último álbum “Saskamodie” – o primeiro que escuto, aliás – tem uma levada mais 70s com a ajuda de muitos instrumentos, a maioria tocada pelo próprio Mocky. Jamie e Feist colabaram com alguns desses instrumentos, além de alguns backing vocals (os quais eu não percebi até agora…). Poucas músicas são cantadas, como a suave Somehow Someway e a sussurrante Little Journey, entretanto o conteúdo todo é uma boa dica para quem quer relaxar e esquecer que o mundo existe.

    Music To My Ears

    Birds Of A Feather

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    23/04/2009Música

    Passando o tempo no Blip.fm, percebi que agora as músicas estão integradas com o Imeem. Por curiosidade – e com o objetivo de postar streaming audio sem abusar do servidor -, reativei minha conta e fiquei buscando por alguns covers feitos por mulheres cujas versões originais são cantadas por homens. Vamos ver se vocês gostam:

    Dani Siciliano – Come As You Are (Nirvana)
    Matthew Herbert feat. Dani Siciliano – Everybody Here Wants You (Jeff Buckley)
    Bat For Lashes – A Forest (The Cure)
    Roisin Murphy – Slave To Love (Brian Ferry)
    Sia – Paranoid Android (Radiohead)
    Angela McCluskey – Lady Grinning Soul (David Bowie)
    Giant Drag – God Only Knows (Beach Boys)
    Duffy – Ready For The Floor (Hot Chip)

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    17/02/2009Música

    Paul's SetFlickr de Dan McPharlin: Miniatures

    Tenho a leve impressão de que os recentes artistas da música eletrônica – quando digo recente, quero dizer de 2000 até hoje – estão transformando seus trabalhos em verdadeiros e pobres clichês. Não sei bem por onde começar, quem sabe pelo electro. Lembro perfeitamente bem de como adorava – ainda gosto, aliás – escutar os primeiros álbuns ecléticos do Chicks On Speed ou do Ladytron e curtir o clima retrô do Felix Da Housecat. Alguém me indica uma boa banda de electro sem ser ou que tenha qualquer semelhança com o Hot Chip? (eles são deploráveis)

    De uns anos para cá, tenho seguido artistas que conseguem criar sem esforços a própria identidade musical, tais como Air, Bent, Télépopmusik, Röyksopp, Bonobo e até Matthew Herbert (esse último puxa mais para o jazz, mas entra na roda). Outros mais descolados da cena alternativa, como The Avalanches, DJ Shadow e Wax Tailor, também conseguiram erguer seu mérito com a brincadeira incansável de construir músicas à base de samples de filmes. Produtores cuja discografia não sigo com tanta fidelidade, como Nightmares On Wax, Soulwax e The Herbaliser, se destacam pelas suas ótimas influências do funk e do soul – apesar de curtirem bastante um hip-hop.

    Artistas mais antigos e mais conhecidos, como The Chemical Brothers, Basement Jaxx, Groove Armada, Fatboy Slim e Daft Punk, a cada ano escorregam feio na falta de criatividade. Alguns tentam causar polêmica com videoclipes que só servem para deixar a música em segundo plano (já que ela sozinha não faz a menor diferença). Adivinha de quem estou falando? Do Justice, claro.

    Posso estar muito exigente – será que a idade faz isso conosco, nos deixando mais rabugentos e menos abertos a novidades? -, posso não querer dar oportunidade para bandas relativamente novas como Cut Copy, Empire Of The Sun (que capa é essa, minha gente?), Simian Mobile Disco, MSTRKRFT (Masterkraft, para quem como eu não decifrou as siglas), Miami Horror (a inspiração setentista me assustou um pouco), Hercules And Love Affair (é com o Antony, por acaso?), e tantas outras que aparecem do nada… mas sempre que penso na possibilidade de experimentar um novo som, esbarro naquele obstáculo lá do começo: verdadeiros e pobres clichês. Acho que eles estão precisando ter umas boas aulas com os vovôs do Kraftwerk. Isso sim é música eletrônica autêntica.

    E esse tal de MGMT? O que eles tocam de bom, hein? (brincadeirinha, é só para irritar os fãs… rs!)

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    15/01/2009Música

    Dani Siciliano é esposa de Matthew Herbert (mais conhecido como Herbert, exceto quando ele se junta a sua banda) e, talvez por causa desse matrimônio tão promissor, seus dois trabalhos sejam tão semelhantes com as produções de marido.

    Dani Siciliano

    O álbum de estréia “Likes…” (2004) ilustra o experimentalismo acerca do minimal house (que nada mais é do que o uso mínimo das batidas da house music), dos efeitos para lá de especiais – e exóticos – de Herbert e amigáveis influências do jazz moderno. A faixa de abertura Same determina as características que serão ouvidas nas próximas músicas, se já não fosse bastante sua duração de quase dez minutos. O destaque, entretanto, fica com o cover do Nirvana, Come As You Are, cuja sonoridade, a princípio, é realmente estranha. Matthew compartilha em uma música e outra como backing vocal, sem atrapalhar a voz suave e quase sussurrante de Dani.

    Em seu segundo disco, “Slappers” (2006), as batidas mais fortes e muito mais presentes sem dúvida remetem à era disco – claro que com um toque bem mais eletrônico e pessoal de Dani. As letras estão mais completas, se assim posso dizer (ao contrário da escassez no primeiro álbum), porém com refrões bem repetitivos. Contudo, é até diferente e prazeroso ouvir Dani brincar com rimas e palavras, como em Producer (be my producer / be my seducer) e Why Can’t I Make You High (put yourself down / pick yourself up / kick your own back).

    Pelo jeito, Dani resolveu deixar de lado sua carreira solo e voltar a colaborar em algumas canções de Matthew, como sempre fez desde o primeiro álbum do marido. No último trabalho dele, “Scale” (2006), sua participação é marcada em praticamente todas as faixas. Não deixe de conferir também, pois quando o casal se junta, pode ter certeza que o material é de primeira.

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    09/08/2008Música

    Sempre dou uma passada no MySpace para ver os updates da semana. Não gosto de perder músicas que só estão disponíveis lá – e por tempo limitado, ainda por cima. Bom, entre uma bisbilhotada e outra, uma foto da Dani Siciliano me chamou a atenção. Um jeito diferente – e bem artístico – de ilustrar o mundo da música (e também do cinema e dos cosméticos). Tem gente lá que é muito famosa, tem gente que não é tão famosa assim (mas ficou só porque tá namorando gente famosa) e tem gente que você provavelmente nunca ouviu falar (mas eu sim, modéstia a parte).

    Acesse Peeluca Bee e se divirta com o portifólio. Acho que ela é muito fã da PJ – várias fotos e vários looks. Para quem gosta mesmo de arte impressa, não deixem de visitar o blog dela.

    E já que falei da Dani, é impossível não falar do maridão Matthew Herbert. Ele anunciou no seu site oficial que está preparando disco novo com sua Big Band. Pena que não tem a esposa nem a Mara Carlyle cantando, mas se tiver o mesmo jazz do primeiro álbum, já compensa todo o sofrimento (pela espera, claro).

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    14/06/2008Música

    Isso que dá trabalhar demais. Você simplesmente esquece de se atualizar com o mundo. No meu caso, é com o mundo da música mesmo. Então, por favor, atualizem-sem comigo:

    Mara Carlyle: é só um EP com quatro faixas, mas pelo fato de seu primeiro álbum ter sido lançado em 2004, então todas elas compensam imensamente. Para quem não conhece a branquela, ela já fez algumas participações especiais nos discos do Matthew Herbert.

    Jewel: como assim novo álbum? E eu não fiquei sabendo? Shame on me. Não deu tempo de ouvir ainda.

    A Camp: Nina Persson finalmente deu o ar da graça com seu projeto solo. Vamos ver se sai logo, nem que for só a primeira música.

    Sara Lov: a vocalista do grupo de dois Devics está com novas músicas, além do EP já lançado (muito mal lançado por sinal… até descobrir que ela tinha gravado solo demorou um certo tempo) com três músicas meigas e simpáticas.

    Maria Taylor: tem uma música inédita, mas é a única. Que pena. É porque ela está fazendo shows – está perdoada.

    Natalie Walker: que mudança no visual! Agora totalmente morena das mechas – detalhe que estão mais lisos do que estrada recém pavimentada. Novo single no playlist dela, mas sinceramente não gostei muito do tom da música. Vamos aguardar pelo álbum inteiro.

    Por enquanto é só. Depois tenho que fazer uma varredura mais profunda e precisa pelo meu MySpace.

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