Dando continuidade à retrospectiva do ano, na segunda parte há um pouco mais de sons mesclados: música eletrônica, folk e demais experimentalismos, porém a sequência até que criou uma harmonia simpática e democrática.
O grupo alemão Moodorama sempre fez um som eletrônico mais tranquilo, ao estilo easy listening, ainda que seu primeiro álbum “Basement Music”, lançado em 1998, tenha uma boa base de trip-hop. É só com “Listen”, de 2003, e “Mystery In A Cup Of Tea”, de 2005, que a música deles intensifica toda a atenção no downtempo, principalmente com a ajuda dos vocais metálicos de Kerstin Huber e muitas faixas instrumentais – característica quase predominante das coletâneas europeias de chill out.
Assim como no penúltimo trabalho “My Name Is Madness”, de 2006, o sexto disco, simplesmente intitulado “Six”, não desvia do já traçado estilo melódico do Moodorama e, como se fosse outro comportamento nativo da banda, não se preocupa muito com sua divulgação. A exceção à regra fica por conta de apenas duas faixas: Wondering Why, uma fuga totalmente errada no electro dançante embalsamado pelas cantoras pop mais novatas, e Misguided, que, apesar da introdução agradável da flauta (como não lembrar do Koop?), também desvia precipitadamente o caminho para o reggae.
Participações masculinas dão o contraste necessário, por exemplo, em For A Little While e Say Goodbye (To The Things You Love), essa última com uma edição mais lenta do que as batidas aceleradas da versão original (lançada no EP “Beatzekatze”, dois anos atrás). As que não foram premiadas com vocais também têm seu mérito: 5 Minutes Of Porn, como bem sugere o nome, ganha gemidos e suspiros de prazer na textura da música. Ouça a seguir duas faixas deste novo álbum: Into The Sunrise e Wondering Why.