Zé Offline
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03/02/2010Música
Ah se todas as cantoras pop fossem capazes de cantar músicas tão delicadas e ao mesmo tempo tão envolventes como Corinne Bailey Rae. É só entrar no perfil dessa inglesa no MySpace para conferir suas ótimas influências: Björk, Veruca Salt e Massive Attack. Do trip-hop ao rock feminino dos anos 90 em curtos passos.
Com tanta mistura musical, já esperava que seu segundo álbum “The Sea”, lançado essa semana, tivesse um pouco de cada gênero, sem perder, claro, sua principal característica: soul e R&B encorpados fortemente de cabo a rabo. Esqueça o hit que estampou trilha sonora de novela brasileira e grudou no playlist de todas as rádios, pois talvez você não encontre nada parecido. Confira a baladinha gostosa da garota no primeiro single I’d Do It All Again:
Tags: corinne bailey rae, i'd do it all again, R&B, soul, the sea
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03/07/2009MúsicaSe a sensação do momento é o electro nauseante e insistente, carregado nas costas de cantoras-revelação como La Roux e Little Boots, eu prefiro ficar com a Adrianne Verhoeven, mais conhecida como Dri. Não, ela não toca electro, mas se arriscou com elegância em um som eletrônico lo-fi, beirando o downtempo e se esbarrando no R&B.
Proveniente de bandas da cena folk rock do Kansas como The Anniversary e Fourth Of July, além de ainda fazer parte do grupo indie Art In Manila (junto com Orenda Fink, ex-parceira de Maria Taylor no extinto Azure Ray), não dá para saber de onde Dri tirou suas influências musicais. Não que isso seja um ponto negativo, muito pelo contrário.
O álbum de estréia “Smoke Rings” revela referências de funk e hip-hop, todas elas emaranhadas em samples que servem de base para as melodias de Dri. Não tive como não lembrar de The Avalanches quando ouvi Don’t Wait e What’s Real, as mais baladinhas do disco; Free Tonight, confesso, foi a que menos gostei, mas é perfeita para um aquecimento na pista de dança; em Two Are One, Dri abre o repertório em estado de transe; Hot As Hades tem uma sequência rítmica contagiante, mesmo sem chegar nos dois minutos; Goodnight, Baby embala com a batida forte, porém é apenas um prelúdio para a última faixa que leva o nome do álbum -- quase uma canção de ninar.
Confira o vídeo de You Know I Tried, uma das minhas prediletas:
Confira as versões que Dri gravou para o Daytrotter Sessions: muito soul na veia.
Tags: adrianne verhoeven, art in manila, don't wait, downtempo, dri, eletrônica, fourth of july, free tonight, funk, goodnight baby, hip-hop, hot as hades, orenda fink, R&B, smoke rings, soul, the anniversary, two are one, what's real, you know i tried -
18/03/2009MúsicaNão adianta. Eu sempre confundo com a Jenny Lewis, vocalista do Rilo Kiley. Mas é só o nome mesmo, porque em se tratando de estilo musical, não tem absolutamente nada a ver com a Jenny Wilson.
Já tinha comentado que não gostei do primeiro disco dessa sueca de cabelos escuros (estava tão acostumado com as mechas douradas da Nina Persson, mas até ela se rendeu aos cachos morenos uma época), logo fiquei hesitante em escutar ao segundo, “Hardships!”. “Love And Youth” não me chamou atenção em nada, mesmo porque não encontrei nenhuma novidade musical: é pop e ponto. O último trabalho da Jenny é legal? Hmm… sim. Fenomenal ou o melhor que ouvi até agora esse ano? Não.Todas as músicas possuem os elementos clichés do R&B: gemidos, backing vocals que gemem juntos, refrões curtos que repetem uma eternidade. O engraçado é que demorou para cair a ficha de que era R&B. Isso porque ela não usa uma batidinha hip-hop sequer, daquelas de ficar rebolando a bunda até o chão. Todo o arranjo parece ser tocado rigorosamente por instrumentos não-eletrônicos (leia-se sintetizadores e programas de computador). As ditas batidas são muito bem representadas por palminhas ou estalos -- pelo menos é o que eu consigo deduzir em Like A Fading Rainbow, Clattering Hooves e Anchor Made Of Sound, por exemplo. A primeira faixa, The Path, me enganou de primeira: o solo de teclado no início e o saxofone nos últimos dois minutos não passam despercebidos mesmo com um dos clichés que citei agora há pouco.
O primeiro single The Wooden Chair -- que penteado é esse, hein? -- é uma ode forçada às divas pop da black music, o que de fato não me agradou. Bat Waters foge um pouco à regra no começo com o piano tocando de fundo, acompanhado de uma melodia lenta e coerente, mesmo que no refrão ela erga um pouco a voz para dar ênfase nos ditos clichés. Pensei que Pass Me The Salt fosse a faixa mais insuportável (me lembrou na hora do milk shake, por que será?), porém Only Here For The Fight ganha pela irritação de tanto Jenny repetir o título da música (é sério, tem quase cinco minutos, mas parece que vai até os dez). Motherhood trilha rapidamente pelo gospel e We Had Everything surpreende radicalmente com a perfeita combinação de violino e piano -- talvez a única que compense todas as outras.
É isso. Não tem muito o que falar. É R&B, é black music, é hip-hop disfarçado de palminhas e estalos. Nem o experimentalismo estampado na classificação do MySpace de Jenny convence além do que ela já tinha mostrado desde o início: é pop e ponto. Confere o clipe aí:
Tags: anchor made of sound, black music, clattering hooves, hardships, hip-hop, jenny wilson, like a fading rainbow, love and youth, only here for the fight, pas me the salt, pop, R&B, the wooden chair
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Falou e disse