Show do Simply Red em SP
Voltamos agora há pouco do show do Simply Red. Ainda bem que o retorno foi bem mais tranquilo do que a chegada: trânsito para entrar no Credicard Hall e – surpresa! – descobrir que tínhamos que atravessar o estacionamento da casa de eventos por causa da lotação, tendo de ultrapassar inúmeros cambistas e supostos guardadores de carro. (pelo menos tivemos um merecido desconto no preço do estacionamento lá fora, já que era conveniado com a seguradora; o valor parecia tabelado: R$ 25,00)
Com atraso de meia hora (ainda bem!), Simply Red entra com uma longa salva de palmas. Arriscou suas palavras em português, assim como qualquer outro artista que visita nosso país. O repertório de greatest hits se prendeu bastante ao álbum de mesmo título – aquele primeiro lançado há mais de dez anos, da capa vermelha -, fazendo a alegria do público alvoroçado pelas canções antigas; contudo, ele cantou outras “mais recentes”, tais como The Air That I Breathe e Sunrise. A cada música que ele dizia quando tinha sido gravada (a maioria da década de 80, quando eu ainda chupava chupeta), sentia saudades da minha adolescência, época em que comecei a ouvir e a gostar da banda.
No começo achei que o som dos instrumentos estavam um pouco baixo, mas logo reparei que não estava equivocado: o próprio Mick pediu para aumentar o volume com um gesto rápido e discreto. Isso fez com que algumas músicas perdessem um pouco do seu encanto, como por exemplo em Never Never Love. Entretanto, os efeitos de iluminação ajudaram bastante – e até atrapalharam, já que estávamos lá em cima na platéia superior -, com direito a estrelinhas no palco durante Stars. Apesar de ter tocado quase todas as músicas que tanto escutamos, o show não chegou a durar duas horas. Se contar os dois intervalos (nem tão longos assim, uns cinco minutos cada um), tive a impressão que eles poderiam ter tocado mais uma enxurrada de canções com essa pequena perda de tempo, porém necessária. Sem dúvida, Mick continua com sua voz impecável, apesar da aparência assustar um pouco (ele pareceu estar com o rosto inchado, mas deve ser a velhice mesmo), e seus integrantes estavam mais animados do que qualquer um ali presente.
O show sem dúvida valeu a pena, ainda mais por terem fechado com If You Don’t Know Me By Now (foi a última mesmo, pois pensávamos que eles iam embora depois da agitada Fairground), mas é claro que a gente sai com alguma coisa faltando. Eu, pelo menos, teria me realizado se elem tivessem tocado essas músicas:
