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11/02/2010Música
O velho e bom newsletter ajuda nessas horas. Conectado em tantas redes socias torna impossível minha capacidade de acompanhar todas as novidades musicais. Depois da ótima notícia que tive da Angela McCluskey, agora é a vez de Tracey Thorn.
Como tendência entre vários artistas, a vocalista do Everything But The Girl largou da gravadora Virgin/EMI/Astralwerks e lançará seu próximo trabalho solo na primavera (do lado de lá) desse ano. A novidade é que o álbum será lançado pela gravadora independente do maridão Ben Watt, Strange Feeling Records (irmã da Buzzin’ Fly Records). O novo disco contará com a produção de Ewan Pearson e colaborações de Jens Lekman e Cortney Tidwell - sentiram o clima de folk no ar? Ela mesma se diz bem epolgada:
I’m very excited by this. Back to being on an indie again, and of course lovely to be working with Ben and his set-up.
O site foi mantido, mas por enquanto não está atualizado. Aproveite para acessar e cadastrar seu e-mail para ficar a par também do que virá daqui pela frente.
Tags: ben watt, buzzin fly records, cortney tidwell, everything but the girl, ewan pearson, folk, jens lekman, strange feeling records, tracey thorn -
18/09/2009MúsicaPor enquanto, a dupla Everything But The Girl não tem novidades pela frente, mas pelo menos podemos contar com os projetos solo de Ben Watt e Tracey Thorn. Nesse segundo artigo, falarei um pouco do trabalho de cada um.

Na verdade, esse é o segundo álbum solo de Tracey Thorn. Seu primeiro disco, “A Distant Shore”, foi lançado em 1982, logo depois de sua saída do grupo Marine Girls e um pouco antes de ingressar no EBTG. “Out Of The Woods” tenta ser o mais pop possível com pitadas acentuadas de dance music.
Quem acha que há semelhanças com as músicas do EBTG, é melhor tirar essa idéia da cabeça. O primeiro single de Thorn, It’s All True, é uma das poucas faixas agitadas. Creio que o objetivo de Tracey foi produzir canções com letras intimistas sobre amor – o que, por outro lado, não deixa de ser um progresso se comparado com o primeiro álbum, cujas músicas são para lá de melancólicas -, resultando em melodias mais tranquilas do que o esperado.
Entre um disco e outro do EBTG, Tracey colaborou com alguns artistas da cena eletrônica, como Massive Attack, cuja participação foi a mais presente (Protection, Better Things e The Hunter Gets Captured By The Game), Deep Dish (The Future Of The Future (Stay Gold); é mencionada como uma colaboração entre eles e EBTG) e a dupla alemã de DJs Tiefschwarz (Damage), além do produtor/DJ de drum’n'bass Adam F (The Tree Knows Everything).

Ben Watt também teve seu momento de carreira solo, lá pela década de oitenta, com um projeto chamado “North Marine Drive”. Isso foi alguns anos antes de se empreitar com Tracey como EBTG. Agora, pelo visto, Watt não quer mesmo seguir a carreira de cantor.
Ben sempre foi um fã de música eletrônica, embrenhado pelas vertentes do deep house. A paixão era tão grande que em 1998 ele abriu uma casa noturna em Londres, a Lazy Dog, tornando-se, claro, um dos DJs residentes. O sucesso rendeu até duas compilações com as músicas mais tocadas na casa, porém a alegria durou até 2003, quando foi anunciado seu fechamento. Contudo, no mesmo ano, Ben Watt teve orgulho de inaugurar sua própria gravadora, a Buzzin’ Fly Records. Ele estreou não só como dono mas também como produtor dos artistas que lançou na época, todos concentrados no ramo da música eletrônica – especialmente da house music.
Ben Watt se deu bem também, adivinhem, na área da literatura. O livro autobiográfico “Patient: The True Story of a Rare Illness” (Paciente: A Verdadeira Estória de uma Rara Doença) conta a dura luta contra uma doença auto-imune que ataca vasos sanguíneos (Síndrome de Churg-Strauss). Pelas críticas que li, o livro ganhou boa aceitação não pelo drama que Ben viveu – ele não se faz de vítima e muito menos demonstra auto-piedade – mas pela boa narração desenvolvida no decorrer da história.
Tags: a distant shore, adam f, ben watt, better things, buzzin fly records, dance music, deep dish, deep house, ebtg, everything but the girl, it\'s all true, lazy dog, marine girls, massive attack, north marine drive, out of the woods, patient, protection, stay gold, the future of the future, the hunter gest captured by the game, the true story of a rare illness, tiefschwarz, tracey thorn -
17/09/2009MúsicaA dupla – e também casal – Everything But The Girl, formada por Tracey Thorn e Ben Watt (vou deixar os links para o próximo post), registraram seu apogeu há 14 anos com o single Missing, sucesso de abertura ao dueto que já está na estrada desde a década de 80. Falarei brevemente, nessa primeira parte, de três álbuns que revelam a transição quase que radical do pop acústico melancólico à música eletrônica animada.

Amplified Heart (1994)
O remix feito por Todd Terry para Missing estourou nas rádios de todo o mundo, colocando EBTG em evidência depois de tantos anos juntos – mais precisamente desde 1984. Esse foi o indício de que Ben e Tracey estavam interessados em uma roupagem mais moderna para suas músicas. “Amplified Heart”, sétimo álbum de estúdio do EBTG, ainda mostra o lado acústico com letras um tanto solitárias e penosas (ao meu ver, talvez seja a principal característica deles) que é percebido nos discos anteriores – inclusive, é o último trabalho que Ben efetivamente participa como cantor e não somente em backing vocals. Entretanto, ao ouvir as duas primeiras faixas, Rollercoaster e Troubled Mind, já é possível notar alguns efeitos eletrônicos, mesmo que discretos. Até a versão original de Missing possui um pouco dessas novas características.Walking Wounded (1996)
“Walking Wounded” estabeleceu a grande mudança no estilo musical do casal, saltando direto para as influências do breakbeat. A maioria das faixas constitui de batidas provenientes do drum’n'bass (destaque para a faixa-título Walking Wounded), sendo que as letras continuam com o mesmo clima depressivo, como é explicitado em Single – não sei por que eles gostam tanto de mostrar o lado infeliz de um relacionamento, pois eles provam completamente o contrário. Por outro lado, eles conseguiram combinar de forma harmoniosa o antigo pop dos anos 80 com a experimentação eletrônica (Mirrorball e The Heart Remains A Child são os melhores exemplos). E mais uma vez Todd Terry remixou o próximo single deles a fazer sucesso mundial, Wrong, cuja versão também ficou muito mais conhecida que a original – eu ainda prefiro a do álbum, mas o DJ não desaponta com a nova produção.Temperamental (1999)
O último álbum de estúdio do EBTG se entrega totalmente à house music. O foco parece ter mudado de direção quando nos deparamos com o divertido videoclipe de Five Fathoms. O single de mesmo título, Temperamental, por exemplo, pode soar estranho pelo tom mais agudo que Tracey canta e, claro, pela aparente animação acompanhada das batidas pulsantes. Muito mais agitado que o trabalho anterior e com letras mais leves e descompromissadas, as faixas de “Temperamental” traduzem definitivamente a nova identidade musical do dueto. Aqui não há single que tenha se destacado massivamente como nas outras vezes, porém isso não afetou em nada na qualidade de suas canções.Coletâneas de singles e remixes
Tags: adapt of die, amplified heart, ben watt, downhill racer, ebtg, everything but the girl, five fathoms, like the deserts miss the rain, mirrorball, missing, single, temperamental, ten years of remixes, the heart remains a child, todd terry, tracey thorn, walking wounded, wrong
Tracey e Ben infelizmente não têm pretensão de voltarem ao estúdio. As coletâneas, como por exemplo “The Best Of” (1996, lançamento feito só na América Latina) e “Like The Deserts Miss The Rain” (2002), mostram o que já é de conhecimento da maioria dos fãs: hits, lados-b, remixes e baladinhas dos anos 80. A esperança até que bateu à porta quando eles resolveram lançar um disco só de remixes, “Adapt Of Die: Ten Years Of Remixes” (2005), com versões bem interessantes (Rollercoaster), outras péssimas (Missing) e algumas que não ficaram lá tão diferentes das originais (Downhill Racer). Mesmo assim, vale a pena conferir; é só acessar o site oficial do dueto e apertar o play para matar saudades. -
14/07/2009Música
Mais do que fazer um remix é reinterpretar. Talvez a distância entre os dois significados seja pura ilusão quando dão de cara com a criatividade. Beyond The Wizard’s Sleeve é o projeto conduzido pelo DJ e produtor Erol Alkan, responsável por dar roupagens novas para bandas como Zero 7, Yeah Yeah Yeahs e Interpol (entre muitos, muitos outros), e o músico Richard Norris (sua lista de colaborações é imensa). O resultado de tantas versões especialmente personalizadas para tantos artistas diferentes é a coletânea de remixes intitulada “Reanimations Vol. 1″ (já estou curioso pelo segundo capítulo).
O primeiro experimento que escutei foi Raise The Roof, segundo single do disco solo da Tracey Thorn (lembram do Everything But The Girl?): sem muito alarde, uma versão dub bem simplória. O que mais viciou meus ouvidos foi Happiness da Goldfrapp, conseguiu ficar mais agitada e mais empolgante que a original. Eu me surpreendi com a delicadeza que depositaram em Promises do Badly Drawn Boy, entretanto em nada me animou ao ouvir as distorções vocais em Young Folks de Peter Bjorn And John. Como já não gosto muito de Franz Ferdinand, achei que a dupla podia ter dado mais asas à imaginação ao recriar Ulysses. Battle Scars dos Chemical Brothers ficou próxima da original, mas ainda deixo meus créditos para os garotos, já que Tom e Ed não sabem mais fazer música eletrônica como antigamente.
Agora quer conhecer os remixes? É só jogar no YouTube que você vai conseguir ouvir quase, se bobear, todas.
Tags: badly drawn boy, beyond the wizards sleeve, erol alkan, franz ferdinand, goldfrapp, peter bjorn and john, reanimations vol 1, reinterpretação, remix, richard norris, the chemical brothers, tracey thorn, versão
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30/07/2008MúsicaOuvi o trabalho solo da Andrea Palmer essa semana. Álbum de estréia que, por incrível que pareça não foi coincidência, me lembrou muito o Dresden Dolls. Andrea Palmer é a vocalista do Dresden Dolls, por isso que lembrou tanto (duh!). Não posso estipular uma regra de que todo artista que deixa a banda por um momento – ou até para sempre, dependendo de alguns casos – faz um trabalho solo diferente. Vejo isso pelo Thom Yorke, que para muitos foi considerado o “Kid B” do Radiohead – também sou da mesma opinião.
Outros, por exemplo, preferem seguir caminhos totalmente distintos. Veja os integrantes do Cardigans: Magnus criou o Righteous Boy, Peter criou o Paus e Nina criou o A Camp. Esse último foi o que mais impressionou, pois percebi um processo inverso: o projeto solo de Persson influenciou a banda inteira (ouça os dois últimos álbums deles e você vai perceber a diferença). Por falar na sueca loirinha-morena, ela está fazendo um suspense desnecessário e insuportável para seus fãs. Reza a lenda que o segundo álbum solo vai sair esse ano – quem quiser saber o que ela andou aprontando ao vivo, vai no YouTube (estou no escritório, não tenho como acessar os vídeos).
Quem também está prestes a lançar um trabalho solo é a minha diva ruiva e escocesa Shirley Manson. Pelo que eu soube, ela teve alguns probleminhas para se acertar com alguma gravadora que aceitasse o lançamento de seu primeiro disco. Se ela conseguiu entrar em um acordo, não sei. Se alguém souber de alguma novidade, por favor volte e aqui e deixe um comentário – vou agradecer imensamente.
Para finalizar, aqui ficam registradas outras meninas que seguiram seu caminho sozinhas e deram certo, apesar de terem deixado um trabalho muito bom para trás – e que a maioria não têm mais retorno, por mais que tenhamos um fio de cabelo de esperança: Lou Rhodes (ex-Lamb), Maria Taylor (ex-Azure Ray), Nicola Hitchcock (ex-Mandalay), Hope Sandoval (ex-Mazzy Star), Roisin Murphy (ex-Moloko), Skye (ex-Morcheeba) e… Tracey Thorn (será que o Everything But The Girl acabou mesmo?).
Tags: a camp, andrea palmer, azure ray, cardigans, dresden dolls, everything but the girl, hope sandoval, lamb, lou rhodes, magnus, mandalay, maria taylor, mazzy star, moloko, morcheeba, nicola hitchcock, nina persson, paus, peter, radiohead, righteous boy, roisin murphy, skye, thom yorke, tracey thorn -

































Falou e disse