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Meme do dia: 15 álbuns

Foi Diego Maia quem começou com o meme lá no Facebook e se espalhou rapidamente entre as pessoas. Recebi o convite pelo Anderson Costa e logo postei meus discos favoritos.

A regra é simples: listar 15 álbuns em 15 minutos (sem pensar muito em ordem de importância) e depois indicar 15 amigos. Está pronta a brincadeira. Confira abaixo minha seleção:

The CardigansEverything But The GirlGarbageThe CranberriesAngela McCluskeyBjörkDonna LewisJamiroquaiJanuaryLambMadonnaM PeopleR.E.M.The CureTravis

Cover da Britney?

Fiquei sabendo que algumas pessoas fizeram cover do último single da Britney Spears (ela não merece link). Pra mim, nada supera o Travis. Eles com certeza foram os pioneiros: já entraram na onda com o primeiro single da loirinha, tanto que virou b-side de Driftwood – quando ainda eles eram mais desconhecidos e mais legais do que agora.

Para quem se lembra, CallmeKat também já brincou de fazer covers bizarros. ;)

Sobre o show do R.E.M.

O show do R.E.M. foi ótimo e compensou a falta de ar-condicionado, além do show péssimo de Wilson Sideral (o irmão do vocalista do Jota Quest, para quem não sabe ou não se recorda). Aliás, esse foi um detalhe que me irritou muito – não só a mim, claro -, pois só de pensar que o Travis veio para a América Latina tocar junto com o R.E.M. e não veio ao Brasil é de cortar os pulsos.

Bom, na verdade eu quase cortei os pulsos quando Wilson tentou cantar Raul com um trocadilho dos mais infelizes: “Maria, pra sempre eu te amaria”. Pelo menos o público foi educado o bastante para não vaiá-lo, mas deu para perceber a inércia das pessoas frente à performance dispensável antes da atração principal.

A partir daqui é o que escrevi na época para um blog coletivo. Prefiro fazer uma continuação desse post.

Michael Stipe

Ontem foi o primeiro show da turnê mundial do R.E.M. em São Paulo, no Via Funchal. Após 7 anos desde a primeira visita da banda liderada por Michael Stipe ao Rock In Rio, eles regressaram com a agenda mais abrangente (já se apresentaram no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e a última será hoje em São Paulo).

Os fãs já podiam ter uma idéia do que o R.E..M. viria a tocar, graças aos últimos setlists disponíveis no site oficial. É claro que, devido ao fato de a turnê divulgar só o último álbum “Accelerate”, lançado esse ano, todos nós sabíamos que não haveria um repertório recheado das músicas favoritas, como aconteceu na edição do Rock In Rio. Mas isso não foi empecilho para que o trio fizesse uma seleção digna para gregos e troianos.

O Show
R.E.M., em suas duas horas de duração, equilibrou o clima do show com músicas bem empolgantes, tantos as novas (Living Well Is The Best Revenge foi escolhida para a abertura e Supernatural Superserious deixou aquela sensação de “está quase no fim”) como as antigas (Ignoreland cativou a platéia com seu refrão e What’s The Frequency, Kenneth? foi uma das primeiras a animarem os fãs de carteirinha).

Contudo, a apresentação foi marcada obviamente pelos hits imortais da banda, como Losing My Religion – confesso que essa já cansou meus ouvidos -, The One I Love e Everybody Hurts. Outras canções tão famosas quanto, como Imitation Of Life, Man On The Moon (a última a ser tocada), Bad Day e It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) também levantaram as pessoas de seus assentos.

Barack Obama
Já era de se esperar que Michael Stipe fizesse algum comentário em prol do recém eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Disse ter ficado muito contente com o resultado das votações e que agora é a chance de mudar seu país para melhor (logo em seguida ele cantou Man-Sized Wreath para prestar sua homenagem).

Saldo Final
Gostei muitíssimo do show, mas sempre falta alguma coisa para torná-lo memorável. Cada fã, desde o menos até o mais fanático, tem suas músicas preferidas (eu me realizei quando eles tocaram She Just Wants To Be e Sweetness Follows); no meu caso, queria muito que tivesse Nightswimming, mas como disse no começo, não é possível realizar o desejo de todos. Confira o setlist e tire suas conclusões.

A interação de Michael com o público contou muitos pontos, além da produção do evento em si – no breve intervalo, antes de começarem a tocar as últimas músicas, o telão mostrava frases em português (“vamos cantar?”, “não podemos ouvir vocês”), aumentando gradativamente a vibração calorosa da platéia. Essa interação, por sinal, já é bem influente através da internet: a banda possui uma seção especial de sua turnê com publicações imediatas no Flickr, YouTube e Twitter, graças às tags criadas dias antes das apresentações – a de São Paulo, por exemplo, é remsao.

Espero que o show de hoje, o último do R.E.M. aqui no Brasil, seja tão bom quanto o que pude presenciar ontem à noite. :)

Dobradinha: Aqualung / Travis

AqualungAqualung, como Matt Hales é conhecido artisticamente, nunca me interessou tanto. É bom? É, mas sem exageros. Sinceramente falando, sequer faço lembrança de uma música que tenha martelado minha memória por muito tempo. Sem rodeios: não faz parte da minha lista de cantores favoritos.

Seu estilo, principalmente por sua voz, é bem comparável com Radiohead, fazendo um soft rock agradável e sonolento. O último disco “Words And Music” tem músicas inéditas, mas não sei por que há músicas de álbuns anteriores. Falta de tempo, falta de criatividade para escrever novas composições? Enfim, simplesmente não sei. Ouça e tire suas conclusões.

Travis me cativou com seu segundo disco “The Man Who” (assim mesmo, sem verbo, o que me deixa curioso até hoje… rs!), cujo repertório de músicas é o mais gracioso que já tinha ouvido  – saudades de Driftwood, Turn e Writing To Reach You -, pelo menos na época: melodias pacíficas, mesmo tendo uma ou outra letra um pouco desanimadora (Why Does It Always Rain On Me? já justifica pelo nome). Depois disso, a banda amiga e tão recomendada por Noel Gallagher caiu na rede do pop e produziu trabalhos muito comerciais para meus ouvidos. Apesar de ter apreciado os singles Sing e Side, o resto das canções não ajudou muito; nem “12 Memories”, com a polêmica Re-Offender, e “The Boy With No Name”, o qual eu nem lembro de ter ouvido e tampouco fez muito sucesso, me convenceram o contrário.

“Ode To J. Smith” voltou com tudo, e bem diferente do pop grudento que tinha-se escutado antes. É até diferente do adorável “The Man Who”, pois deve ter tido fortes influências do primeiro trabalho dos garotos, “Good Feeling” (eles estão tão novinhos na capa), onde o verdadeiro rock – e esquecido até então – é quase predominante. As faixas estão com acordes mais acentuados de guitarra,  mas a notória melancolia do vocalista ainda é presente (percebi enquanto escutava Quite Free), o que não deixa de ser a marca registrada da banda. É só ouvir Something Anything e Long Way Down e terá a comprovação dessa rápida mudança. É notável a maturidade da banda, no que diz respeito à musicalidade distante do pop – ainda bem que eles se tocaram. Para finalizar, como é de costume do Travis, há um cover muito engraçado de I Kissed A Girl da insuportável Kate Perry (já falei que ela não merece link). Pelo jeito eles quiseram reaver os velhos tempos de quando faziam covers tão engraçados quanto, como é o caso da Britney Spears, que virou até lado-b. Só assim para eu ouvir alguma coisa pop. :)