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  • scissors
    17/02/2010Música

    Holigoland: remixes

    A gente não se aguenta e eles sabem disso. A dupla Massive Attack, antes do lançamento oficial de seu mais recente álbum “Heligoland”, se aproveitou bastante da ansiedade de seus fãs. O primeiro single Splitting The Atom soltou as primeiras impressões sonoras do que estaria por vir (a princípio, muita criatividade nas novas batidas de trip-hop se comparado com o antecessor “The 100th Window”). Depois veio o vídeo de segundo single, Paradise Circus, cantado pela maravilhosa Hope Sandoval. Agora nos deparamos com um EP só de remixes, cuja primeira faixa (desse último single)  foi retrabalhada por ninguém menos que o paulistano Gui Boratto -- sem puxar o saco, é umas das melhores versões na coletânea; Gui concedeu uma batida mais profunda e envolvente para a base da melodia. É só se tornar fã da página do duo no Facebook para ouvir em streaming audio todas as interpretações.

    O novo disco conta ainda com a participação de Martina Topley-Bird e Dalmon Albarn, ex-vocalista do Blur, mas que agora é mais lembrado pelo grupo virtual Gorillaz (já tem uma versão ao vivo para os mais curiosos). Confira abaixo o vídeo oficial do primeiro single:

    P.S.: os desenhos da foto acima parecem plágio do U.N.K.L.E., mas deixa pra lá…

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  • scissors
    14/07/2009Música

    Erol Alkan & Richard Norris

    Mais do que fazer um remix é reinterpretar. Talvez a distância entre os dois significados seja pura ilusão quando dão de cara com a criatividade. Beyond The Wizard’s Sleeve é o projeto conduzido pelo DJ e produtor Erol Alkan, responsável por dar roupagens novas para bandas como Zero 7, Yeah Yeah Yeahs e Interpol (entre muitos, muitos outros), e o músico Richard Norris (sua lista de colaborações é imensa). O resultado de tantas versões especialmente personalizadas para tantos artistas diferentes é a coletânea de remixes intitulada “Reanimations Vol. 1″ (já estou curioso pelo segundo capítulo).

    O primeiro experimento que escutei foi Raise The Roof, segundo single do disco solo da Tracey Thorn (lembram do Everything But The Girl?): sem muito alarde, uma versão dub bem simplória. O que mais viciou meus ouvidos foi Happiness da Goldfrapp, conseguiu ficar mais agitada e mais empolgante que a original. Eu me surpreendi com a delicadeza que depositaram em Promises do Badly Drawn Boy, entretanto em nada me animou ao ouvir as distorções vocais em Young Folks de Peter Bjorn And John. Como já não gosto muito de Franz Ferdinand, achei que a dupla podia ter dado mais asas à imaginação ao recriar Ulysses. Battle Scars dos Chemical Brothers ficou próxima da original, mas ainda deixo meus créditos para os garotos, já que Tom e Ed não sabem mais fazer música eletrônica como antigamente.

    Agora quer conhecer os remixes? É só jogar no YouTube que você vai conseguir ouvir quase, se bobear, todas. ;)

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  • Flunk

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    scissors
    27/05/2009Música

    Flunk

    Para quem olha a foto pode pensar -- ainda mais quando já se sabe qual são as preferências de quem escreve -- que a banda é da Suécia. Quase lá: Noruega. Não lembro exatamente como e quando Flunk veio até mim. Talvez alguma relação de estilos musicais tenha encurtado o caminho.

    A banda começou no começo de 2000, quando o quarteto se juntava em sessions -- sem compromisso e com muita diversão -, cujas músicas não passavam de projetos instrumentais com samples e vocais soltos. Eles conseguiram assinar contrato com uma gravadora local e logo se destacaram com o cover do New Order, Blue Monday. Não foi o único cover que eles fizeram, mas foi o que deu um empurrãozinho na carreira da banda: a música foi usada, para variar, em várias coletâneas, seriados e filmes.

    O álbum de estréia, “For Sleepyheads Only” (2002), tem exatamente esse propósito: levar o ouvinte para uma galáxia bem distante e isolá-lo de qualquer perturbação que se faça ameaça. O repertório possui elementos do downtempo, batidas dispersas -- posso fazer referência ao dubstep? -, muitos samples e versos jogados porém angelicais, graças à voz infantil de  Anja, na época incerta quanto ao seu futuro de vocalista e líder do Flunk. É claro que os efeitos eletrônicos são apenas a base para construir a sonoridade sonhadora dos noruegueses: guitarra, violão, bateria e baixo são essenciais e transparentes desde o primeiro trabalho.

    O segundo disco, “Morning Star” (2004), agora com todos seus integrantes já firmados, traz um Flunk mais alegre e com alguns dedinhos no pop. Faixas como Morning Star, On My Balcony e Play (essa foi usada na trilha da extinta série The O.C.) provam a docilidade celestial de Anja. O violão tem mais peso na maioria das melodias, entretanto resquícios lo-fi podem ser encontrados, como em Six-Seven Times e Probably (minhas prediletas, aliás). Durante uma mini-turnê nos Estados Unidos, nasceu o cover -- bem melhor do que a original, que me desculpem os fãs -- de See You, do Depeche Mode, que mais tarde faria parte do terceiro trabalho da banda.

    “Personal Stereo” (2007) é o melhor de todos, na minha opinião, a começar pela faixa-título: The One I Love, do R.E.M., serviu de inspiração para compor a letra. Aqui eles atingiram sua maturidade musical, como se tivessem encontrado sua identidade e o equilíbrio entre os samples, os beats e o a bateria, sem alterar obviamente a voz de menina de Anja. Desde as faixas mais fáceis de escutar, como Heavenly e Two Icicles (Change My Ways parece uma versão acústica), até as mais difíceis (demorei para me acostumar com as batidas severas de Keep On e os acordes arranhados de guitarra de If We Kiss). O mais legal de tudo foi Flunk ter liberado algumas faixas no site oficial para um concurso de remixes. Os ganhadores tiveram seu mérito reconhecido em uma compilação entitulada “Democracy”, lançada no mesmo ano.

    Pausa blasé: eles colocaram meus dois remixes nessa coletânea; clique aqui e faça o download gratuito de todas as versões ganhadoras -- mas primeiro, as minhas: If We Kiss (Zee’s Chillin’ Remix) e Diet Of Water And Love (Zee’s Remix).

    O ano de 2008, mesmo com alguns projetos solo de Anja em paralelo, Flunk se reuniu para produzir “This Is What You Get”, lançado agora em maio desse ano. O álbum ainda é um experimento para meus ouvidos. Tem um pouco de cada época do quarteto: o downtempo escondido no interlúdio de Dying To See You, o dubstep se esquivando em Stain e Cardboard Rebel, o pop meloso em Cigarrette Burns, a bateria e a guitarra a todo vapor em Ride, os poucos versos espalhados ecoando em Speedskating, as batidas pesadas e estrondosas em Shoreline, o violão simples e acústico em Down e, só para não desacostumar, mais um cover -- o mais inusitado e diferente de todos -- para finalizar o repertório: Karma Police, do Radiohead. Ouça o álbum na íntegra na página do Last.fm.

    Bônus: faça o download de Silent Night, gravado -- claro! -- no Natal do ano passado. Você também pode ouvir por inteiro o primeiro disco do Flunk lá no Last.fm.

    Blue Monday (New Order cover)

    Six-Seven Times

    On My Balcony

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  • scissors
    06/11/2008Música

    Não tenho a intenção de fazer uma sergunda parte sobre os remixes, mas é que eu lembrei de outros DJs. Esses são bem mais aleatórios - em outras palavras, eu ouvi um ou dois remixes uma ou mais vezes e gostei: Can 7, Ashley Beedle, Kris Menace, Martin Buttrich, Ewan PearsonPhotek, Chicane, Markus Schulz e Mood II Swing.

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  • scissors
    04/11/2008Música

    Vamos deixar as mulheres – nem tanto – de lado e falar um pouco de remixes. Não sou especialista em remixes, longe disso, mas para quem curtia uma vida agitada recheado de baladas intermitentes (falou, hein, Erika Palomino!), até que posso transcorrer algo de útil sobre o assunto.

    De acordo com o Wikipedia em inglês, remix é uma versão alternativa de uma música, diferente da versão original (americano adora ser redudante, não sei por quê). Não importa a definição, eu só usei como pretexto para começar meu post.

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