Joy
That’s why, that’s why
We hang the light so high
Joy, joy
Joy, joy
*A celebração do natal por Tracey Thorn

That’s why, that’s why
We hang the light so high
Joy, joy
Joy, joy
*A celebração do natal por Tracey Thorn

Quero ver todo mundo se apaixonando a partir de agora. Do rock ao trip-hop, do violão ao piano, quase sempre acompanhados dos meus vocais femininos favoritos. Ouça e apaixone-se.
MP3 | 192 Kpbs | 51,4 Mb | 37’26″ | download
01. Corinne Bailey Rae: Low Red Moon (Belly cover)
02. Grand National: Little Bin
03. Sophie Hunger: Shape
04. Canidas: Asylum
05. Azure Ray: Don’t Leave My Mind
06. Marlango: The Answer
07. The Postmarks: Three Little Birds (Bob Marley cover)
08. Tracey Thorn: You Are A Lover (The Unbending Trees cover)
09. Amanda Palmer: On An Unknown Beach (Peter Jefferies cover)
10. Four Tet: Angel Echoes

Como já disse antes, o Last.fm não condiz integralmente com minha realidade musical, mas até que conseguiu espelhar em parte o que ouvi em 2010. Engraçado reparar como alguns artistas sequer aparecem na lista de discos. Boa virada e até 2011!
Top 10 discos:
01. Brisa Roché: All Right Now
02. Tracey Thorn: Love And Its Opposite
03. Elk City: House Of Tongues
04. Cibelle: La Vênus Resort Palace Hotel
05. Betty Steeles: I Am Betty Steeles
06. Sally Seltmann: Heart That’s Pouding
07. Big Sir: Und Die Scheiße Ändert Sich Immer
08. Madita: Pacemaker
09. Cults: Cults 7″
10. Belleruche: 270 Stories
Top 10 artistas:
01. Bran Van 3000
02. Brisa Roché
03. Elk City
04. Tracey Thorn
05. Stars
06. Air
07. Cibelle
08. Massive Attack
09. The Cranberries
10. Beach House
Eu sei que ainda está cedo para fazer retrospectiva, mas o ano de 2010 praticamente acabou para mim. Ainda pode acontecer muita coisa em menos de um mês, mas sequer meu relógio biológico está colaborando (tive algumas gafes por pensar que estivesse uma semana à frente de todos).
Simplesmente não tenho do que reclamar. Comecei o ano na praia, terminei meu namoro/casamento de cinco anos – o que para muitos, para não dizer todo mundo, foi uma surpresa em tanto -, fiz novas amizades (online e offline, como é de costume), voltei a sair e a dançar – e muito – com os novos e velhos amigos (além de reencontrar alguns que moram longe), arrisquei alguns podcasts (com edições especiais da turma do Google Reader), encontrei meu bar preferido, fui a muitos shows, fui promovido, viajei pela primeira vez para a Europa (e mesmo assim reclamei do metrô de Paris, apesar de ter me fascinado com Versailles), estourei meu cartão de crédito e deixei minha conta corrente menstruada de tão vermelha que estava. Como disse meu ex, aproveitei tudo o que não consegui nos últimos cinco anos. Verdade ou não, tenho que concordar.
Aqui no blog, como puderam perceber, ficou meio parado de uns meses para cá. Não é culpa do tempo, de trabalho e muito menos da preguiça. A culpa é só minha, mas como toda promessa para o ano que se aproxima, vou tentar retomar o ritmo diário de posts – quem sabe assim ele não faz jus ao nome. Aqui deixo a lista dos vinte discos lançados e mais ouvidos por mim em 2010. Como o Last.fm não condiz muito com minha realidade musical (ah se eu pudesse sincronizar meu celular), fiz questão de vasculhar os posts desde janeiro – até que não deu muito trabalho, para falar a verdade. O ranking não significa absolutamente nada, pois todos eles têm igual relevância e intensidade na frequência com que foram apreciados.
01. Elk City: House Of Tongues
02. Brisa Roché: Right Now
03. Blonde Redhead: Penny Sparkle
04. Tracey Thorn: Love And Its Opposite
05. Sally Seltmann: Heart That’s Pounding
06. Land Of Talk: Cloak And Cipher
07. Clare Bowditch: Modern Day Addiction
08. Andreya Triana: Lost Where I Belong
09. Betty Steeles: Betty Steeles
10. Bonobo: Black Sands
11. Holly Miranda: The Magician’s Private Library
12. Massive Attack: Heligoland
13. Four Tet: There Is Love In You
14. Marlango: Life In The Treehouse
15. Belleruche: 270 Stories
16. Unkle: Where Did The Night Fall
17. Badly Drawn Boy: It’s What I’m Thinking (Part 1)
18. Kate Nash: My Best Friend Is You
19. The Radio Dept.: Clinging To A Scheme
20. Azure Ray: Drawing Down The Moon
Bônus:
21. The Clientele: Minotaur
22. Matthew Herbert: One One
E na estante, quem ganhou o prêmio de mais lido foi Chuck Palahniuk (ainda tem uns três livros na fila), sendo que a vice-liderança ficou com Jeff Lindsay (nosso adorável serial killer Dexter vem ganhando notoriedade há alguns anos, como todos sabem). Kurt Vonnegut conseguiu seu troféu de prata apenas com três livros (mais uns três livros me esperam ansiosamente), quantidade suficiente para me convencer de sua qualidade sarcástica. Os livros que inspiraram os filmes desse ano (e talvez alguns do ano passado, não me recordo agora) também fizeram parte da minha coleção literária de 2010 – um vício recém-adquirido que provavelmente não será interrrompido no ano seguinte.

Notícia nem tão fresquinha assim, mas fiquei sabendo só agora pelo @DiaboLoiro (outro fã declarado de trip-hop): Massive Attack se apresentará no Brasil (São Paulo e Belo Horizonte confirmadas, por enquanto) em novembro para divulgar o novo trabalho “Heligoland”, cujo EP de remixes foi comentado brevemente por aqui.
A expectativa agora é saber quem será a cantora que vai interpretar no palco as convidadas oficiais dos discos, como por exemplo Hope Sandoval e Tracey Thorn – será que Martina Topley-Bird foi a escolhida? Fica aí um dos vídeos mais famosos da dupla, Protection, dirigido por Michel Gondry e com Thorn nos vocais:

Lembra de eu ter comentado sobre o novo disco da Tracey Thorn? Pois bem, aqui está. O terceiro álbum, intitulado “Love And Its Opposite”, lançado em maio, já revela tanto no título como na capa do CD as desavenças enfrentadas por um casal.
Até o nome de algumas faixas remetem explicitamente o tema familiar, a começar por Oh, The Divorces!, melodia triste embalada apenas pelo piano de Tracey. Long White Dress ilustra o medo das pessoas firmarem um relacionamento com uma simples aliança. Hormones ressalta as diferenças de idade. Kentish Town declara, “o que está feito, está feito”, resta apenas recordar com arrependimento. Why Does The Wind faz você pensar por que tudo é tão complicado. You Are A Lover (cover da banda húngara The Unbending Trees) sofre com a rejeição do amor perdido com poucas notas de guitarra. Singles Bar faz questão de retratar os que aindam desejam a todo custo ter uma companhia. Come On Home To Me (também cover, agora de Lee Hazlewood) é a mais dramática de todas, em dueto com Jens Lekman, suplicando a volta do amor de qualquer maneira. Late In The Afternoon, a única com alguns beats eletrônicos, reflete a solidão (talvez o medo de ficar sozinho). Swimming se encaixaria perfeitamente como um hit pop para os consultórios médicos e recepções: é a única música que transmite a luz no final do túnel, a última esperança que ainda resta depois de tanto pessismismo no amor e na própria vida.
Se no disco anterior Tracey se aproveitou da música eletrônica, nesse ela preferiu deixar tudo engavetado e deixar seus instrumentos à mão o mais transparentes possível. Piano, violão e guitarra são protagonistas do começo ao fim, revezando seus papéis de acordo com o clima de cada faixa – e do tema abordado para cada uma delas. Algumas delas lembram o primeiro álbum de Thorn, que, na minha opinião, consegue ser o mais depressivo de todos (ainda que não disponha de muitos arranjos, vangloriando-se apenas de um simples folk).
Confira a seguir a versão caseira (isso mesmo, gravado na casa dela) do primeiro single do disco Oh, The Divorces!:

O velho e bom newsletter ajuda nessas horas. Conectado em tantas redes socias torna impossível minha capacidade de acompanhar todas as novidades musicais. Depois da ótima notícia que tive da Angela McCluskey, agora é a vez de Tracey Thorn.
Como tendência entre vários artistas, a vocalista do Everything But The Girl largou da gravadora Virgin/EMI/Astralwerks e lançará seu próximo trabalho solo na primavera (do lado de lá) desse ano. A novidade é que o álbum será lançado pela gravadora independente do maridão Ben Watt, Strange Feeling Records (irmã da Buzzin’ Fly Records). O novo disco contará com a produção de Ewan Pearson e colaborações de Jens Lekman e Cortney Tidwell - sentiram o clima de folk no ar? Ela mesma se diz bem epolgada:
I’m very excited by this. Back to being on an indie again, and of course lovely to be working with Ben and his set-up.
O site foi mantido, mas por enquanto não está atualizado. Aproveite para acessar e cadastrar seu e-mail para ficar a par também do que virá daqui pela frente.
Por enquanto, a dupla Everything But The Girl não tem novidades pela frente, mas pelo menos podemos contar com os projetos solo de Ben Watt e Tracey Thorn. Nesse segundo artigo, falarei um pouco do trabalho de cada um.

Na verdade, esse é o segundo álbum solo de Tracey Thorn. Seu primeiro disco, “A Distant Shore”, foi lançado em 1982, logo depois de sua saída do grupo Marine Girls e um pouco antes de ingressar no EBTG. “Out Of The Woods” tenta ser o mais pop possível com pitadas acentuadas de dance music.
Quem acha que há semelhanças com as músicas do EBTG, é melhor tirar essa idéia da cabeça. O primeiro single de Thorn, It’s All True, é uma das poucas faixas agitadas. Creio que o objetivo de Tracey foi produzir canções com letras intimistas sobre amor – o que, por outro lado, não deixa de ser um progresso se comparado com o primeiro álbum, cujas músicas são para lá de melancólicas -, resultando em melodias mais tranquilas do que o esperado.
Entre um disco e outro do EBTG, Tracey colaborou com alguns artistas da cena eletrônica, como Massive Attack, cuja participação foi a mais presente (Protection, Better Things e The Hunter Gets Captured By The Game), Deep Dish (The Future Of The Future (Stay Gold); é mencionada como uma colaboração entre eles e EBTG) e a dupla alemã de DJs Tiefschwarz (Damage), além do produtor/DJ de drum’n'bass Adam F (The Tree Knows Everything).

Ben Watt também teve seu momento de carreira solo, lá pela década de oitenta, com um projeto chamado “North Marine Drive”. Isso foi alguns anos antes de se empreitar com Tracey como EBTG. Agora, pelo visto, Watt não quer mesmo seguir a carreira de cantor.
Ben sempre foi um fã de música eletrônica, embrenhado pelas vertentes do deep house. A paixão era tão grande que em 1998 ele abriu uma casa noturna em Londres, a Lazy Dog, tornando-se, claro, um dos DJs residentes. O sucesso rendeu até duas compilações com as músicas mais tocadas na casa, porém a alegria durou até 2003, quando foi anunciado seu fechamento. Contudo, no mesmo ano, Ben Watt teve orgulho de inaugurar sua própria gravadora, a Buzzin’ Fly Records. Ele estreou não só como dono mas também como produtor dos artistas que lançou na época, todos concentrados no ramo da música eletrônica – especialmente da house music.
Ben Watt se deu bem também, adivinhem, na área da literatura. O livro autobiográfico “Patient: The True Story of a Rare Illness” (Paciente: A Verdadeira Estória de uma Rara Doença) conta a dura luta contra uma doença auto-imune que ataca vasos sanguíneos (Síndrome de Churg-Strauss). Pelas críticas que li, o livro ganhou boa aceitação não pelo drama que Ben viveu – ele não se faz de vítima e muito menos demonstra auto-piedade – mas pela boa narração desenvolvida no decorrer da história.
A dupla – e também casal – Everything But The Girl, formada por Tracey Thorn e Ben Watt (vou deixar os links para o próximo post), registraram seu apogeu há 14 anos com o single Missing, sucesso de abertura ao dueto que já está na estrada desde a década de 80. Falarei brevemente, nessa primeira parte, de três álbuns que revelam a transição quase que radical do pop acústico melancólico à música eletrônica animada.

Amplified Heart (1994)
O remix feito por Todd Terry para Missing estourou nas rádios de todo o mundo, colocando EBTG em evidência depois de tantos anos juntos – mais precisamente desde 1984. Esse foi o indício de que Ben e Tracey estavam interessados em uma roupagem mais moderna para suas músicas. “Amplified Heart”, sétimo álbum de estúdio do EBTG, ainda mostra o lado acústico com letras um tanto solitárias e penosas (ao meu ver, talvez seja a principal característica deles) que é percebido nos discos anteriores – inclusive, é o último trabalho que Ben efetivamente participa como cantor e não somente em backing vocals. Entretanto, ao ouvir as duas primeiras faixas, Rollercoaster e Troubled Mind, já é possível notar alguns efeitos eletrônicos, mesmo que discretos. Até a versão original de Missing possui um pouco dessas novas características.
Walking Wounded (1996)
“Walking Wounded” estabeleceu a grande mudança no estilo musical do casal, saltando direto para as influências do breakbeat. A maioria das faixas constitui de batidas provenientes do drum’n'bass (destaque para a faixa-título Walking Wounded), sendo que as letras continuam com o mesmo clima depressivo, como é explicitado em Single – não sei por que eles gostam tanto de mostrar o lado infeliz de um relacionamento, pois eles provam completamente o contrário. Por outro lado, eles conseguiram combinar de forma harmoniosa o antigo pop dos anos 80 com a experimentação eletrônica (Mirrorball e The Heart Remains A Child são os melhores exemplos). E mais uma vez Todd Terry remixou o próximo single deles a fazer sucesso mundial, Wrong, cuja versão também ficou muito mais conhecida que a original – eu ainda prefiro a do álbum, mas o DJ não desaponta com a nova produção.
Temperamental (1999)
O último álbum de estúdio do EBTG se entrega totalmente à house music. O foco parece ter mudado de direção quando nos deparamos com o divertido videoclipe de Five Fathoms. O single de mesmo título, Temperamental, por exemplo, pode soar estranho pelo tom mais agudo que Tracey canta e, claro, pela aparente animação acompanhada das batidas pulsantes. Muito mais agitado que o trabalho anterior e com letras mais leves e descompromissadas, as faixas de “Temperamental” traduzem definitivamente a nova identidade musical do dueto. Aqui não há single que tenha se destacado massivamente como nas outras vezes, porém isso não afetou em nada na qualidade de suas canções.
Coletâneas de singles e remixes
Tracey e Ben infelizmente não têm pretensão de voltarem ao estúdio. As coletâneas, como por exemplo “The Best Of” (1996, lançamento feito só na América Latina) e “Like The Deserts Miss The Rain” (2002), mostram o que já é de conhecimento da maioria dos fãs: hits, lados-b, remixes e baladinhas dos anos 80. A esperança até que bateu à porta quando eles resolveram lançar um disco só de remixes, “Adapt Of Die: Ten Years Of Remixes” (2005), com versões bem interessantes (Rollercoaster), outras péssimas (Missing) e algumas que não ficaram lá tão diferentes das originais (Downhill Racer). Mesmo assim, vale a pena conferir; é só acessar o site oficial do dueto e apertar o play para matar saudades.

Mais do que fazer um remix é reinterpretar. Talvez a distância entre os dois significados seja pura ilusão quando dão de cara com a criatividade. Beyond The Wizard’s Sleeve é o projeto conduzido pelo DJ e produtor Erol Alkan, responsável por dar roupagens novas para bandas como Zero 7, Yeah Yeah Yeahs e Interpol (entre muitos, muitos outros), e o músico Richard Norris (sua lista de colaborações é imensa). O resultado de tantas versões especialmente personalizadas para tantos artistas diferentes é a coletânea de remixes intitulada “Reanimations Vol. 1″ (já estou curioso pelo segundo capítulo).
O primeiro experimento que escutei foi Raise The Roof, segundo single do disco solo da Tracey Thorn (lembram do Everything But The Girl?): sem muito alarde, uma versão dub bem simplória. O que mais viciou meus ouvidos foi Happiness da Goldfrapp, conseguiu ficar mais agitada e mais empolgante que a original. Eu me surpreendi com a delicadeza que depositaram em Promises do Badly Drawn Boy, entretanto em nada me animou ao ouvir as distorções vocais em Young Folks de Peter Bjorn And John. Como já não gosto muito de Franz Ferdinand, achei que a dupla podia ter dado mais asas à imaginação ao recriar Ulysses. Battle Scars dos Chemical Brothers ficou próxima da original, mas ainda deixo meus créditos para os garotos, já que Tom e Ed não sabem mais fazer música eletrônica como antigamente.
Agora quer conhecer os remixes? É só jogar no YouTube que você vai conseguir ouvir quase, se bobear, todas.