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    05/07/2010Música

    Andreya Triana

    Ela já é a cantora revelação do ano -- pelo menos para mim. Já falei dela quando o Bonobo lançou seu último disco, já publiquei seu primeiro vídeo e agora vou falar mais uma vez enquanto não sai seu álbum de estreia.

    Andreya Triana vem de South East London e desde pequena, quando ainda tinha seus sete anos, se trancava no quarto para ensaiar suas improvisações harmônicas e cantar seus próprios poemas. O ano de 2006 foi decisivo para Andreya ao participar do Red Bull Music Academy na Austrália, fazendo com que despontasse como uma futura artista para vários músicos e produtores. Entre eles, Mr. Scruff e Flying Lotus deram a chance para divulgar o dom de Triana.

    Bonobo foi o primeiro a se interessar realmente pelo talento em potencial de Andreya, convidando-a  para cantar algumas faixas de novo álbum e, além disso, a participar de sua turnê em 2009. Relacionamento firmado, eis que Bonobo também se intima a produzir o primeiro trabalho de Andreya, “Lost Where I Belong”, cujo lançamento oficial será em agosto (para a Europa) e setembro (para os Estados Unidos) desse ano -- ainda bem que faltam poucos meses. Apesar de ter só duas músicas divulgadas, dá para sentir o charme e o soul impregnados na deliciosa voz de Andreya, confinados na roupagem eletrônica muito bem executada por Simon Green. Confira a seguir o vídeo do segundo single A Town Called Obsolete:

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    02/06/2010Música

    Quadron

    Você conferiu há pouco tempo o single, música pela qual fez crescer o meu interesse pela dupla de dinamarqueses Quadron. O ritmo solto e pegajoso do refrão em Pressure não reflete praticamente nada o espírito das outras músicas do primeiro trabalho deles.

    Tive a impressão de que eles quiseram misturar vários gêneros sonoros e, no final, se perderam no meio da caminho. Deixaram o repertório inacabado ou, melhor dizendo, indeciso. A faixa de introdução Buster Keaton é levada por uma base mais R&B, sendo que a canção seguinte Slippin pende para um clima mais pop (quase escorregando no soul). E assim vai o zigue-zague: uma hora mais black music, outra hora mais blues. Honestamente, fica difícil para eu dar um chequemate quanto ao repertório como um todo. Confira a seguir o vídeo da faixa que abre o disco:

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    04/03/2010Música

    The Watson Twins

    Só tinha ouvido falar nas gêmeas acima, Chandra e Leigh, quando soube da colaboração delas no primeiro trabalho solo de Jenny Lewis, vocalista e líder da banda Rilo Kiley. Até então, The Watson Twins tinha apenas como referência um country mais alternativo, se assim posso dizer -- não tem como comparar, entretanto, com Jesse Sykes, pois seu country é bem mais enobrecido, sem desmerecer as irmãs. O álbum de estreia “Fire Songs” em 2008 continua com o mesmo estilo Americana, como se ainda não tivessem se desapegado das influências de Jenny.

    Agora com o novo disco “Talking To You, Talking To Me”, lançado esse ano, as meninas resolveram renovar o guarda-roupa e mudar o visual sultimente. Claro que a raiz folk entrelaçada ao country não se dissipou da noite para o dia, ainda é possível sentir o cheiro caipira misturado com alguns temperos de blues e soul -- Forever More e Midnight são as faixas que mais expressam essa nova experiência. A música de introdução, Harpeth River, logo me lembrou as primeiras melodias obscuras do Portishead, e pelo jeito não fui o único a perceber isso; elas mesmas colocaram a citação no MySpace delas.

    Algumas canções, porém, ficam em cima do muro, como The Brave One e Tell Me Why. De alguma maneira se destoam do resto do repertório, mas nada como as batidas lentas e acentuadas de Calling Out e Give Me A Chance para voltar com o equilíbrio sonoro. Já a baladinha pop U-N-Me, seguida da bateria acelerada de Modern Man fecha o disco como uma incógnita… talvez a ansiedade de Chandra e Leigh tenha antecipado um final mais legal e elaborado. Confira a seguir apresentação ao vivo da dupla fazendo um cover “interiorano” de Just Like Heaven do The Cure, com direito a gaita e vestimentas típicas da fazenda. :)

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    03/02/2010Música

    Corinne Bailey Rae

    Ah se todas as cantoras pop fossem capazes de cantar músicas tão delicadas e ao mesmo tempo tão envolventes como Corinne Bailey Rae. É só entrar no perfil dessa inglesa no MySpace para conferir suas ótimas influências: Björk, Veruca Salt e Massive Attack. Do trip-hop ao rock feminino dos anos 90 em curtos passos.

    Com tanta mistura musical, já esperava que seu segundo álbum “The Sea”, lançado essa semana, tivesse um pouco de cada gênero, sem perder, claro, sua principal característica: soul e R&B encorpados fortemente de cabo a rabo. Esqueça o hit que estampou trilha sonora de novela brasileira e grudou no playlist de todas as rádios, pois talvez você não encontre nada parecido. Confira a baladinha gostosa da garota no primeiro single I’d Do It All Again:

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  • Aloan

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    20/01/2010Música

    Nem sei por que estou escrevendo sobre Aloan. Por ser um trio suíço, logo todas as críticas e resenhas de seus discos são ou em francês ou em alemão. Por causa disso, fica difícil até para eu contar um pouco mais sobre eles. Ouvi o último lançamento “Freaks” e, sinceramente, não é nada de extraordinário.

    Falar que é trip-hop (pelo pouquíssimo que consegui ler por aí) é um equívoco, para não dizer exagero. Aliás, para mim em nada lembra o gênero eletrônico, que por si só já uma gama muito extensa de variações (dá para comparar lado a lado o som dos extintos Lamb e Moloko?). Vamos pegar a descrição do site oficial deles:

    Between a sensitive electro and a fifties rock’n’roll atmosphere, the latest Aloan album offers a magic world filled with eerie creatures and beauties. It unveils a bright side of the project, keeping meanwhile a subtle shadow that reveals a deep and sparkling sound. As a pop fairy tale, it takes us to a place where everything is too perfect and it plays with the secrets and pains of our soul.

    Electro, rock dos anos 50? Nem um pouco. O hip-hop esbanja suas falas em algumas faixas, suficiente para desmistificar os exemplos citados. Não precisa ir muito longe: ouça a primeira música Liqui Girl para perceber que o pop é o estilo predominante, com alguns indícios discretos de soul. E só. O single Swinger -- a única foto decente que encontrei deles -- é digna de playlists top 10 de rádios populares: um pouco de rock, um pouco de rap e um pouco de eletrônico.

    Aloan tem mais três álbuns (o primeiro é de 2002), porém ainda não escutei nenhum deles. Pode ser que eu mude de ideia, contudo não vou me dar o trabalho de escrever outro post só por causa de um leve arrependimento. Confira a seguir o vídeo de Swinger:

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  • Duffy

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    scissors
    04/09/2009Música

    Duffy

    Quem disse que eu não gosto de pop? Gosto sim, mas ao meu gosto (trocadilhos infames…). Aimee Anne Duffy, mais conhecida pelo último nome, estourou nas paradas européias -- a começar pelo Reino Unido, como de praxe -- no final do ano passado. A jovem galesa que sequer chegou aos trinta anos (não estou tão velho assim, vai) pegou todo o soul que tinha em suas veias e jogou com glamour em suas músicas no álbum de estréia “Rockferry” (2008). Espero, no entanto, que Duffy não entre no mesmo beco sem saída que Amy Winehouse se enfiou sem hesitar.

    Quando a vi pela primeira vez, lembrei de como a Debbie Harry do Blondie estava enxuta tanto na sua voz como no seu corpinho, lá na década de 80. É óbvio que a banda dessa loira não tem nenhuma relação sonora com a loira de quem lhes falo agora. A única semelhança é o pop embutido nas canções aparentemente alternativas, provando que ainda dá para ser um pouco original -- hoje em dia nada se cria, tudo se copia ? sem perder sua total autenticidade musical. Como já falei, o soul dos anos 70 (misturado com um pouquinho de disco music) rege o álbum de Duffy do começo ao fim. Sua voz grave e potente tem seus altos e baixos, dando o clima certo para as faixas mais calminhas (Syrup & Honey é a música ideal para você pegar seu amor e começar a dançar bem juntinho).

    Veja o vídeo de Mercy, o single que estendeu o tapete vermelho da fama para Duffy. Você vai dançar até seus pés pegarem fogo (assista e você vai entender o que eu quis dizer).

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    27/07/2009Música

    vv-brown-buzz

    O cabelo é brega, o figurino mais ainda. Se V.V. Brown (seu nome verdadeiro é Vanessa) ainda não sabe se vestir, pelo menos lhe resta bom senso ao cantar. Vanessa realmente se entregou à carreira artística. Ganhou bolsa para ingressar em uma das universidades top da Inglaterra, mas negou para seguir adiante na música.

    Em seu primeiro álbum “Travelling Like The Light”, cuja estréia foi agora no mês de julho, a inglesa de minha idade -- finalmente alguém que não seja mais novo ou nova do que eu -- preparou uma boa remessa de pop e soul com refrões entupidos de entusiasmo. Não que faça muito meu gênero e número, mas a maneira como o repertório foi produzido me satisfez. Pegue para ouvir no carro (ou no celular, se depender de coletivos) até o trabalho ou, ainda, para a praia em um final de semana ensolarado. Suas influências, de acordo com o seu perfil no Facebook, vão de CSS (argh! -- não merece link) à filmes da Disney. Apesar de ter crescido ouvindo musas eternas do jazz, não notei qualquer semelhança sonora em suas faixas.

    Confira o vídeo de Shark In The Water:

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    13/07/2009Música

    Zee Avi

    Zee Avi -- não me pergunte como se pronuncia, mas não deve fugir muito da fonética em inglês -- me cativou só pela capa do disco. Não que fosse critério para eu decidir se ia escutar ou não, mas algo me chamou a atenção na simplicidade dessa malasiana. Com apenas 23 anos (eu não me canso de falar: a nova geração está entrando em cena cada vez mais cedo; é a idade avançando), Zee possui um repertório recheado de canções embaladas só com seu violão e uma voz deliciosa. De primeira, não achei tão original assim seu álbum debut. Norah Jones pode ter sido alguma influência -- a semelhança é grande, não tem como negar -, mas nada do que algumas repetidas investidas para me fazer mudar de idéia e me derreter por suas melodias “jazzísticas” e “soulísticas”.

    Pelo que li na biografia oficial, Avi jogava seus demos (gravados por uma webcam) no YouTube e recebia um comentário aqui, outro lá, e assim por diante, o que naturalmente se transformou em uma positiva bola de neve. Mais e mais pessoas se interessavam por suas músicas, chegando ao ponto de ter recebido quase 3 mil e-mails elogiando uma música natalina -- a última, segundo ela, a ser postada no site de vídeos. Hoje seu disco é assinado por duas gravadoras, Monotone Records (cuja coleção de artistas vai desde White Stripes a Vampire Weekend) e Brushfire Records, administrada por ninguém menos que Jack Johnson.

    Confira o vídeo do single Bitter Heart:

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    03/07/2009Música

    Se a sensação do momento é o electro nauseante e insistente, carregado nas costas de cantoras-revelação como La Roux e Little Boots, eu prefiro ficar com a Adrianne Verhoeven, mais conhecida como Dri. Não, ela não toca electro, mas se arriscou com elegância em um som eletrônico lo-fi, beirando o downtempo e se esbarrando no R&B.

    Proveniente de bandas da cena folk rock do Kansas como The Anniversary e Fourth Of July, além de ainda fazer parte do grupo indie Art In Manila (junto com Orenda Fink, ex-parceira de Maria Taylor no extinto Azure Ray), não dá para saber de onde Dri tirou suas influências musicais. Não que isso seja um ponto negativo, muito pelo contrário.

    O álbum de estréia “Smoke Rings” revela referências de funk e hip-hop, todas elas emaranhadas em samples que servem de base para as melodias de Dri. Não tive como não lembrar de The Avalanches quando ouvi Don’t Wait e What’s Real, as mais baladinhas do disco; Free Tonight, confesso, foi a que menos gostei, mas é perfeita para um aquecimento na pista de dança; em Two Are One, Dri abre o repertório em estado de transe; Hot As Hades tem uma sequência rítmica contagiante, mesmo sem chegar nos dois minutos; Goodnight, Baby embala com a batida forte, porém é apenas um prelúdio para a última faixa que leva o nome do álbum -- quase uma canção de ninar.

    Confira o vídeo de You Know I Tried, uma das minhas prediletas:

    Confira as versões que Dri gravou para o Daytrotter Sessions: muito soul na veia.

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  • Mocky

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    28/04/2009Música

    Mocky

    Conheço o Mocky porque ele remixou a música mais famosa da Feist, Mushaboom; tem também uma participação da canadense em uma de suas músicas, Fightin’ Away The Tears… e só. Não conheço mais nada do moço. Olhando a discografia completa, vi que ele já tocou com Jamie Lidell, compositor e músico de melodias soul e jazz (que inclusive já colaborou com Matthew Herbert e sua Big Band).

    Seu último álbum “Saskamodie” – o primeiro que escuto, aliás – tem uma levada mais 70s com a ajuda de muitos instrumentos, a maioria tocada pelo próprio Mocky. Jamie e Feist colabaram com alguns desses instrumentos, além de alguns backing vocals (os quais eu não percebi até agora…). Poucas músicas são cantadas, como a suave Somehow Someway e a sussurrante Little Journey, entretanto o conteúdo todo é uma boa dica para quem quer relaxar e esquecer que o mundo existe.

    Music To My Ears

    Birds Of A Feather

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