Zé Offline
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01/12/2008Cinema e TVQuem lê acha que assisti a todos os filmes da locadora e do cinema. Claro que não – não sou filho de rico, nem dei o golpe do baú, nem ganhei na loteria (esse muito menos, perigoso me matarem) -, fui ver dois filmes que estavam na minha lista de pendências: “Vicky Cristina Barcelona” e “Leia Queime Depois de Ler”.
Vicky Cristina Barcelona: leia o post do César, ele disse praticamente tudo que tinha em mente. Meu complemento não vai muito longe. Creio que as pessoas acham que tem muita certeza do que querem da vida, outras não acham nada e vão em frente (mas ao mesmo tempo, por não saberem o que querem dela, não sabem por onde ir), outras não têm coragem de trocar o certo pelo duvidoso. Também não sei em qual dos personagens eu me encaixaria. De primeira, já fui julgando a coitada da Vicky – covarde, não quis se arriscar -, mas depois parei para pensar: será que eu também não recuaria? O certo, na maioria das vezes (para não dizer sempre), é bem mais confortável, entretanto sua felicidade pode ir direto para o ralo, dependendo do grau de insatisfação, arrependimento e remorso. Mas também, quem garante que a vida a três daria certo? Enfim, só experimentando para saber – would you have the bollocks?
Queime Depois de Ler: irmãos Cohen voltam, porém não com o mesmo grande estilo. Não que o filme seja ruim, ao contrário, é muito engraçado. Pois foi aí que eu notei a diferença: o humor negro foi deixado um pouco de lado (talvez por eles já terem mostrado essa característica em “Onde Os Fracos Não Têm Vez”; e quem não se lembra de “O Homem Que Não Estava Lá”? – I was a barber, for Christ’s sake!) e partiram para a comédia quase escrachada. Ainda bem que não partiram para as piadas infames e sem graça típicas dos americanos. Notei que os personagens estão acima do nível permitido de loser se comparado com os filmes anteriores (nenhum ganha de “Gosto de Sangue” e, principalmente, “Fargo” quando o assunto é fracasso). Brat Pitt com aquele cabelinho anos 80 está impagável, George Clooney tenta fazer papel de canastrão mas não convence muito – exceto pela cena em que ele mostra sua invenção no porão de sua casa -, Frances McDormand exagerou na burrice (apesar de ser uma das poucas personagens que se dá relativamente bem) e John Malkovich se encaixou perfeitamente no papel do analista recém-despedido – I have a drinking problem?. A história em si não é muito confusa como fiquei sabendo por aí, dá para entender o filme sem ter que assisti-lo duas vezes. Mas vale a pena ver de novo.
Tags: brad pitt, fargo, frances mcdormand, george clooney, gosto de sangue, irmãos cohen, john malkovich, o homem que não estava lá, onde os fracos não têm vez, queime depois de ler, vicky cristina barcelona -





































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