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Retrô 2012 [Parte 2]

podcast

Dando continuidade à retrospectiva do ano, na segunda parte há um pouco mais de sons mesclados: música eletrônica, folk e demais experimentalismos, porém a sequência até que criou uma harmonia simpática e democrática.

01. Madrid: Siblings
02. School Of Seven Bells: Love Play
03. Amanda Palmer & The Grand Theft: The Killing Type
04. Azure Ray: Scattered Like Leaves
05. The XX: Angels
06. Four Tet: 128 Harps
07. Moodorama: Never Go!
08. Terranova: Question Mark
09. Rhye: Open
10. Metric: Youth Without Youth
11. Fiona Apple: Every Single Night
12. Julia Stone: I’s All Okay
13. Marissa Nadler: Love Again, There Is A Fire
14. CocoRosie: Tearz For Animals (feat. Antony Hegarty)

Rapidinhas da semana: CocoRosie, Melody Gardot, Metric

Segunda parte das rapidinhas da semana para não deixar o texto longo e cansativo.


CocoRosie
: ainda é um mistério o novo disco das irmãs – se é que vamos poder ser presenteados com um. O máximo que podemos degustar é o novo single We Are On Fire, em que elementos de trip-hop permeiam a base da música. Antony Hegarty volta a colaborar com a dupla no lado-b Tearz For Animals, mais uma obra-prima para a coleção depois de Beautiful Boyz.


Melody Gardot
: as primeiras faixas do segundo álbum “The Absence” podem parecer um tanto deslocadas do jazz, estilo musical incorporado pela cantora, mas nada que comprometa a qualidade do trabalho como um todo. Samba e letras em português enfeitam as melodias, mas a voz de Gardot continua charmosa e encantadora, como você pode notar no vídeo do primeiro single Mira.


Metric
: muita expectativa pode gerar decepção. Foi o que aconteceu com o último álbum “Synthetica”, por mais que não seja ruim (o título já denuncia o exagero dos sintetizadores e os vocais metalizados). Depois de um trabalho formidável em “Fantasies”, fica quase impossível não fazer comparações, ainda que elas pareçam injustas. Ouça o disco na íntegra para tirar suas conclusões.

Podcast #6: Alcoholiday

Podcast fresquinho com o playlist que eu toquei no Alcoholiday. Como prometido, selecionei apenas vocais femininos, os quais já falei ou citei por aqui no blog. Encante-se e divirta-se ao som das minhas mulheres.


MP3 | 192 Kpbs | 80.1 Mb | 58’20″ | download

01. Elysian Fields: Lady In The Lake
02. Those Dancing Days: Hitten
03. Elizabeth & The Catapult: Momma’s Boy
04. Blonde Redhead: 23
05. Elk City: Cherries In The Sknow
06. Phoebe Killdeer & The Short Straws: Paranoia
07. Joan As Police Woman: Overprotected
08. Spiral Beach: Scour + Devour
09. Giant Drag: This Isn’t It
10. Land Of Talk: Some Are Lakes
11. St. Vincent: Actor Out Of Work
12. Metric: Gold Guns Girls
13. The Kills: What New York Used To Be
14. Clare Bowditch & The Feeding Set: When The Lights Went Down
15. Devics: Catch
16. Garbage: Lick The Pavement
17. Nina Hynes: Shine
18. The Cardigans: I Need Some Fine And You, You Need To Be Nicer

Sick muse

Everybody, everybody just wanna fall in love
Everybody, everybody just wanna play the lead
Everybody, everybody just wanna fall in love
Everybody, everybody just wanna play the lead
Play the lead
Play the lead

Metric: Fantasies

Nunca fui fã assíduo do Metric, admito. Prefiro muito mais o projeto solo da Emily Haines, líder do grupo originalmente formado em Nova York mas que agora tem como pátria o Canadá. Entretanto, nenhum dos três álbums até agora me detiveram tanto quanto o quarto, cujo lançamento está previsto para o mês que vem (mas que você pode conferir na íntegra lá no site oficial deles).

Metric

Sendo mais franco ainda, o disco que até então eu ouvia sem parar – e olha que não eram todas as faixas – era “Grow Up And Blow Away”, principalmente Soft Rock Star. Fora isso, mais nada. Agora com “Fantasies” é diferente: eu escuto todas sem exceção e sem parar.

Para começar, Help Me Alive, single de estréia que ganhou versão acústica (vai lá no site para baixar, é de graça), ganha força progressiva na bateria enquanto Emily solta aos poucos versos amigáveis como I tremble / They’re gonna eat me alive e, logo depois, já entra na frase principal da música com My heart keeps beating like a hammer. A introdução da próxima, Sick Muse, me fez vibrar porque é quase igual ao comecinho de Special do Garbage, e porque Haines coloca o coração na boca para cantar Everybody, everybody just wanna fall in love / Everybody, everybody just wanna play the lead. As guitarras de Satellite Mind remexe qualquer esqueleto e quase estoura qualquer tímpano se estiver no último volume. Para dar uma pausa, Twilight Galaxy relaxa as mentes perturbadas com um sitentizador de fundo – mesmo que ela não cante para isso: Go higher than high /Go lower than deep / Keep doing it wrong / Keep singing alone.

Mal dá para descansar e Metric volta com tudo com Gold Guns Girls – minha preferida, por sinal -, dando a impressão de que não estão satisfeitos (Is it ever gonna be enough?). Gimme Sympathy é a mais pop de todas, outra faixa que recebeu uma versão mais desplugada. Collect Call se atreve com uma leve melodia eletrônica do início ao fim, tornando-se a mais balada do álbum. Front Row rasga com um riff pesado e abafa de propósito a voz de Emily. Blindness soa melancólica por causa do protesto contra a maldade desenfreada do ser humano, tanto que até a batida pacífica e tímida só aparece no meio da música. E, para terminar, Stadium Love resume toda a empolgação do repertório como se realmente estívessemos em um estádio.

Agora me fala se não valeu a pena? ;)