The Kills: Blood Pressures

Demorou três anos para que The Kills lançasse “Blood Pressures”. Sabemos que a pausa se justifica perfeitamente com a participação de Alison Mosshart (ou VV, como quiserem) no The Dead Weather, liderado por Jack White (ele não merece link), cujo projeto rendeu dois álbuns nos últimos dois anos – o qual não tive boas opiniões a respeito, mas não vem ao caso.
Se você, assim como eu, se empolgou com “Midnight Bloom” (ao contrário dos fãs mais antigos que simplesmente repudiaram esse álbum), recheado de hits grudentos como U.R.A. Fever e Cheap & Cheerful, dê um freio ao ouvir (se já não escutou) o quarto trabalho da dupla. Eles espantaram o lado pop e voltaram com a seriedade musical. Algumas faixas produzem os efeitos distorcidos de guitarra e as batidas retumbantes, como no primeiro single Sattelite e Future Starts Slow. Outras resgatam o rock mais bluesy e seco do debut, como Damned If She Do e DNA.
Percebe-se que The Kills voltou sem muita histeria. Canções onde cada um dos integrantes fazem suas performances sozinhos – é estranho ouvir Jamie Hince cantando suavemente em Wild Charms ou VV praticamente incorporando uma valsa em The Last Goodbye -, alteram a linha melódica do disco, entretanto não é algo que seja grave a ponto de penalizar a qualidade sonora. Sem sombra de dúvidas, aliás, que uma música não poderia deixar de cravar sua hipnotizante beleza: Baby Says é o que Black Balloon durou na minha memória por tanto tempo. Confira a versão ao vivo dela no SXSW desse ano:

