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Podcast #6: Alcoholiday

Podcast fresquinho com o playlist que eu toquei no Alcoholiday. Como prometido, selecionei apenas vocais femininos, os quais já falei ou citei por aqui no blog. Encante-se e divirta-se ao som das minhas mulheres.


MP3 | 192 Kpbs | 80.1 Mb | 58’20″ | download

01. Elysian Fields: Lady In The Lake
02. Those Dancing Days: Hitten
03. Elizabeth & The Catapult: Momma’s Boy
04. Blonde Redhead: 23
05. Elk City: Cherries In The Sknow
06. Phoebe Killdeer & The Short Straws: Paranoia
07. Joan As Police Woman: Overprotected
08. Spiral Beach: Scour + Devour
09. Giant Drag: This Isn’t It
10. Land Of Talk: Some Are Lakes
11. St. Vincent: Actor Out Of Work
12. Metric: Gold Guns Girls
13. The Kills: What New York Used To Be
14. Clare Bowditch & The Feeding Set: When The Lights Went Down
15. Devics: Catch
16. Garbage: Lick The Pavement
17. Nina Hynes: Shine
18. The Cardigans: I Need Some Fine And You, You Need To Be Nicer

Meme do dia: 15 álbuns

Foi Diego Maia quem começou com o meme lá no Facebook e se espalhou rapidamente entre as pessoas. Recebi o convite pelo Anderson Costa e logo postei meus discos favoritos.

A regra é simples: listar 15 álbuns em 15 minutos (sem pensar muito em ordem de importância) e depois indicar 15 amigos. Está pronta a brincadeira. Confira abaixo minha seleção:

The CardigansEverything But The GirlGarbageThe CranberriesAngela McCluskeyBjörkDonna LewisJamiroquaiJanuaryLambMadonnaM PeopleR.E.M.The CureTravis

Breve pausa

PauseFlickr de love|hate

Não se preocupem, não é uma pausa longa, cansativa e agonizante. Falta de assunto não tem, pelo contrário, estou com várias bandas na fila à espera de um post por aqui. Livros também estão em situação similar – diria que um pouco pior, porque eles exigem mais trabalho na produção do texto e amarração das minhas ideias.

O problema é a inspiração mesmo. Passa a semana, chega sábado e domingo e ela não me faz companhia quando sento na frente do computador. Não adianta: quando não estou com vontade, tenho certeza de que não vai sair do jeito que eu quero. Gosto de manter a rotina de postagens, mas se não tem qualidade, prezo pela escassez – mesmo que temporária.

Contudo, aceito sugestões musicais. Sempre é bom saber que meus leitores prezam pela sobrevivência desse querido blog. Confira a seguir o vídeo do projeto solo de Peter Svensson, guitarrista dos Cardigans, chamado Paus (a tradução faz just a esse post):

Podcast #4: Remixes

Dessa vez resolvi criar coragem e colocar a voz no ar. Minha amiga @samegui já tinha dado a ideia, mas fiquei meio receoso, tanto que o podcast só saiu do forno depois de três edições (se bem que o arquivo já está pronto há um mês). Até que gostei do resultado, mesmo depois de ter re-editado a gravação – graças à ajuda do @barbaaa eu descobri como criar faixas em estéreo.

MP3 | 192 Kpbs | 69.9 Mb | 50’56″ | download

Bloco 1
Everything But The Girl: Rollercoaster (King Britt Scuba Mix)
Garbage: The World Is Not Enough (U.N.K.L.E. Remix)
The Cardigans: Hanging Around (Nåid Remix)

Bloco 2
Massive Attack: Paradise Circus (Gui Boratto Remix)
Florence + The Machine: You’ve Got The Love (The XX Remix)
Depeche Mode: Halo (Goldfrapp Remix)

Bloco 3
Waldeck: Make My Day (Parov Stelar Remix)
Moloko: Forever More (Herbert Someone Mix)
Flunk: Diet Of Water And Love (Zee’s Remix)

Podcast #3: covers femininos (última parte)

Podcast #3

Terceira e última edição que conta com covers femininos cujas versões originais são cantadas por homens. O repertório está o mais pop entre todos e, mais uma vez, coloquei bônus no final do playlist para fugir um pouco à regra. Semana que vem tem outro podcast, porém com inserções sonoras até então inéditas. ;)

MP3 | 192 Kpbs | 73.5 Mb | 53’33″ | download

01. Matthew Herbert feat. Dani Siciliano: Everybody Here Wants You (Jeff Buckley)
02. Mia Doi Todd: Norwergian Wood (The Beatles)
03. Róisín Murphy: Slave To Love (Brian Ferry)
04. Flunk: See You (Depeche Mode)
05. Sia: Paranoid Android (Radiohead)
06. Taken By Trees: Sweet Child O’ Mine (Guns’N ‘Roses)
07. Skye: Feel Good Inc. (Gorillaz)
08. The Cardigans: Das Model (Kraftwerk)
09. Imogen Heap: Thriller (Michael Jackson)
10. Bat For Lashes: Use Somebody (Kings Of Leon)
11. A Camp: Us And Them (Pink Floyd)
12. Ingrid Michaelson: Can’t Help Falling In Love (Elvis Presley)

Bônus:
13. Ben Lee: Kids (MGMT)

Covers femininos (continuação)

Achou que era só aquilo? Tem mais para ouvir e conhecer. ;)

Anna Ternheim – Strangers In The Night (Frank Sinatra)
The Cardigans – Das Model (Kraftwerk)
Susanna And The Magical Orchestra – Enjoy The Silence (Depeche Mode)
Bernadette Seacrest – Fever (Little Willie John)
Skye – Feel Good Inc. (Gorillaz)
Kate Nash – Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)
Flunk – True Faith (New Order)
Mia Doi Todd – Norwegian Wood (The Beatles)

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A Camp: Colonia

Lembra que eu ia falar um pouco sobre o novo disco do projeto solo da Nina Persson? Pois bem, tarda mas não falha.

Nina Persson

A Camp nasceu lá no comecinho dos anos 2000, logo após Nina ter dado uma pausa de sua banda sueca. O primeiro álbum do A Camp soa bem diferente e independente dos Cardigans. O tom meigo e ao mesmo mórbido não se compara com o timbre forte e cortante de Nina agora sozinha (o que dizer de Hard As A Stone, tão severa quanto o título da canção?). É fato que a loirinha se afundou no folk como fonte de inspiração, o que pode até ter influenciado o disco seguinte do grupo, “Before Long Gone Daylight”.

Quase nove anos para o lançamento do segundo álbum, é difícil imaginar que ela fosse voltar a fazer algo sozinha. Quando Nina anunciou que iria começar a turnê no final do ano passado como A Camp, foi realmente uma surpresa para todos. Além do repertório já conhecido de “A Camp”, ela arriscou ao vivo o primeiro single de “Colonia”, intitulado Stronger Than Jesus. A letra marca mais do que o título, tanto que ela faz questão de erguer o punho toda vez que chega no refrão. O folk ainda predomina, mas dá para pegar no ar um clima mais setentista, a começar pelo primeiro vídeo oficial do novo disco. Outras fotos parecem voltar mais ainda no tempo – e também por algumas apresentações feitas na TV. O álbum em si me agradou bastante, mesmo não tendo nenhum resquício característico do primeiro trabalho. (já devo ter falado o quão péssimo sou para descrever música, então faça dos seus ouvidos um crítico de arte contemporânea… rs!)

No site oficial (não sei se ainda está disponível), ao se cadastrar para receber newsletter, é possível baixar uma versão em alemão de Silent NightNoite Feliz para os tupiniquins. E não é que eu descobri o vídeo fuçando no YouTube? Confira abaixo:

Rapidinhas da semana

Nossa, quanto tempo eu não fazia uma rapidinha, hein! (desculpe o trocadilho infame) Dessa vez não vai ter muita novidade devido à minha “falta de tempo ocioso”. Tudo por causa do meu novo trabalho – nem posso reclamar, pois era tudo o que eu mais queria desde o começo do ano passado; só tenho a agradecer.

A Camp: o projeto solo de Nina Persson, vocalista da banda sueca The Cardigans (nem precisava citar, mas é só para constar), já lançou pelas terras geladas de lá o segundo álbum, intitulado “Colonia”. Nem preciso dizer que já vazou na internet e os fãs fissurados já estão publicando suas primeiras impressões internet afora. Vou me programar para a data oficial para fazer meus comentários, ok? Como vocês já devem ter visto, eu postei o vídeo do primeiro single Stronger Than Jesus. Totalmente nostálgico à década de 70, bem mais “forte” (mais um trocadilho infame) se comparado com o folk calminho do primeiro trabalho.

The Whitest Boy Alive: fiquei sabendo deles através do Erlend Øye, um dos meninos do Kings Of Convenience. De acordo com o site deles, o projeto começou em 2003 e se caracterizam com músicas sem “elementos programados”, ou seja, sem sintetizadores ou efeitos especiais provenientes de computador – o que me fez lembrar o Cornelius (apesar de ele ser muito mais experimental e mais difícil de aceitar de primeira). Confesso que não ouvi o primeiro álbum – e talvez leve algum tempo até escutar o segundo, que só sai em março desse ano. Preciso conferir e dar mais atenção a eles. Por favor, me cobrem uma opinião  melhor elaborada depois. ;)

The Bird And The Bee: um dos meus duetos retrô-anos-sessenta favoritos vai lançar álbum esse ano. Espero que tenham feitos covers tão engraçados como o que fizeram do Bee Gees (How Deep Is Your Love) e da Madonna (Material Girl).

Alela Diane: será que eu já falei dela por aqui? Ela vai lançar daqui a um mês seu segundo álbum de estúdio. Não faz muito meu estilo, mas é uma cantora de folk – não chega a ser psy-folk, para quem acha que vai encontrar uma Vashti Bunyan – a qual se deve dar um pouco de crédito. Ela segue um pouco a linha da Mariee Sioux e da Marissa Nadler, porém sem aqueles dramas melódicos e vocais extensos. (não conhece nenhuma delas? Também vale a pena ouvi-las, nem que for por curiosidade).

Juliette Lewis: eu li que ela resolveu acabar com seus Licks, pelo menos por enquanto. Agora são os Romantiques. Vai entender…

Starsailor: adoro essa banda porque, apesar de tocarem algo entre powerpop e indiepop, parece totalmente depressiva. Deve ser por isso que gosto tanto deles, principalmente por causa de Silence Is Easy. Estão também com álbum novo na praça, “All The Plans”, a ser lançado lá em março.

Impressão minha ou todo mundo decidiu lançar álbuns no mês de março? Deve ser por causa do Carnaval. :)

Mais cantoras suecas

A Suécia definitivamente é um dos países referência para quem quer conhecer bons artistas, especialmente as cantoras. Apesar de poucas bandas ficarem conhecidas no mundo (preciso citar o ABBA?), há muitas outras que também mereciam seu lugar de destaque – quem sabe eu escrevo um artigo especial para elas. Hoje vou me ater a três cantoras suecas: Nina Persson e Anna Ternheim.

A CampNina Persson, vocalista do The Cardigans (quem aí não se lembra de Lovefool?), arriscou-se em carreira solo logo após o lançamento do quarto álbum da banda, “Gran Turismo” (1998). A Camp, nome dado ao seu projeto paralelo, definitivamente não tem comparação com o trabalho de seu grupo. Levada pelo folk, seu repertório musical possui um clima bem mais pacífico, criando, assim, um estilo independente de cantar – apesar de ter um dedinho de seu marido Nathan Larson (na época eles ainda namoravam) na instrumentação.

Dois anos depois, Persson reatou com a banda no álbum “Long Gone Before Daylight”, porém as influências folk tornaram-se características fudamentais nas próximas produções do grupo. Agora no final de 2008 – talvez só em 2009 -, A Camp regressa com reforço oficial de Nathan no segundo disco, intitulado “Colonia”, de acordo com as poucas informações cedidas no site oficial. Resta a nós apenas aguardar pelas faixas inéditas.

Anna Ternheim me impressiona pela maturidade com que canta, e não é somente por causa de sua voz com tom levemente grave, sem contar as letras afiadas que escreve – será que é fruto de decepções amorosas? Toda essa maturidade começou bem cedo, lá pelos seus 17 anos, quando ainda participava de uma banda local chamada Sova. Logo quando lançou seu primeiro álbum “Somebody Outside”, de 2004, seu reconhecimento nos festivais regionais de música foi grande. Os prêmios arrecadados foram desde melhor artista feminino até melhor compositora.

Após dois anos, ela lançou “Separation Road”, contendo a mesma fórmula provocante em suas canções. Assim como no primeiro álbum, nesse ela também lançou um disco bônus com versões acústicas das faixas originais – algumas delas, entretanto, não fazem parte do repertório. Como se fosse uma estratégia para se promover internacionalmente, a coletânea “Halfway To Fivepoints” foi lançada em 2008 nos Estados Unidos, com apenas uma música inédita, Bridges (aliás, é uma das minhas preferidas).

Nesse mesmo ano, a sueca surpreendeu com mais um álbum repleto de músicas inéditas; dessa vez, a edição limitada com 5 faixas bônus agradou pela versatilidade de Ternheim: ela regravou em grande estilo canções de ninguém mais que Frank Sinatra, entre elas New York, New York e Fly Me To The Moon.

Quem tiver curiosidade sobre outras duas cantoras suecas, pode conferir o que escrevi sobre El Perro Del Mar e Lykke Li. (é claro que há muitas outras, mas aí eu deixo para você revirar meu blog em busca deles)