A Suécia definitivamente é um dos países referência para quem quer conhecer bons artistas, especialmente as cantoras. Apesar de poucas bandas ficarem conhecidas no mundo (preciso citar o ABBA?), há muitas outras que também mereciam seu lugar de destaque – quem sabe eu escrevo um artigo especial para elas. Hoje vou me ater a três cantoras suecas: Nina Persson e Anna Ternheim.
Nina Persson, vocalista do The Cardigans (quem aí não se lembra de Lovefool?), arriscou-se em carreira solo logo após o lançamento do quarto álbum da banda, “Gran Turismo” (1998). A Camp, nome dado ao seu projeto paralelo, definitivamente não tem comparação com o trabalho de seu grupo. Levada pelo folk, seu repertório musical possui um clima bem mais pacífico, criando, assim, um estilo independente de cantar – apesar de ter um dedinho de seu marido Nathan Larson (na época eles ainda namoravam) na instrumentação.
Dois anos depois, Persson reatou com a banda no álbum “Long Gone Before Daylight”, porém as influências folk tornaram-se características fudamentais nas próximas produções do grupo. Agora no final de 2008 – talvez só em 2009 -, A Camp regressa com reforço oficial de Nathan no segundo disco, intitulado “Colonia”, de acordo com as poucas informações cedidas no site oficial. Resta a nós apenas aguardar pelas faixas inéditas.
Anna Ternheim me impressiona pela maturidade com que canta, e não é somente por causa de sua voz com tom levemente grave, sem contar as letras afiadas que escreve – será que é fruto de decepções amorosas? Toda essa maturidade começou bem cedo, lá pelos seus 17 anos, quando ainda participava de uma banda local chamada Sova. Logo quando lançou seu primeiro álbum “Somebody Outside”, de 2004, seu reconhecimento nos festivais regionais de música foi grande. Os prêmios arrecadados foram desde melhor artista feminino até melhor compositora.
Após dois anos, ela lançou “Separation Road”, contendo a mesma fórmula provocante em suas canções. Assim como no primeiro álbum, nesse ela também lançou um disco bônus com versões acústicas das faixas originais – algumas delas, entretanto, não fazem parte do repertório. Como se fosse uma estratégia para se promover internacionalmente, a coletânea “Halfway To Fivepoints” foi lançada em 2008 nos Estados Unidos, com apenas uma música inédita, Bridges (aliás, é uma das minhas preferidas).
Nesse mesmo ano, a sueca surpreendeu com mais um álbum repleto de músicas inéditas; dessa vez, a edição limitada com 5 faixas bônus agradou pela versatilidade de Ternheim: ela regravou em grande estilo canções de ninguém mais que Frank Sinatra, entre elas New York, New York e Fly Me To The Moon.
Quem tiver curiosidade sobre outras duas cantoras suecas, pode conferir o que escrevi sobre El Perro Del Mar e Lykke Li. (é claro que há muitas outras, mas aí eu deixo para você revirar meu blog em busca deles)