Zé Offline
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14/07/2009Música
Mais do que fazer um remix é reinterpretar. Talvez a distância entre os dois significados seja pura ilusão quando dão de cara com a criatividade. Beyond The Wizard’s Sleeve é o projeto conduzido pelo DJ e produtor Erol Alkan, responsável por dar roupagens novas para bandas como Zero 7, Yeah Yeah Yeahs e Interpol (entre muitos, muitos outros), e o músico Richard Norris (sua lista de colaborações é imensa). O resultado de tantas versões especialmente personalizadas para tantos artistas diferentes é a coletânea de remixes intitulada “Reanimations Vol. 1″ (já estou curioso pelo segundo capítulo).
O primeiro experimento que escutei foi Raise The Roof, segundo single do disco solo da Tracey Thorn (lembram do Everything But The Girl?): sem muito alarde, uma versão dub bem simplória. O que mais viciou meus ouvidos foi Happiness da Goldfrapp, conseguiu ficar mais agitada e mais empolgante que a original. Eu me surpreendi com a delicadeza que depositaram em Promises do Badly Drawn Boy, entretanto em nada me animou ao ouvir as distorções vocais em Young Folks de Peter Bjorn And John. Como já não gosto muito de Franz Ferdinand, achei que a dupla podia ter dado mais asas à imaginação ao recriar Ulysses. Battle Scars dos Chemical Brothers ficou próxima da original, mas ainda deixo meus créditos para os garotos, já que Tom e Ed não sabem mais fazer música eletrônica como antigamente.
Agora quer conhecer os remixes? É só jogar no YouTube que você vai conseguir ouvir quase, se bobear, todas.
Tags: badly drawn boy, beyond the wizards sleeve, erol alkan, franz ferdinand, goldfrapp, peter bjorn and john, reanimations vol 1, reinterpretação, remix, richard norris, the chemical brothers, tracey thorn, versão
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10/06/2009Música
Não, eu não sou fã. Sequer conheço todas as músicas da dupla Paul Hartnoll e Phil Hartnoll. Mas com certeza você já ouviu Orbital em algum lugar, mesmo sem se recordar onde, quando ou como. Os dois discos que carimbaram minha memória foram “The Middle Of Nowhere” (1999) e “The Altogether” (2001) -- você encontrava em qualquer loja de esquina. Infelizmente eles não ficaram tão conhecidos quanto The Crystal Method ou The Chemical Brothers, mas tiveram seu reconhecimento no outro lado do mundo (essas bandas de cá são tão limitadas…). Começaram há vinte anos fazendo a velha música eletrônica, o esquecido techno. Nada muito de excepcional, tenho que concordar (não é também meu estilo preferido), mas que mereceram seu lugarzinho entre tantos destaques da cena eletrônica perdida dos anos 90.
Agora eles lançam uma segunda coletânea (a primeira foi para compactar a carreira entre 1989 e 2002), intitulada 20, com remixes e versões ao vivo inéditas, além dos singles que fizeram hits nas pistas de dança -- eu ainda era uma criança… rs! Curiosidade: nossa amiga Alison Goldfrapp participou de duas músicas no disco “Snivilisation” (1994), quando estava longe de lançar seu primeiro trabalho (depois ela voltou a cantar com eles no TMON).
Confira o vídeo do single The Box. Conseguiu reconhecer a atriz?
Para fechar, meu vídeo preferido do dueto. Não só pela criatividade da história mas pelo enredo também -- é tema de “O Santo”, filme que até hoje eu não assisti e cuja trilha sonora é um desbunde em quesito de música eletrônica:
Tags: alison goldfrapp, anos 90, música eletrônica, orbital, orbital 20, paul hartnoll, phil hartnoll, snivilisation, techno, the altogheter, the chemical brothers, the crystal method, the middle of nowhere
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17/02/2009Música
Flickr de Dan McPharlin: MiniaturesTenho a leve impressão de que os recentes artistas da música eletrônica – quando digo recente, quero dizer de 2000 até hoje – estão transformando seus trabalhos em verdadeiros e pobres clichês. Não sei bem por onde começar, quem sabe pelo electro. Lembro perfeitamente bem de como adorava – ainda gosto, aliás – escutar os primeiros álbuns ecléticos do Chicks On Speed ou do Ladytron e curtir o clima retrô do Felix Da Housecat. Alguém me indica uma boa banda de electro sem ser ou que tenha qualquer semelhança com o Hot Chip? (eles são deploráveis)
De uns anos para cá, tenho seguido artistas que conseguem criar sem esforços a própria identidade musical, tais como Air, Bent, Télépopmusik, Röyksopp, Bonobo e até Matthew Herbert (esse último puxa mais para o jazz, mas entra na roda). Outros mais descolados da cena alternativa, como The Avalanches, DJ Shadow e Wax Tailor, também conseguiram erguer seu mérito com a brincadeira incansável de construir músicas à base de samples de filmes. Produtores cuja discografia não sigo com tanta fidelidade, como Nightmares On Wax, Soulwax e The Herbaliser, se destacam pelas suas ótimas influências do funk e do soul – apesar de curtirem bastante um hip-hop.
Artistas mais antigos e mais conhecidos, como The Chemical Brothers, Basement Jaxx, Groove Armada, Fatboy Slim e Daft Punk, a cada ano escorregam feio na falta de criatividade. Alguns tentam causar polêmica com videoclipes que só servem para deixar a música em segundo plano (já que ela sozinha não faz a menor diferença). Adivinha de quem estou falando? Do Justice, claro.
Posso estar muito exigente – será que a idade faz isso conosco, nos deixando mais rabugentos e menos abertos a novidades? -, posso não querer dar oportunidade para bandas relativamente novas como Cut Copy, Empire Of The Sun (que capa é essa, minha gente?), Simian Mobile Disco, MSTRKRFT (Masterkraft, para quem como eu não decifrou as siglas), Miami Horror (a inspiração setentista me assustou um pouco), Hercules And Love Affair (é com o Antony, por acaso?), e tantas outras que aparecem do nada… mas sempre que penso na possibilidade de experimentar um novo som, esbarro naquele obstáculo lá do começo: verdadeiros e pobres clichês. Acho que eles estão precisando ter umas boas aulas com os vovôs do Kraftwerk. Isso sim é música eletrônica autêntica.
E esse tal de MGMT? O que eles tocam de bom, hein? (brincadeirinha, é só para irritar os fãs… rs!)
Tags: air, basement jaxx, bent, bonobo, chicks on speed, cut copy, daft punk, dj shadow, electro, empire of the sun, fatboy slim, felix da housecat, groove armada, hercules and love affair, hot chip, justice, ladytron, mami horror, matthew herbert, mgmt, mstrkrft, música eletrônica, nightmares on wax, royksopp, simian mobile disco, soulwax, telepopmusik, the avalanches, the chemical brothers, the herbaliser, wax tailor -



































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