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  • scissors
    17/08/2010Cinema e TV

    Atenção: se você não assistiu à quarta temporada, não recomendo ver o vídeo abaixo. ;)

    Nem precisa falar que eu estou mais do que atrasado. Os trailers da nova temporada do nosso querido companheiro serial killer já estão online no canal da Showtime faz muito tempo. Esse aí que você vê acima é praticamente um resumo do que aconteceu no último capítulo da quarta temporada e quais são as consequências para Dexter a partir de 26 de setembro, data de estreia lá fora.

    Depois da surpresa que chocou todos os fãs na última cena do episódio final -- que, por sinal, fez uma ótima comparação com o próprio passado de Dexter -, a curiosidade arrebatou a nossa ansiedade do que estaria por vir. Mesmo não tendo a participação de um dos personagens principais na vida dele,  a trama fica melhor ao se deparar com um Dexter totalmente despreparado para conciliar seu novo papel de pai (agora com o terceiro filho recém-nascido)  com sua vida de matador.

    A expectativa é grande, assim como todo começo de temporada. Sempre há um novo desafio para Dexter (teremos um novo inimigo assassino tão ousado quanto o Trinity?) e, à medida que a trama avança, vemos que nosso amigo fica cada vez mais sem alternativas para prosseguir com sua rotina dupla. Às vezes me pergunto até quando poderemos sentir essa empolgação, mas enquanto essa dúvida não paira sobre nossas cabeças, sigamos em frente.

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  • scissors
    22/05/2009Cinema e TV

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    AVISO 1 : contém spoilers. AVISO 2: se procura por download de episódios, parou no lugar errado.

    Desperate Housewives

    A quinta temporada de Desperate Housewives foi a que mais me agradou até agora. Intriga, inveja, brigas, ciúmes e demais sentimentos e atitudes repudiados e disfarçados por todos os personagens do seriado continuam intactos. Claro que é preciso arranjar muito assunto para cada temporada renovada. A criatividade para essa última foi avançar o tempo em cinco anos: os filhos gêmeos de Lynette já estão adolescentes, quase indo para a faculdade – deixando de escanteio a presença dos outros irmãos caçulas; Susan está de namorado novo e misteriosamente está de relações cortadas com Mike – nó que vai se desfazendo aos poucos a cada episódio; Edie retorna ao bairro de Wisteria Lane com seu novo marido, fato de surpresa total para todas as amigas donas-de-casa; as duas filhas de Gaby, ao contrário do corpo definido da mãe, se mostram crianças cuja má alimentação pode servir de aviso para as crianças nos Estados Unidos, onde problema de obesidade é uma (des)preocupação nacional; Bree se dá muito bem com seu livro e seu potencial dote empreendedor – só o marido que não gostou da idéia de ter a esposa se dando bem profissionalmente, mesmo depois de ele ter perdido o posto de dentista por causa de sua recente condenação e prisão.

    Claro que a cada temporada, alguém misterioso sempre tem seu destaque na série. É o caso do marido de Edie, Dave, cujo passado é obscuro – puro cliché, eu sei, mas era preciso dar o clima de suspense no roteiro – vai revelando seu motivo principal: vingar a morte de sua mulher e sua filha pequena, mortas em um acidente provocado por Susan e Mike, causa da separação do casal mais chove-mas-não-molha do elenco. Essa trama toda fez com que Katherine fosse jogada em segundo plano, tornando-a mais uma da liga das desperadas. Até pensei que Katherine fosse substituir Edie no começo, entretanto, nos últimos episódios, esse pensamento entrou em vigor: a morte da loira chocou o bairro inteiro – mas não o diretor, visto que o corte da personagem foi para reduzir custos de produção – e aumentou as chances de Dave se dar bem no seu plano maquiavélico (nossa, quanto tempo eu não ouvia esse adjetivo… rs!). Isso é que, de alguma maneira, me irritou em Desperate Housewives: sempre tem de ter um assassino, sempre um personagem tem de morrer quando ele não se encaixa mais no roteiro. Foi assim com vários, porém as mortes possíveis foram poupadas. Imaginei que Dave iria ter um final trágico, contudo sua volta ao instituto psiquiátrico foi mais lógico do que previsível; foi o mesmo destino com o ex-atual-namorado de Susan: depois de abandonar sua relação, retorna já nos últimos episódios para conseguir visto de permanente no país (para isso, ele propõe o absurdo de se casar com ela), objetivo não alcançado graças à denúcia feita por Dave. Mas é claro que não podiam deixar passar em branco: o médico que acompanhava o tratamento de Dave terminou enforcado pelo próprio paciente no incêndio provocado para matar Mike.

    Algumas abordagens entraram em cena para ver se causavam alguma polêmica, mas ao meu ver passaram em vão. O caso entre a mulher mais velha e o filho de Lynette não me impressionou em nada: basta assistir Nip/Tuck para ver sandices piores (tem um episódio em que um garoto pede para “ficar mais velho”, porém a futura esposa e professora dele o troca pelo irmão caçula após sua cirurgia). O futuro genro da Bree causa um certo desentendimento quando a sogra descobre que ele participou de filme pornô; como diz o ditado popular, “quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho”: Andrew foi um péssimo exemplo de filho nas temporadas anteriores. Os momentos de lição de moral também me incomodaram: os atos inpensáveis e repentinos de Gaby conduzem ao arrependimento, mas nada parece funcionar com a ganância da personagem; para melar mais ainda, o fato de Carlos ter passado por épocas difíceis antes de voltar a enxergar deixa os diálogos mais enjoados ainda. Já que é desnecessário, então que o roteiro seja economizado para cenas mais divertidas.

    O último episódio repetiu a dose do suspense e deixou todos na curiosidade: com quem Mike se casou? Eu aposto na Katherine, mas só no começo; depois vem aquele “volta-não-volta” com Susan. Quem diria que Lynette tivesse a desagradável surpresa de estar grávida – ela mesma duvidou ao perguntar ao médico se não era mesmo câncer – e Tom Scavo tivesse mais um entre seus milhares de sonhos escoado ralo abaixo: ele tinha sido aprovado na faculdade.  Bree foi quem mais me surpreendeu… nem tanto, vai. O papel exemplar da pessoa politicamente correta se transforma da água para o vinho: planos para divorciar de Orson sem perder o dinheiro obtido com anos de trabalho e um promissor caso com o ex-marido de Susan.

    Agora é esperar para ver como será a próxima temporada, cuja benção da renovação de contrato foi dada sem objeções, mesmo com corte de orçamento e muitos cancelamentos de outros seriados tão famosos quanto: Without A Trace, Everybody Hates Chris, My Name Is Earl (fiquei sabendo que iria para outro canal) e According To Jim (esse eu não gostava mesmo, ainda bem que foi descartada), por exemplo.

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