Zé Offline
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28/09/2009Música
Como é difícil encontrar uma descrição apropriada para o estilo musical dessa inglesa (nascida em Londres, mas que aos dois anos já tinha mudado para Nova York). Fruto de um casamento entre um diretor de cinema escocês e uma atriz americana, é possível imaginar a criatividade de Nellie McKay, assim como sua inquietação em fazer tudo diferente, a sua maneira.
Seu trabalho destoou como revelação com o segundo álbum “Pretty Little Head”, de 2006, cujas músicas misturam jazz com letras cantadas rapidamente – quase que um rap. As letras, por sinal, também se destacam pelos assuntos que são abordados: política, protestos contra abusos de animais e relacionamentos conturbados – fora aqueles que já se perderam no tempo.
Em seu último disco, “Obligatory Villagers”, McKay continua com seu jeito original de fazer música, com o mesmo mix de jazz e hip-hop e as mesmas letras afiadas (e até sarcásticas). Entretanto, esse terceiro trabalho tem muito mais elementos do jazz contemporâneo, visto que ela convidou alguns profissionais do ramo, como Phil Woods, David Liebman e Bob Dorough – saxofones e trompetes fazem a festa na maioria das faixas.
Apesar de seu sucesso ter deslanchado como cantora, ela também pôde testar seus dons como atriz. Depois de largar a escola de música em 2000, ela se arriscou como comediante – stand up comedies, tão comuns hoje em dia. E não parou por aí: em 2006 ela mostrou seus dotes artísticos no palco da Broadway com “The Threepenny Opera”.
Tags: hip-hop, jazz, nellie mckay, obligatory villagers, pretty little head, rap -





































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